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A Sortuda e Adorável Garotinha da Mansão do Senhor da Guerra

A Sortuda e Adorável Garotinha da Mansão do Senhor da Guerra

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A Sortuda e Adorável Garotinha da Mansão do Senhor da Guerra PDF Free Download

Introduction

A mãe dela está prestes a se tornar a quarta concubina do imponente Victor Graham, então a pequena Mianmian acaba sendo levada junto para a temida Mansão do Governador, um ninho de intrigas, concubinas ambiciosas e jogos de poder perigosos. "Dizem que aquela casa dos Graham é tão rígida que até os gatos andam em linha reta. Aquela pirralhinha não dura três dias lá." Mas então— O segundo irmão, que é médico, sorriu com doçura: "A Mianmian não pode comer nada gelado. Eu mesmo vou cuidar da barriguinha dela." Até o quarto irmão, que não falava desde que machucou a perna, começou uma reabilitação intensa: "Preciso me recuperar logo para brincar de jogar lenço com minha irmãzinha." As tias passaram a competir todos os dias — trazendo doces, costurando vestidos, contando histórias para dormir — tudo para agradar a menininha. Eles passaram a tratar Mianmian como a joia mais rara, colocando o que há de melhor na vida aos seus pés, mimando-a completamente, como se quisessem erguê-la direto aos céus!
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Chapter 1

O jipe parou na entrada do beco esfarrapado, atraindo de imediato a atenção dos curiosos.

"É verdade que Evelyn Hart vai mesmo virar concubina do Victor Graham?"

"E ainda arrastou aquela menininha grudada nela, a filha? Não tem medo de os Graham botarem as duas pra fora?"

"Sempre soube que ela não era essa viuvinha inocente. Vive toda arrumada daquele jeito — tá escrito na cara que é caça‑homem."

"Como é que o Victor Graham pode se interessar por uma viúva?"

"Dizem que ela salvou a vida dele uma vez..."

A multidão fervilhava com todo tipo de fofoca.

Aquele beco pobre, cheio de gente comum, agora tinha assunto de sobra. Evelyn Hart ia se casar com os Graham! Virar a quarta concubina!

Era como ganhar na loteria — do nada, os Hart estavam prestes a se dar bem.

Com todos os olhares voltados para ela, Evelyn puxou a mão da filha e endireitou a postura no banco de trás do jipe.

No caminho para a propriedade dos Graham, Evelyn não parou de instruir a menina. "Quando a gente chegar lá, fique esperta. Quando vir o Comandante, chama ele de ‘Papai’, tá? E você lembra do Sr. Graham, lembra? A partir de agora, ele é seu pai..."

"Espera, o Sr. Graham?" "Papai! Papai Comandante!"

"Papai Comandante?"

"Isso mesmo!"

A mansão dos Graham era uma grande vila branca, parecendo quase um castelo. Quando os portões de ferro se abriram, o carro deslizou pelo gramado impecável e parou na entrada.

Mianmian encostou o rosto na janela, os olhos bem abertos, cheios de curiosidade. "Mamãe, esse lugar é tão bonito."

Desta vez, Evelyn Hart não respondeu.

Não só ignorou a filha, como também esqueceu de tirá‑la do carro quando desceu.

O jipe era alto demais para Mianmian, e ela esticou as perninhas rechonchudas, tentando — sem conseguir — alcançar o chão. Seus pezinhos balançavam no ar enquanto ela se esforçava.

Enquanto isso, Evelyn já ia caminhando à frente, deixando a menina para trás. Mianmian olhou ao redor antes de erguer a mãozinha para Henry Clarke, que estava ali perto.

"Tio, me pega no colo."

Henry baixou o olhar e viu um rostinho redondo, com bochechas fofas e macias, irresistivelmente adorável.

Ele hesitou, mas a mão dela continuou erguida, e aqueles olhos escuros, grandes como uvas, piscavam cheios de expectativa. Ela insistiu com a voz doce e suave: "Me pega, por favor."

Era a primeira vez que ele encontrava uma garotinha tão espevitada. Sem pensar muito, Henry se abaixou e a pegou nos braços. Assim que a levantou, o pulso cedeu de repente — quase a deixou cair.

Essa menina... é mais pesada do que parece!

Mianmian aterrissou no chão com um baque e disse educadamente: "Obrigada, Tio."

"De nada, pequena."

As portas duplas da mansão estavam escancaradas, ladeadas por duas fileiras de empregadas em uniforme preto e branco. Lá dentro, o luxo era de tirar o fôlego — o lustre de cristal brilhava mesmo no meio do dia.

Na sala de estar, Margaret Brooks, a esposa de Victor Graham, e as outras três concubinas estavam sentadas no sofá de couro.

Elas esperavam ali desde cedo — a nova concubina chegaria hoje.

No momento em que Evelyn Hart e sua filha entraram, foram recebidas por quatro pares de olhos cheios de escrutínio.

“Cotton”, Evelyn sussurrou, nervosa, puxando a manga da filha, “cumprimente.”

Cotton encarou curiosamente as mulheres à sua frente.

Evelyn Hart tinha vindo para se casar com Victor Graham como sua quarta concubina. Ela já tinha repetido para Cotton várias vezes — elas estavam ali para fazer parte daquela família agora, e Cotton seria a filha de Victor.

Então Cotton estufou o peitinho e, com toda a confiança do mundo, começou a cumprimentá‑las:

“Mamãe!”

As quatro mulheres congelaram.

Evelyn também ficou atônita.

A voz doce de Cotton disparou como uma metralhadora.

“Mamãe!”

“Mamãe!”

“Mamãe!”

Quatro mamães — agora todas tinham ganhado uma filha!

Após um breve silêncio, Daisy Quinn não conseguiu segurar a risada.

“Desde quando nossa casa tem padrões tão baixos? Agora qualquer vira‑lata aparece e acha que é da família.”

“Vira‑latas?” Os olhos de Cotton brilharam. “Onde?”

Ela olhou ao redor, ansiosa, cheia de curiosidade, mas antes que encontrasse algo, Evelyn Hart a puxou para trás.

Margaret Brooks falou com calma: “Senhorita Hart, o General está ocupado com assuntos militares hoje. Ele já me avisou para recebê‑la em nossa casa.”

Enquanto dizia isso, seu olhar caiu sobre a garotinha espiando por trás de Evelyn. A criança, pequena e de perninhas grossas, agarrava‑se firme à perna da mãe. De trás, ela enfiava o rostinho rechonchudo para fora, adorável e inocente.

Lembrando‑se do “mamãe” que a menina tinha dito antes, Margaret não conseguiu conter uma risadinha.

“Esta é minha filha”, Evelyn Hart afirmou com firmeza. “O General está plenamente ciente disso.”

Daisy Quinn zombou: “Ah, que atencioso o General. Não bastava trazer mais uma mulher, agora trouxe uma criança também. Daqui a pouco vão achar que isto aqui é casa de caridade.”

“Chega. Pare com isso”, Margaret Brooks a interrompeu, virando‑se para ela, e depois acenou para Cotton. “Venha aqui, pequenininha.”

Sobre a mesa de centro havia um bule de chá recém‑feito e um prato de petiscos.

Cotton olhou para a mãe e, como não viu nenhuma reprovação, correu rapidamente até lá.

Erguendo o olhar para Margaret Brooks, hesitou por um segundo, depois disse com confiança:

“Mamãe!”

Margaret soltou outra risada. “Qual é o seu nome, querida?”

“Cotton, só Cotton!”

“E quantos anos você tem, Cotton?”

“Tenho três!”

Depois de mais algumas perguntas, Margaret finalmente voltou a atenção para Evelyn Hart. “Eu não sabia que você tinha uma filha também. Ela é tão pequena. Vocês duas podem dividir um quarto por enquanto.”

O rosto de Evelyn suavizou um pouco e ela fez um aceno contido. “Obrigada.”

“Vocês vão ficar no andar de cima, no segundo andar. Ah Xiang, leve‑as até lá”, Margaret ordenou a uma empregada próxima. “E traga também as coisas da Quinta Madame.”

Conduzindo o caminho, a criada disse: "Quinta Madame, por aqui, por favor."

Mesmo depois de terem andado um bom trecho, a voz de Daisy Quinn ainda vinha da sala de estar:

"Francamente, achei que ela fosse impressionante, mas é só... isso aí."

O rosto de Evelyn ficou vermelho de raiva. As escadas eram íngremes, então a pequena Millie esticou os bracinhos, ansiosa. Evelyn Hart se abaixou e a pegou no colo, subindo com passadas firmes que ecoavam nos degraus de madeira

Quando entrou no quarto, fechou a porta atrás delas. Assim que a criada se afastou, Evelyn começou a desabafar

"Inacreditável! Elas se acham demais. Nós salvamos a vida do Victor Graham, pelo amor de Deus!"

"Crunch."

"Todas elas são apenas concubinas! Quem sabe qual vai ser a favorita no futuro!"

"…"

"E você, sua bobinha, eu só tenho uma filha, e você fica chamando elas de ‘mamãe’?!"

"Crunch."

Sem ouvir resposta, Evelyn se virou e viu Millie, com as bochechas estufadas enquanto mastigava, espalhando farelos para todo lado

Evelyn reconheceu o doce na hora — biscoitos ocidentais da loja de departamentos, cobertos com amêndoas trituradas

"Millie, onde você conseguiu esses biscoitos?"

"A mamãe me deu."

"Qual mamãe?"

Millie respondeu toda animada: "A maior de todas!"