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Quando o Amor Colide

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Bilionário

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Introduction

Colton Cruz é o melhor entre os melhores — um segurança com olhos castanhos suaves que vive e respira a adrenalina do submundo da máfia. Você pode até estar entre seus contatos favoritos, mas não será você quem conquistará seu coração. Até que ele se vê obcecado pelo que jamais poderia ter: Trinity, a filha de um dos chefões mais perigosos. Se ele apenas apontar para ela, seu pai não hesitará em arrancar seus dedos um a um. No entanto… Nesse mundo de sombras, nada é apenas o que parece. Entre segredos enterrados e mentiras que se desfazem, Colton e Trinity terão que escolher: Até onde estão dispostos a ir por um amor proibido que pode custar suas próprias vidas?
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Chapter 1

PONTO DE VISTA DE COLTON

Quando meu nome sai dos seus lábios, devia ser o medo que você sentisse. Não virei o melhor da minha área jogando limpo. Me encontro sempre no lado errado da lei — sou o cara que resolve

quase

tudo. Mas meu trabalho mesmo é proteger Stone, o chefe do crime, e sua família. E agora minha próxima missão é cuidar de Trinity Stone, a filha mimada de Vic e Alexa.

Isso não é meu estilo; não sou babá. Mas a senhorita "faço o que quero" conseguiu que todos os meus homens se recusassem a segui-la. Ela é um pesadelo. E quem vai lidar com isso sou eu.

A última vez que vi Trinity foi há mais de um ano; trabalho só para Vic. Você imagina minha cara quando, há menos de uma semana, o último dos meus homens entrou no escritório para desistir. Ela o despistou, e ele enfrentou a fúria do Vic. Se eu não conseguir colocá-la na linha, perco o contrato. E aí, talvez seja melhor fechar as portas.

Então lá estou eu, dirigindo no trânsito da manhã, num dia cinza e chuvoso, para meu primeiro dia de "babá". O Jax me acompanha — ele fica com a Alexa hoje. Desde a última guerra de territórios, Vic e a família precisam de proteção constante.

"Da última vez que vi essa garota, ela usava aparelho e óculos maiores que minha bunda."

"Eu nunca a vi, mas segundo os caras, é uma patricinha clássica."

"Prometo que se essa mulher me despistar, eu amarro ela numa árvore."

"Ei, quem sabe você não arruma um lance com ela, já que a Amber te deixou tão… 'graciosamente'."

"'Graciosamente'? Ela saiu de noite enquanto eu dormia. Tinha medo de me encarar e falar que tava com o vizinho."

"Típico. E agora você tem a senhorita Muffet pra te fazer companhia."

Só de pensar nela me dá arrepios — e acredite, não são do tipo bom. Gosto de uma mulher bonita tanto na cama quanto pra olhar. Passar o dia rodeado de feiúra vai ser um golpe no ego.

Mas é hora de deixar isso pra lá. Chegamos.

Subimos a entrada e estacionamos atrás daquela mansão branca de estilo antigo. Um dos meus homens, que fica na propriedade, nos recebe.

"Bom dia, chefe. Só um toque: a princesinha tá num dia de ataque hoje."

"O que há de novo? Essa mulher é um pesadelo."

"Ela não quer vigilância, muito menos você. Disse que você é um babaca arrogante."

"Hahaha. Isso faz dela…"

Nesse momento, vemos a Alexa aparecer na porta, acenando pra gente entrar.

Entramos de boa, mas ao cruzar a porta ouvimos uma mulher gritando a plenos pulmões — mais parecia o zumbido irritante de um inseto. Pelos pedidos do outro homem, dava pra saber: era a Trinity. A Alexa só sorriu quando passei por ela.

"Só desculpa a Trinity. Ela nem sempre é assim."

Quase engasguei. Nem sempre é assim? É o tempo todo. Já ouvi essa garota dando chilique do escritório do Vic, do outro lado da casa.

Nos aproximamos devagar da cozinha. Me preparo pro horror que está por vir.

E então, ao virar a esquina…

PONTO DE VISTA DA TRINITY

É um dia frio e miserável. Chove fininho desde as seis da manhã. Hoje vou ao salão e, por algum motivo idiota, preciso de um segurança. Isso aqui não é zona de guerra — não quero um homem bombado e sem cérebro me seguindo. Já escapei de todos os outros; esse vai ser fácil.

Visto meu quinto vestido e puxo sobre as coxas. Rebolo para ajustar, ajeito os seios. Dou uma última girada no espelho alto do meu closet. Satisfeita. Vamos ver como o Sr. Segurança vai impedir essa daqui de escapar.

Desço até onde meu querido papai toma café na cozinha.

"Papai, por favor, me deixa sair sozinha."

"Não, Trinity. Você vai com o Colton."

"Colton? O que aconteceu com o outro?"

"Para de fazer papel de boba. Você tá ficando sem seguranças. Pode parar de tentar fugir? Os caras tão cansados dos seus ataques."

"Que ataques? Eu não tenho ataques. Eu quero fazer o que eu quero — não preciso de babá."

"Trinity, você vai ter uma. Fim de papo!"

"Posso pelo menos escolher? Esse deve ser um metido insuportável."

"Não! Você vai com o Colton. Se não gostar dele, fica em casa."

Esse Colton deve ser algo especial. E pelo que a mamãe disse, ele é o último disponível. Mas, além disso, parece que é o melhor.

De repente, três homens aparecem na esquina…

PONTO DE VISTA DE COLTON

Assim que viramos a esquina, vejo uma morena alta vestindo o que talvez seja o vestido mais apertado que já vi. Mas o que mais me prende são as pernas longas e esbeltas, calçadas em saltos agulha vermelho-sangue. O cabelo dela cai em cascata sobre os ombros — é hipnotizante. Só de olhar para aqueles lábios carnudos já fico louco. Não sei quem é, mas ela é um espetáculo.

Sem pensar, enfio as mãos nos bolsos. Preciso me recompor. E, pra piorar, começo a gaguejar que nem um bobo.

"Bo… Bom dia, Sr. Stone."

"Bom dia, Colton."

Pelo canto do olho, vejo que ela está sorrindo. Sinto um calor subir. Minhas pernas fraquejam; o corpo todo amolece.

"Colton, você se lembra da Trinity."

Me viro e encaro aquela beleza imponente. Essa é a Trinity? O que aconteceu com a garota feia de aparelho e óculos? Essa mulher é deslumbrante. Quase perfeita.

"Não… não exatamente assim, Sr. Stone."

"Ah, é, você não a vê há um tempo. Bem, minha princesinha cresceu um pouco."

"Eu… posso ver isso."

"Agora, Trinity, não dificulta a vida desse homem."

Ela sai da cozinha para pegar a bolsa. Ao passar por mim, sinto o cheiro doce de jasmim e baunilha. Não consigo evitar — fito aquele traseiro por um instante a mais.

Enquanto Vic se desculpa para buscar algo no escritório, aproximo-me do Jax e falo baixinho:

"Porra, eu amarrava aquilo numa cama, não numa árvore. Quando ela ficou tão gostosa?"

"Acho que todas as visitas ao salão valeram a pena."

"Os caras falaram que ela era uma vaca. Nunca me disseram que era uma vaca gostosa."

"Espera até ela dar um chilique."

"Se ela der um chilique, eu vou é prensá-la contra a parede."

"Hahaha. Acho que o Vic vai é resolver outra coisa pra você."

"É um problema. Só de olhar pra ela eu já fico animado."

De repente, ouço o som dos saltos atrás de mim. Tomara que ela não tenha ouvido uma palavra sequer.

"Puta merda! Você sempre chega de surpresa assim?"

"Só quando estão falando de mim."

"Eu não estava falando sobre você, Srta. Stone."

"Pode me chamar de Trinity. E eu sei que meu traseiro te deixou louco."

Meu rosto queima — um tom mais escuro que o batom cereja dela. Mas ela parece se divertir; um sorriso sedutor se forma nos cantos da boca. Aqueles lábios aveludados que eu devoraria devagar, perdendo-me na pele dela.

Para minha frustração, no caminho até o carro, ela vai na minha frente. Balança os quadris, e Deus sabe que é de propósito. Ela percebeu o efeito que tem em mim — e essa provocadora adora me torturar.

E, sendo o cavalheiro que sou, abro a porta do carro. Observo enquanto ela ergue aquelas pernas lindas, uma de cada vez. Ao cruzá-las, vejo o que deveria ser a calcinha… e percebo que não há nada ali. Ela nota que notei. Sorri por debaixo dos cílios que tremulam.

Fecho a porta e cerro os dentes, mal disfarçando o desejo óbvio. Ao me sentar no banco do motorista, olho para ela e sussurro baixinho, só pra mim:

"Ela vai me dar trabalho…"