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Esposa Descartada: Agora Intocável

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Bilionário

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Introduction

— Minha. Você é toda minha, Torie. E vou matar qualquer homem que chegar perto de você — jura ele. Quando a base da mão de Graham roça no meu clitóris, fico na ponta dos pés e envolvo o pescoço dele com os braços para me equilibrar. Sinto Graham se enterrar dentro de mim e solto um gemido. — Me diga para parar, querida. Me diga para parar de te tocar — murmura Graham, mordiscando meus lábios e prolongando aquele contato com paixão. Esse é o meu sinal para dar um fim àquilo. Mas, quando abro a boca, meu cérebro me trai. — Mmm... Mais, Graham — gemo. ------------------------------------------ A vingança tem um gosto amargo — e eu mal posso esperar para saboreá-la. Tudo desmoronou no dia em que flagrei meu marido na cama com minha melhor amiga. Pior do que a traição foi a humilhação de implorar à minha própria família para ser reconhecida como herdeira do Grupo Blackwood. Mas agora as cartas estão nas minhas mãos. Fui contratada por Graham — bilionário, implacável, dono de segredos que ninguém ousa questionar. Ele me olha como se eu fosse sua propriedade. Como se eu fosse um jogo que ele já ganhou. O problema? Graham é o tio do homem que destruiu minha vida.
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Chapter 1

PONTO DE VISTA DE VICTORIA

GRUPO HAWKSLEY

11h15

Meus saltos Louboutin ecoavam pelo piso de ladrilhos impecavelmente polido quando entrei na sede da empresa do meu marido. À medida que eu avançava, os funcionários do Grupo Hawksley interrompiam o que faziam para me cumprimentar, e não pude deixar de notar os cochichos e os olhares inquietos ao meu redor.

Todos exibiam sorrisos ensaiados. Quase falsos. Como se escondessem alguma coisa por trás daquelas máscaras.

Retribuí os cumprimentos com um aceno de cabeça. Meus cabelos castanho-avermelhados, modelados em cachos volumosos, caíam livremente sobre os ombros.

Naquele dia, Zayden e eu comemorávamos nosso sexto aniversário de casamento. Eu tinha ido ao escritório para surpreendê-lo e levava, dentro da minha bolsa de grife, dois presentes de luxo.

O primeiro era um cruzeiro até Boston, uma escapada romântica de uma semana.

O segundo não tinha preço.

Só de pensar nele, levei a mão à barriga e sorri.

Dentro de mim crescia a maior prova do meu amor por Zayden. Mal podia esperar para ver a expressão dele ao abrir o envelope com o ultrassom. Apostaria que ele derramaria uma lágrima, assim como eu tinha chorado ao ver pela primeira vez os dois risquinhos vermelhos no teste de gravidez.

Subi de elevador até o oitavo andar, onde ficava o escritório de Zayden. Quando me aproximei, percebi que a porta estava entreaberta.

— Mais forte! Ah, Zayden, estou tão perto... Vou gozar! — ouvi a voz inconfundível de Madison Sinclair.

Parei no mesmo instante.

Se não estivessem tão ocupados um com o outro e fazendo tanto barulho, teriam ouvido o som dos meus saltos se aproximando da porta.

A raiva ferveu dentro de mim. Minhas narinas se dilataram quando avancei e espiei pela abertura. Parte de mim implorava para que tudo não passasse de um engano terrível. Talvez eu tivesse confundido o escritório.

Mas eu sabia que estava apenas em negação.

Meus olhos encontraram meu marido e minha melhor amiga transando sobre a mesa dele. A mesma mesa onde nós dois tínhamos nos beijado algumas vezes.

A bile subiu à minha garganta. Levei a mão à boca e contive as lágrimas, impedindo que escapassem.

Estendi a outra mão para a maçaneta, pronta para expô-los e confrontar Zayden pela traição, quando o celular dele começou a tocar.

— Preciso atender, Maddie. É uma ligação importante — murmurou Zayden.

Ele se afastou dela, ainda nu da cintura para baixo, e levou o celular ao ouvido.

Não consegui ouvir o que a pessoa do outro lado disse, mas a resposta agressiva de Zayden fez minha mão congelar sobre a maçaneta. Recuei um pouco, tentando entender por que ele estava tão furioso com quem quer que tivesse ligado.

— Você sabe que pedir mais dinheiro além do combinado é extorsão, não sabe? Você não pode me chantagear, Dr. Stansfield. Não pode fazer isso, porra! — disparou Zayden.

Dr. Stansfield?

Eu tinha ouvido direito?

O Dr. Conrad Stansfield era o cardiologista pediátrico de Lenora. Ele tinha ajudado a colocar minha filha na lista de espera por um transplante de coração. Pouco depois, telefonou dizendo que tinham encontrado um coração compatível, mas que havia ocorrido um mal-entendido. Por causa disso, Lenora tinha perdido a chance de receber o transplante.

Depois de tanto tempo esperando, eu perdi minha filha.

Por que Conrad estava chantageando Zayden? O que tudo aquilo significava?

Continuei ouvindo, desesperada por qualquer informação que pudesse responder às inúmeras perguntas que se acumulavam na minha cabeça.

— Vou transferir cinquenta mil dólares para sua conta particular. Não quero que você diga uma palavra para a Maddie sobre o coração que desviamos da Lenora para ela. Adeus.

Zayden praticamente cuspiu as palavras antes de encerrar a ligação.

O ar pareceu desaparecer dos meus pulmões. As lágrimas que eu tinha contido ao flagrá-lo com minha melhor amiga finalmente escorreram pelo meu rosto.

Lenora era nossa filha. Tinha esperado três anos por aquele coração.

Maddie podia esperar. Lenora, não. Minha filha precisava daquele coração para sobreviver.

Droga.

A morte de Lenora poderia ter sido evitada se Zayden não tivesse escolhido a saúde da amante em vez da vida da própria filha.

— Aquele desgraçado. O Dr. Stansfield está ficando ganancioso. A cada ligação de chantagem, ele acha que pode arrancar mais dinheiro de mim. Isso precisa acabar — declarou Zayden, passando a mão pelos cabelos.

Madison se aproximou e envolveu o pescoço dele com os braços esbeltos. Os seios falsos se projetaram diante do rosto de Zayden.

— Victoria não pode descobrir que isso aconteceu, Zayden. É mais seguro continuar pagando o médico. Além disso, no fim das contas, foi ela quem assinou os documentos autorizando que o coração fosse transferido para mim, não foi? — disse Maddie, acariciando o rosto dele.

Eu assinei?

Quando, diabos, eu tinha assinado essa merda?

— Você sabe que a Tory nunca teria assinado se soubesse o que aqueles documentos significavam, não sabe? Eu me sinto péssimo por tê-la convencido de que eram documentos de um novo projeto da empresa — retrucou Zayden.

O fôlego me faltou. Cobri imediatamente o rosto enquanto a lembrança daquele momento voltava à minha mente.

Eu tinha sido enganada.

Caralho!

Ele nem precisou se esforçar para me convencer a assinar aqueles papéis. Eu confiava em Zayden.

Como ele pôde fazer aquilo?

Lenora era nossa filha. Tinha apenas cinco anos. Tinha uma vida inteira pela frente, roubada por dois adultos egoístas que só conseguiam pensar em si mesmos.

— Você não precisa se preocupar com Victoria. Na primeira oportunidade, vou me livrar dela. Foi só depois que comecei a ficar com você que percebi o quanto eu era infeliz com a minha esposa — acrescentou Zayden.

Aquela foi a gota d'água.

Eu não aguentava ouvir mais uma palavra. Cada nova verdade só servia para me destruir. Endireitei os ombros e fui embora sem fazer escândalo, sem deixar qualquer sinal de que tinha estado ali.

Eu precisava planejar minha vingança.

Tinha ido até lá naquele dia para revelar meu maior segredo: contar a Zayden que eu era a herdeira do Grupo Blackwood.

Bem, agora ele teria que descobrir de outra forma.

Deixei a sede da Hawksley com a respiração trêmula, tirei o celular da bolsa e percorri a lista de contatos até encontrar o único nome que eu tinha jurado nunca mais procurar.

Mas, diante daquela traição, cerrei os dentes e toquei em ligar.