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O Veneno do Alfa

O Veneno do Alfa

En proceso

Bilionário

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Introducción

Desde tempos imemoriais, sabe-se que lobisomens marcam seus parceiros com uma mordida. Mas... e se essa não fosse toda a verdade? E se nem todas as mordidas fossem um processo de marcação? E se algumas mordidas tivessem um propósito sádico? Algumas mordidas de um tipo raro de lobisomem contêm uma toxina especial que pode quebrar até mesmo a vontade mais obstinada e corromper o corpo com puro desejo. Mas quando uma certa noite traz Theo, o Alfa do bando, para o clube dela, a teimosa e independente Ellie tem seu destino atado ao dele como uma forma de vingança por sua resistência. Seu destino é reescrito.
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Chapter 1

~ELLIE~

"Obrigada, Diretor Carter. Vou estar aí em breve."

Coloquei o telefone no bolso e apertei a ponte do nariz em frustração. Por deusa da lua, esse garoto ia ser meu fim. Acabei de receber uma ligação da escola do Eric, e não era nada boa. Meu irmãozinho tinha entrado em mais uma briga. O problema dessa vez é que ele conseguiu machucar gravemente seu oponente. Por mais que eu soubesse que meu irmão às vezes perdia a cabeça facilmente, não podia deixar de pensar por que seus agressores eram tão cabeça dura. Eric era um dos poucos lobisomens que frequentavam aquela escola no meio de um monte de humanos. Seus valentões, se eu estava certa, eram humanos. Obviamente, seria desigual se qualquer um deles fosse estúpido o bastante para começar uma briga. Eric pode ser um lobisomem ômega, mas uma luta entre ele e um humano comum seria fácil para ele. Não importa o quão ágil ou forte essa pessoa seja, enquanto for humano, Eric faria picadinho dele. Falando figurativamente, claro. Para completar, Eric era membro do time de futebol da escola e tinha o físico para isso, graças aos seus genes.

Soltei um gemido alto e tirei o avental. Esta era a terceira vez neste mês que eu recebia ligações por causa da impulsividade do Eric. Ele já tinha sido avisado nas duas primeiras vezes, e agora eu tinha medo de que não fosse fácil. Já era bastante difícil para mim com o emprego no restaurante, que era para nos sustentar. Agora, meu irmão cabeça quente estava prestes a adicionar aos meus problemas.

Ao meu lado, Daisy, minha colega de trabalho, me olhou preocupada.

"Eric?" ela perguntou.

Eu assenti. Daisy e eu éramos garçonetes no restaurante, e tínhamos uma amizade como de irmãs. Ela estava sempre pronta para escutar meus problemas e oferecer as melhores soluções para mim. Era sempre uma explosão de alegria e o remédio perfeito para os problemas constantes que a vida me enviava. Seus cabelos longos e cacheados sempre balançavam em seus ombros quando ela ria ou falava animadamente, e seus olhos azuis brilhavam quando tinha uma ideia. Ela era um pouco mais baixa e tinha um corpo mais esguio que o meu. Para deixar nossa amizade mais dinâmica, ela era humana. Assim como a maioria da equipe no restaurante. Ela nunca soube quem eu era. Mas mesmo se soubesse, duvido que surtaria. Bem, talvez surtasse, mas tenho a sensação de que ela superaria. Eu não ia correr esse risco, no entanto. Eu tinha preocupações mais urgentes na vida do que minha identidade de lobisomem.

"E agora, o que vai acontecer?" Ela colocou as mãos nos quadris e me encarou preocupada.

"Não sei." Eu coloquei uma mecha de meu cabelo escuro atrás da orelha. "Mas vou ter que ir à escola dele. Minhas preces são para que ele não seja suspenso."

Eu me encostei na mesa e murmurei para mim mesma, "Quando ele finalmente está indo bem nos estudos, quer pôr tudo a perder. Honestamente, me pergunto se o cérebro dele às vezes é feito de lava derretida."

Daisy riu e se apoiou na mesa. "Vai com calma, ele ainda é um garoto. Tenho certeza de que ele vai superar essa fase logo."

"Aos dezessete anos?" Levantei uma sobrancelha. "O que estou dizendo? Ele vai completar dezoito em um mês. Um adulto oficial. Ele deveria saber controlar as emoções."

Meu olhar suavizou um pouco, e eu olhei para o chão. Talvez estivesse sendo dura. Pode ser que o estresse estivesse começando a me afetar. Eric nunca foi assim. Ele sempre foi um garoto doce e gentil. Até aquele dia fatídico alguns anos atrás. O dia em que trouxeram as notícias para nossa casa. Nunca vou esquecer o olhar de puro choque nos olhos dele, seguido por tristeza. Desde então, parecia que seu lobo tomou conta e ele se tornou uma pessoa completamente diferente.

Sacudi a cabeça, voltando ao presente. Não era hora de relembrar o passado. Daisy continuava me olhando, curiosa. A sopa de galinha no fogão à gás estava borbulhando, e eu sabia que seria questão de tempo até ser chamado para atender os clientes.

"Preciso ir à escola dele," eu disse finalmente.

Ela virou a cabeça de lado e me lançou um olhar de pena. Eu entendi o que isso significava. Eu teria que falar com o dono e conseguir permissão primeiro. O Sr. George era o chefe de cozinha e proprietário do restaurante onde eu trabalhava, e era conhecido por ser uma das pessoas mais sovinas que já conheci. O personagem 'Sr. Sirigueijo' do desenho Bob Esponja ficaria admirado ao encontrar esse homem. Ele sempre achava desculpas para cortar custos e pagar menos por razões absurdas.

"Não tenho escolha." Dei um tapinha em Daisy e saí da cozinha. Felizmente, os clientes não eram muitos, e Daisy não teria dificuldades até eu voltar. Saí para um pequeno corredor e me dirigi à porta com a palavra ‘GERÊNCIA’ inscrita em prata no topo. Respirando fundo, bati.

"O..que?" Sua voz áspera gaguejou. "Entre."

Abri a porta e entrei. O Sr. George, um homem corpulento e calvo de meia-idade com cabelos castanhos salpicados de grisalho, contava seu dinheiro atrás da mesa. Me segurei para não revirar os olhos.

"Pois não, Srta. Cortex," ele disse. "O que você precisa?"

"Preciso me ausentar por alguns minutos. É uma emergência," respondi.

"E que tipo de emergência é essa?" Seu rosto estava marcado por uma enorme carranca.

"Família," eu disse. "A escola do meu irmão ligou, e eles precisam da minha presença."

"De novo?" ele exclamou. "Isso está saindo do controle. O que exatamente há de errado com o seu irmão?"

Como diabos eu deveria responder isso?

"Enfim, deixa pra lá." Felizmente, ele me poupou do incômodo. "Esta é a terceira vez, e está interferindo nos meus negócios. Suas saídas repentinas estão me afetando aqui. Não sei como você vai resolver isso, mas terá que resolver. Desta vez, novamente, deixarei você ir."

"Obrigada," disse eu, suspirando de alívio. Pelo menos ele ainda tinha um pouco de compaixão ali.

"Mas desta vez, você tem que voltar em trinta minutos." Ele olhou para o relógio de parede. "Se você se atrasar um minuto sequer, vou descontar do seu salário."

Risca isso; ele ainda era um babaca. Olhei incrédula. Como eu deveria fazer isso? Mesmo que dirigisse o carro mais rápido do mundo, ainda havia o problema de descobrir e resolver a situação na escola.

'Deveríamos estraçalhar esse idiota gordo," minha loba, Celine, rosnou lá dentro. 'Que desperdício de carne.'

"Não, não podemos fazer isso," eu retruquei. "Você está tentando me meter em uma encrenca ainda maior? Já é ruim o suficiente com meu irmão me trazendo tanta preocupação. Além disso, você e eu sabemos que nem comemos humanos!"

"Fale por você mesma."

"Celine!"

Celine rosnou novamente, mas em seguida se calou. Minha loba e eu éramos completamente opostas, e ela tinha essa tendência de bagunçar minha cabeça e quase me colocar em encrenca às vezes. Uma coisa que compartilhávamos era o desgosto pelo meu gerente. Isso devia valer alguma coisa.

"Tudo bem," eu disse ao gerente. "Vou tentar fazer isso."

"Pode ir." Ele me dispensou sem sequer me lançar um olhar e voltou a contar seu dinheiro. Revirei os olhos e saí do seu escritório.