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A esposa piloto do bilionário

A esposa piloto do bilionário

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Bilionário

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Introducción

Dois anos de dedicação só renderam a Claire Alton um marido infiel implorando por sua bênção. O coração dela se tornou frio ao deixá-lo, e no mesmo dia do divórcio, casou-se com o homem mais rico do mundo. De uma hora para outra, a esposa descartada se tornou a socialite definitiva, enquanto a dona de casa transformou-se em uma capitã de linha aérea de primeira classe. O ex arrependido voltou rastejando, apenas para o bilionário quase enterrá-lo vivo sob uma montanha de dinheiro. Entrevista para a imprensa: "Dizem que você se casou com o rejeitado de outra pessoa. Quer comentar?" Lucas Dalton: "Primeiro, minha esposa é a única capitã feminina na aviação civil da China — e a mais jovem e excepcional do mundo. Segundo, sou eu quem não a merece." Nesse momento, alguém chamou: "Sr. Dalton, sua esposa veio te buscar — ela acabou de pousar um voo comercial." O bilionário pegou sua filha e disparou: "Vamos encontrar a mamãe!" — Anúncio oficial no Weibo: Lucas Dalton: "A única capitã feminina na aviação civil da China. Minha." Claire Alton: "O único presidente da Muye International. Meu."
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Chapter 1

Todos os 863 aviões de passageiros da Muno Airlines tinham um destino em comum — qualquer lugar onde Claire Alton estivesse esperando.

Então, independente do que acontecesse, você nunca precisaria se preocupar em encontrar o caminho de volta para casa. — Lucas Dalton

Cidade capital, Porto de Pingsong.

A noite chegou sem que a tempestade desse trégua. Vento e chuva açoitaram as janelas.

"Claire, a Olivia e o marido dela estão se divorciando. Assim que o período de reflexão acabar e os papéis forem resolvidos, ela vai se mudar para minha casa. Então... devemos seguir caminhos separados."

Kevin McPherson finalmente disse as palavras que claramente estava segurando há um tempo.

Claire sentiu como se alguém tivesse aberto seu peito. Seu coração pulou uma batida, e então a dor se espalhou como fogo — tão intensa que mal conseguia segurar os hashis.

"Você... ainda está em contato com a Olivia?" Sua voz falhou na última sílaba.

Em contato? Isso é dizer muito pouco. Pelo que ele acabou de contar, eles provavelmente reacenderam as coisas faz tempo.

Agora tudo fazia sentido. Não era à toa que Kevin estava tão misterioso e “ocupado” ultimamente — essas noites de trabalho não eram aleatórias, ele estava passando tempo com Olivia.

Kevin desviou o olhar, visivelmente desconfortável. Após uma pausa, admitiu: "Ainda amo a Olivia. Muito. Eu simplesmente... não consigo deixá-la ir."

Então eu sou o quê, descartável? Assim, sem mais nem menos?

Como se tentasse parecer responsável, Kevin acrescentou: "Após o divórcio, vou te dar um bom acordo financeiro. Escolha qualquer casa, em qualquer lugar — você escolhe, eu compro. Apenas... não dê problemas a ela, está bem?"

Claire soltou uma risada amarga e curta. Lágrimas penduradas em seus cílios enquanto ela o olhava. "É assim que você me enxerga?"

"Eu sei que você não é assim, é por isso que quero compensar isso. O que você quiser, é só falar," ele disse, como se fosse um gesto nobre. Como ele podia dizer isso com a cara lavada? "Compensar"? Ele acha que se ela deu problema para Olivia, de alguma forma isso o tornaria inocente? Ele havia prometido—prometido que iria seguir em frente depois de Olivia, disse para Claire que focaria na vida deles juntos. E agora? Tudo isso foi jogado fora com uma palavra.

Claire abaixou os hashis devagar, tentando manter a compostura. "Se eu me lembro bem, há apenas seis meses, no aniversário da sua avó, você jurou que tinha acabado com Olivia. Kevin, só passou meio ano…" Meio ano, e ele já jogou tudo fora. Olivia se casou com outro, até teve um filho. E mesmo assim ele estava disposto a criar o filho de outra pessoa, ao invés de ao menos tentar amá-la.

Foi nesse momento que Claire percebeu: ela nunca conheceu realmente esse homem. Ela foi ingênua demais—achando que seu amor e esforço poderiam realmente mudar alguma coisa. Nos últimos meses ela sentiu que havia algo errado…mas escolheu confiar, porque era nisso que um casamento deveria se basear. E agora ela sabia. Ela estava errada.

Kevin, vendo o silêncio dela, parecia ansioso, quase rouco. "Claire, por favor… faz só esse favor pra mim, está bem?"

"BOOM—"

Relâmpagos cortaram o céu do lado de fora das enormes janelas do chão ao teto, seguido rapidamente por trovões. A luz branca e intensa encheu a sala de estar…e iluminou as lágrimas nos olhos de Claire. Ela olhou para ele em silêncio, correntes de lágrimas molhando seu vestido, caindo uma a uma.

O homem que ela mais amou... estava implorando a ela.

Implorando para que ela o entregasse a outra pessoa.

Mas quem iria defendê-la?

Ela não tinha feito nada de errado—e ainda assim, era ela quem estava carregando todo o fardo. Quando a tempestade veio, ela fechou os olhos, engolindo toda a amargura. "Se é isso que você quer, então..."

"Vamos nos divorciar."

Todo o amor que ela tinha depositado, toda a esperança teimosa—esmagados por aquela única palavra. Era como se alguém tivesse acenado uma mão gigante, desfazendo todas as ilusões, colocando a verdade nua e crua bem ali na frente dela. Apenas para garantir que ela sentisse cada pedaço da humilhação.

Mesmo que ela lutasse para manter esse casamento, qual era o sentido agora? Ele já havia seguido em frente. Essa conversa? Apenas uma formalidade.

Sim, ele estava apenas informando-a. Só isso.

Ao ouvir o consentimento dela, Kevin McPherson finalmente soltou um suspiro de alívio, dizendo, "Obrigado por cuidar de mim nesses últimos anos. Vamos resolver a papelada amanhã, e você estará livre para recomeçar em um mês."

Ela assentiu, com a voz sem emoção. "Tá bom."

Então Kevin acrescentou, como se já não tivesse dito o bastante, "Ah, também—Olivia me disse que não quer ver suas coisas por lá. Se não for pedir muito, você poderia arrumar suas coisas logo?"

Esse foi o golpe final—quebrando a última esperança que Claire Alton ainda mantinha. Então, no mundo dele, quem se esforçou mais para manter o lar unido era simplesmente... descartável. Fácil de apagar sem qualquer culpa.

Até respirar doía como facas no peito.

Com as unhas cravadas na palma da mão, ela assentiu novamente. "Certo."

A essa altura, discutir não adiantava. Nada mudaria o resultado de qualquer maneira.

"Meus pais e minha avó..." Kevin hesitou, visivelmente desconfortável.

Claire deu um sorriso amargo, seus olhos agora completamente desprovidos de expectativa enquanto olhava para ele. "Eu vou contar pra eles. Vou dizer que fui eu que quis o divórcio."

Os olhos de Kevin brilharam por um instante. Ele se aproximou e, de repente, a abraçou apertado.

"Claire, muito obrigado!"

Nos braços dele, as lágrimas dela finalmente caíram.

Ela engoliu a dor dilacerante, empurrou-o suavemente. "Não precisa agradecer."

Então o telefone dele tocou. Com um olhar, ele nem se deu ao trabalho de esconder dela.

"Liv, o que aconteceu?"

"Tô indo! Não chora, tá?" A chuva que caía forte lá fora não o impediu de sair correndo como se ela não existisse.

Era a primeira vez que ela o via em pânico assim. Pena que não foi por ela.

Eles só se casaram porque, dois anos atrás, Olivia e Kevin brigaram. Olivia, em um momento de raiva, casou-se com outra pessoa, e Kevin, por impulso, casou-se com Claire.

O que Kevin nunca soube foi que Claire gostava dele desde a faculdade.

Kevin era o astro do departamento de finanças naquela época. Claire estudava aviação do outro lado da rua.

Ela tinha se tornado piloto na Air China, mas, após uma tragédia familiar, fez uma pausa no exterior. Foi durante essa viagem que, por acaso, encontrou Kevin em um voo. Um encontro totalmente no lugar e momento errados que desencadeou tudo que ela estava vivendo agora.

Logo depois de se casarem, Kevin pediu que ela se dedicasse à casa. Claire havia acabado de perder o último membro da família, e todo o mundo dela tinha se resumido a ele. Então, tudo o que ele queria, ela dava. Ela abriu mão da carreira sem hesitar, deixou para trás aquele emprego na Air China que todos sonhavam, e Kevin McPherson nunca soube o que ela fazia. Porque, honestamente, ele nunca se importou. Ele não se importava se ela ganhava dinheiro ou não, e, nos olhos dele, alguém tão gentil como Claire Alton não poderia realizar nada grandioso.

Depois que se casaram, Claire passou a tomar conta de tudo em casa. Os pais de Kevin e até mesmo sua avó eram cuidados por ela, sem que ele movesse um dedo.

Mas quando a realidade finalmente bateu como um balde de água fria, ela percebeu que era a única segurando um casamento sem futuro, vivendo uma mentira sozinha.

Se Kevin tivesse dito desde o início que esse casamento era apenas um tipo de acordo, Claire nunca teria se permitido viver nessa ilusão.

Agora que tudo desmoronou, não sobrou nada para ela.

Como pôde ser tão ingênua?

"Rumble—"

O trovão ressoava repetidas vezes, quase como o sinal da escola tocando em seus ouvidos, lembrando Claire—

Ei, menina, você entrou na sala errada.

Mas tudo bem—a aula terminou agora.

Claire enterrou o rosto na mesa de jantar e chorou até perder o fôlego.

Sim... realmente é hora de acabar com isso.

Essa tal "lição" de Kevin? Ah, ela nunca esqueceria.

O céu cinza mergulhou em total escuridão.

Depois de chorar até não poder mais, Claire tomou um banho. Sentia o corpo todo exausto.

Assim que a chuva parou, o jardim ficou impregnado com o aroma de grama e flores molhadas. Uma brisa entrou pelas portas da varanda, chamando sua atenção. Ela se levantou para ir fechá-las—

De repente, um clique alto—e num instante, alguém estava atrás dela, com o braço em volta do seu pescoço e a mão cobrindo sua boca e nariz, puxando-a rapidamente para trás!

Será que alguém estava invadindo?

“Não faça barulho. Eu não vou te machucar,” disse uma voz profunda e rouca atrás dela.

A voz era tão áspera que quase não parecia humana, mas pelo alcance do braço, Claire percebeu que ele era alto.

Ela entrou em pânico inicialmente, mas surpreendentemente se acalmou bem rápido. Então deu um leve aceno para mostrar que cooperaria.

Aquela sensação de vazio e dormência no peito ainda não havia ido embora, e para ser sincera, Claire já não estava tão assustada. Quando você perde tudo, arriscar tudo deixa de parecer um grande problema.

O homem ficou em silêncio por alguns instantes e finalmente a soltou, aos poucos.

Assim que pôde respirar novamente, ela não se virou. Tipos como este claramente não queriam ser identificados.

“Ajuda-me a costurar um ferimento,” ele disse.

Costurar um ferimento?

Claire se virou levemente, seu coração acalmando aos poucos. “Eu?”

“Rápido!”

Finalmente, ela olhou para ele.

O homem estava encostado em um armário, a cabeça baixa. Ela não pôde ver seu rosto claramente, mas o braço esquerdo estava encharcado de sangue, e o direito parecia totalmente fora de lugar—talvez deslocado.

Só então Claire percebeu que também tinha sangue em todo o rosto. Ele deve ter coberto a boca dela com aquela mão esquerda ferida.

Ela passou a mão na bochecha e apontou, “Eu não sei costurar.”

Se soubesse, não teria falhado no exame de certificação de veterinária que uma vez considerou fazer.

O homem de repente levantou a cabeça, seus olhos frios e sem vida, como quem encara um cadáver. “Então para que serve todo esse material?”

A sala estava cheia de agulhas curvas e o que pareciam ser ferramentas médicas.

Claire respondeu honestamente: “Elas eram para costurar pele de porco.”

Essa resposta fez com que ele se levantasse e viesse em direção a ela.

Cada passo parecia mais pesado que o anterior — uma ameaça real se aproximando. “Pele de porco?” ele repetiu.