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CEO Impiedoso: Sua Ex-Esposa, Agora Deslumbrante!

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Introduction

Ela um dia abriu mão de tudo por ele, seu único desejo era que ele continuasse vivo. Mesmo assim, ele destruiu tudo o que ela tinha, pisoteando e esmagando sua dignidade. "Izaiah, vamos nos divorciar." "Divórcio? Nem pensar. Quero que você pague pelo que fez." Só quando o tempo deixou de avançar, quando tudo já estava decidido, foi que ele finalmente descobriu a verdade. "Ashley, por favor, volta."
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Chapter 1

1

As mãos de Ashley tremiam enquanto ela apertava o laudo do laboratório. As palavras se embaçavam diante dos seus olhos, mas o significado era dolorosamente claro. Sem quimioterapia, ela tinha menos de um ano de vida.

Um silêncio sufocante encheu o consultório enquanto ela pegava o celular, hesitando antes de apertar o botão de chamada. Seus lábios, pálidos e secos, estremeceram enquanto ela tentava manter a voz firme. Por fim, engoliu em seco e forçou um tom casual.

“Izaiah, venha pra casa jantar hoje.”

Seu coração se apertou no instante em que encerrou a ligação. Uma dor aguda e lancinante atravessou seu peito, deixando suas pernas fracas. O mundo ao seu redor girou e, por um momento, ela achou que fosse desmaiar ali mesmo, no chão frio do hospital.

De algum jeito, ela conseguiu chegar em casa. O apartamento estava vazio, o silêncio mais pesado que de costume. Em cima da mesa de jantar havia um bilhete rabiscado às pressas:

You're on your own for dinner tonight.

Nem sequer uma mensagem de texto.

Um sorriso amargo puxou os lábios de Ashley, sua visão ficando turva por lágrimas que não caíam. Será que eu esperei demais?

Tremendo de cansaço e fome, ela cambaleou até o espelho. Sua reflexão a encarava — uma mulher pálida, frágil, com uma cicatriz descendo pela bochecha. Lentamente, ela passou os dedos pelo machucado.

Tão feia.

Não é à toa que Izaiah não suportava olhar pra ela.

Ela tinha passado a tarde inteira preparando os pratos favoritos dele. Agora, estavam intactos sobre a mesa. Ela reaqueceu a comida de novo. E de novo. Os minutos se estenderam por horas, o calor do jantar sumindo toda vez que ela o colocava de volta.

Por que ele ainda não voltou?

Então, de repente —

Um carro freou bruscamente lá fora.

O coração de Ashley disparou. Ela correu até a porta, ignorando a dor que atravessava seu corpo. Será que ele tinha bebido de novo?

No momento em que Izaiah entrou, o fedor de álcool e cigarro a atingiu. Ele mal olhou pra ela antes de empurrá-la pro lado.

“Entra,” ele ordenou. A voz era fria, seca — como se ela não passasse de um incômodo.

Ashley forçou um sorriso, escondendo a pontada no peito. Serviu uma xícara de café pra ele, as mãos firmes apesar do turbilhão por dentro.

“Izaiah, toma um café pra melhorar.”

Ele zombou, os olhos escuros percorrendo-a com desprezo.

“Café frio? Até as empregadas fazem melhor que isso.”

As palavras cortantes doeram, mas Ashley não reagiu. Há muito tempo ela aprendera a sorrir apesar da dor.

Ele se virou para sair, derrubando a xícara no processo. O líquido quente espirrou no chão. Ashley ficou olhando, atordoada por um instante. Depois, sem dizer nada, se agachou para limpar a bagunça.

Mas antes que terminasse, Izaiah agarrou seu pulso e a arrastou até a varanda.

O ar gelado mordeu sua pele. Atrás dela, as luzes da cidade piscavam através da janela de vidro — um contraste cruel com a escuridão que sufocava seu coração.

Sem aviso, Izaiah arrancou suas roupas. O toque dele era áspero, indiferente.

A respiração de Ashley falhou. Ela estava apavorada com a reação que ele teria ao ver seu corpo magro e marcado.

“Por que você tá com essa cara de doente e fraca?” ele murmurou, o nojo evidente na voz.Ashley cerrou os punhos, as unhas cravando nas palmas. Ela não resistiu. Nunca resistia.

Ela tinha amado aquele homem por tanto tempo. Era essa a recompensa?

As lágrimas ardiam em seus olhos enquanto ela sussurrava, com a voz partida: "Eu te amo… Izaiah…"

Suas palavras só pareciam alimentar a raiva dele. O aperto dele ficou mais forte, o olhar escureceu.

"Amor?" ele cuspiu. "Esse seu pretenso amor arruinou a minha vida."

Ashley se encolheu, mas continuou agarrada a ele, aproximando-se ainda mais.

"Me mente", ela implorou, a voz rouca. "Mesmo que seja mentira… só diz que me ama. Eu não consigo viver sem você."

Izaiah se desvencilhou, o desgosto estampado nos olhos. Sem hesitar, empurrou-a para a cama.

Ashley se encolheu, mordendo o lábio para segurar o soluço.

Nem uma mentira… ele nem isso quer me dar.

Quando terminou de usá-la, ele se levantou, ajeitando as roupas com indiferença treinada.

"Por que você me trata assim?" A voz de Ashley mal passava de um sussurro. Ela virou o rosto manchado de lágrimas para ele. "Essa cicatriz no meu rosto… não foi por sua causa? Eu só peço um pouco de amor."

A expressão de Izaiah se endureceu.

"Nem pense nisso", ele disse friamente.

A respiração de Ashley falhou na garganta.

Ele a odiava.

A desprezava.

Queria apagá-la da própria vida.

Uma risada quebrada escapou de seu peito. Então isso é amor?

"Izaiah", ela murmurou, encarando o teto com os olhos vazios. "Você ainda acha que fui eu quem machucou a Katelynn?"

O rosto dele se retorceu de raiva.

"Quando eu não estava olhando, ela pisoteou a dignidade da Katelynn", ele disse, a voz gelada. "E agora vem me implorar por gentileza?"

Ashley fechou os olhos, o coração se desfazendo em pó.

Não havia mais gentileza para ela.

Nem amor.

Só dor.