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Sangue divino despertado e aluno perfeito

Sangue divino despertado e aluno perfeito

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Realismo Urbano

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Introduction

Uma única gota de sangue divino transformou Cleve Hayes de um ninguém em alguém extraordinário. Notas máximas em todas as provas? Ganhar na loteria toda vez? Um craque no basquete? Um campeão na natação? Por que escolher apenas um? Caramba, eu sou o pacote completo.
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Chapter 1

"Lorelei Anderson, 150 pontos." O rosto de Kathleen Morgan se iluminou com um sorriso aberto ao entregar a prova de matemática para a garota elegante de olhos brilhantes.

Lorelei pegou a prova com as duas mãos.

"Continue assim," Kathleen fez um gesto de aprovação com a cabeça. Quanto mais ela olhava para Lorelei, mais satisfeita ficava—inteligente, bonita e educada. Garotas como ela eram raras hoje em dia.

Mas quando Kathleen olhou para a nota na próxima prova, seu sorriso desapareceu instantaneamente.

"Cleve Hayes, 38 pontos."

Risos explodiram na sala de aula.

"38 pontos?"

"Cleve é um verdadeiro talento, hein!"

"Aposto que ele fez a gente ficar em último lugar de novo."

"Será que isso é uma dúvida?"

Corado de vergonha, Cleve caminhou lentamente até Kathleen.

Ela já estava furiosa só de olhar para ele. Ela bateu com a prova no rosto dele, com força.

"Pegue isso e fique do lado de fora!"

Ele estendeu a mão para pegar a prova, mas Kathleen a jogou de lado.

Cleve se abaixou, pegou a prova e saiu da sala sem dizer uma palavra.

Encostado na parede, sua expressão mudava constantemente. Ninguém gosta de ser humilhado. Ainda mais na sua idade.

Ele então ouviu as palavras finais de Kathleen.

"No geral, todos foram bem. Se o Cleve não tivesse nos atrasado, a Turma Dois poderia ter vencido a Turma Um."

Aquilo o atingiu como uma punhalada no coração. Com os olhos ardendo, ele cambaleou em direção ao pequeno lago do campus. Ficou lá em silêncio, punhos cerrados, peito arfando, querendo gritar. Mas não gritou. Tinha medo de chamar a atenção dos seguranças.

A frustração o sufocava. Seu pai tinha dado um jeitinho para colocá-lo na turma avançada, na esperança de que ele pudesse entrar na faculdade. Mas Cleve não era talentoso, só levava risadas atrás de risadas. Ele estava de saco cheio. Mas o que ele podia fazer?

Ele se jogou na grama, perdido. Tão perdido que não percebeu a vinha saindo do lago, rastejando lentamente em direção ao seu tornozelo. Quando chegou perto o bastante, disparou como um raio, se enrolou em sua perna e o puxou para frente.

Cleve despertou abruptamente, arranhando o chão, arrancando terra e grama, tentando se impedir de ser arrastado. Era inútil. Dois segundos depois, ele estava na água. Engasgou com algumas bocadas, fechou os lábios com força, olhos arregalados de pânico. Uma figura assustadora surgiu diante dele, encarando-o com um olhar gelado e sedento de sangue. Antes que pudesse reagir, a criatura avançou, mostrando os dentes em direção ao seu pescoço. Paralisado de medo, Cleve esqueceu de lutar. Quando aquelas mandíbulas estavam prestes a cravar, um trovão explodiu na água. “Criatura imunda! Como se atreve!” Com um som agudo, a sombra que o envolvia se despedaçou. O que acabou de acontecer? Os olhos de Cleve se abriram. Uma força acolhedora o ergueu gentilmente e o colocou de volta na grama. Cleve Hayes avistou o homem de túnica imediatamente. A figura do homem tremeluzia como névoa, difícil de distinguir. Ele olhou casualmente para Cleve, depois franziu a testa. “Um talento tão fraco? Tanto faz. O destino nos uniu. Garoto, abra a boca.” Cleve não hesitou.

Só um tolo não perceberia que esse cara era algum tipo de imortal. Ele estava prestes a lhe entregar um elixir divino? Mas então veio uma reviravolta inesperada. O homem tirou, do nada, um fino punhal, cortou a ponta do próprio dedo, e uma única gota de sangue surgiu. “Beba isso,” ele disse. Cleve hesitou. Ele queria dizer... chupar do dedo dele? Isso era meio nojento. Ainda assim, sabendo que esse sangue tinha que ser extraordinário, Cleve superou o nojo. Agarrando a mão do homem, ele se inclinou. Os olhos do imortal se arregalaram. Antes que Cleve percebesse, um tapa estalou em seu rosto. “O que diabos você está fazendo?” o homem disparou. “Você me disse pra beber?” Cleve murmurou, segurando a bochecha, ainda confuso. O homem suspirou e estalou o dedo. A gota de sangue ergueu-se no ar sozinha. Só então Cleve percebeu que tinha sido um bobo. Ele rapidamente abriu a boca e engoliu a gota flutuante. Assim que entrou em seu corpo, um calor intenso explodiu dentro dele. “O que... o que está acontecendo...?!”

“O sangue divino está refazendo seu corpo. Vai doer como o inferno por um tempo,” disse o homem. Então ele desapareceu sem deixar rastro.

Mas Cleve já nem pensava mais nisso.

Ele apagou de tanta dor.

Cleve nem sabia quantas vezes desmaiara de tanta agonia.

Ele só se lembrava de alguns flashes vagos de quando foi levado às pressas para o hospital.

Todo o resto era uma confusão.

“Davy, os médicos estão nos cobrando há dias por causa das contas do Cleve,” Grace Bennett disse ao homem de aparência cansada que acabara de trazer uma refeição para ela.

Ele parecia muito com Cleve. Ao ouvir as palavras dela, Davy pausou e então disse, “Vou pedir ao velho Kirby de novo.”

Ela franziu a testa. “Já pegamos cinquenta mil emprestados dele… como vamos pedir mais?” A voz de Grace caiu. “Seu pai não tem algumas economias?”

“Você sabe como ele é,” disse Davy com um sorriso amargo. “Se eu pudesse contar com a ajuda dele, já teria feito isso.”

“O Cleve é neto dele! Ele vai mesmo deixar o menino morrer?” A frustração de Grace transpareceu em sua voz.

Davy ficou em silêncio.

Grace começou a chorar.

Não porque seu marido não tinha saída.

Mas porque, como mãe, ela não conseguiu salvar o próprio filho. Se eles não pagassem logo, o hospital expulsaria o Cleve. "Para de chorar. Só cuida do Cleve. Eu vou resolver o dinheiro," Davy disse e virou-se para sair. Mas Grace continuou soluçando. A família deles costumava estar bem. Agora, após seis meses na UTI, aquela estabilidade tinha acabado. Eles já tinham pedido ajuda a todos que podiam. Ainda assim, Cleve não dava sinal de acordar. Enquanto Grace chorava, ela não viu as duas lágrimas escorregarem silenciosamente do canto dos olhos fechados de Cleve. Ele tinha ouvido cada palavra que disseram. Seu corpo ainda podia estar mudando, mas ele sabia — estava quase no fim.