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A Companheira Humana Plus Size do Alfa

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Terminé

Bilionário

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Introduction

O que acontece quando um Alfa totalmente dedicado aos negócios, prestes a realizar seu ritual de acasalamento combinado, depara-se com o aroma mais irresistível de frutas doces — que vem justamente de sua curvilínea organizadora de cerimônias? Ji'lahni, uma mulher cheia de confiança, é dona de um próspero império de planejamento de casamentos, além de administrar um estúdio de dança e defesa pessoal. Ao lado das primas e de uma grande amiga, ela é contratada por uma figura materna muito especial para organizar o casamento — ou melhor, o ritual de acasalamento — do filho dela. Mas o que espera essas mulheres plus size ousadas e destemidas ao adentrar o território dos lobisomens? Embarque nessa história repleta de desejo, desafios e descobertas — e deixe-se levar pela trama.
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Chapter 1

Ponto de vista de Ji’lahni

“Mina! Onde diabos a gente tá? Isso aqui é o meio do nada!”, eu gritei.

“Daqui a pouco a gente some nessa floresta maldita!”, reclamou Shawna, do banco de trás.

“Ji’lahni, juro que foi esse o endereço que você me passou. Segui exatamente como a voz do Google Maps falou”, disse Mina, soando confusa e um pouco assustada.

Já estávamos na estrada desde as quatro da madrugada, e agora eram quase sete da noite — e ainda não havíamos chegado à Reserva do Lago Lobo Cristal. Minhas pernas estavam dormentes, e minha bunda “morrera” umas quatro horas atrás. Era para estarmos nos apresentando numa festa de aniversário de acasalamento e, ao mesmo tempo, planejando o tal ritual de acasalamento para nossa amiga Lateri Crystal.

Conhecemos Lateri há seis meses, quando ela entrou na nossa aula de dança para dar um gás na vida amorosa. Ela tinha 60 anos, mas envelhecera com uma beleza impressionante — parecia ter no máximo 45. Cabelos longos e cacheados na cor castanha, olhos cor de avelã que mudavam de tonalidade sempre que ela se animava ou acertava um passo de dança difícil. Uma pele bronzeada com um brilho dourado natural. Nos tornamos filhas instantâneas dela. Ela ligava toda quarta-feira, no mesmo horário, e a gente conversava por horas. Tornou-se muito importante para nós, já que somos praticamente a única família que temos — nossos pais morreram num incêndio acidental há sete anos, no Natal. Mina tinha dezesseis, eu e Shawna, dezoito, e estamos juntas desde então.

É estranho chamarem de “cerimônia de acasalamento” em vez de casamento, mas tudo bem — com o que estão nos pagando, podem chamar do que quiserem.

Eu e minhas primas somos donas da JMS Planejamento de Casamentos e também do estúdio de dança JMS, voltado para mulheres como a gente. Dançamos ritmos sensuais, hip-hop, R&B e um pouco de pop, cada uma com sua especialidade: Mina no hip-hop e R&B, Shawna no R&B e pop, e eu no sensual e R&B. Também incluímos aulas de autodefesa com nossa melhor amiga Lynn, que é excelente em tudo — arco e flecha, tiro, esgrima e artes marciais. E sim, ela é como a gente. Nos conhecemos na faculdade e treinamos juntas nos últimos cinco anos.

Sim, fazemos de tudo. Temos que trabalhar o dobro, mas sempre dizemos: trabalhe com inteligência, não apenas com esforço. Por isso, aprendemos a usar nossas habilidades de modos diferentes. Treinamos todo dia e, embora não sejamos no nível da Lynn, podemos deixá-la hesitante — e isso já é muito, considerando que ela é de ascendência negra e asiática e treina desde que saiu do útero, praticamente.

Ela estaria aqui conosco nessa floresta interminável, mas precisou resolver uns assuntos de família e só chega amanhã. Pelo menos trouxemos os “brinquedinhos” dela no porta-malas, caso a gente precise se virar por aqui.

Ficaremos nas redondezas pelas próximas três semanas, até o casamento. Moramos longe pra caramba, e, de novo, nos pagaram tão bem que ficaríamos mais tempo se pedissem.

A noiva é a futura nora da Lateri, que, suspeito, não é muito fã dela. Durante as aulas, Lateri sempre revirava os olhos quando a nora era mencionada — nunca a vi dizer o nome dela, até nos pedir para organizar o ritual. Mas ama o filho, Makahi Crystal, e fala dele toda vez que conversamos. Diz que já era hora dele “sossegar” e começar uma família e, como ele e “aquela cujo nome não mencionamos” já namoram há três anos, era hora de oficializar, mesmo ela não gostando da “postura arrogante” da moça. Palavras dela, não minhas.

Lateri esperava que ele encontrasse sua “Luna” — não me pergunte o que significa, não faço ideia, mas como se trata de um ritual de acasalamento, imagino que seja algo cultural. Ela parece alguém muito conectada à natureza, do tipo que anda descalça, prefere dormir no chão e vive da terra. Bem diferente de nós, do sul. Não me entendam mal: somos do interior e sabemos plantar, colher, cozinhar e construir quando preciso — aprendemos com nossos avós e pais. Mas evoluímos desde então. Só vamos recorrer a esse modo de vida se for necessário, tipo num apocalipse zumbi ou algo assim.

Há uns três meses, Lateri me ligou pedindo para organizarmos o casamento — perdão, o acasalamento — do filho e nos apresentarmos no aniversário dela. Recusamos no início, já que ela morava do outro lado do país e sairia caríssimo fazer tudo no nosso preço normal. Mas ela não aceitou um “não” como resposta e nos ofereceu quase o que ganharíamos em um ano inteiro.

Então… aqui estamos. Voamos o máximo possível e alugamos um carro para completar o trajeto — e é assim que nos encontramos agora, mais perdidas do que cego em tiroteio.

“Pelo amor, para o carro, vamos pegar as armas da Lynn no porta-malas. Tá escurecendo, e mesmo armada vou morrer de medo de um urso ou puma atacar a gente”, falei. “Seria muito irônico três mulheres negras mortas numa floresta — todo mundo sabe que negro não vai pra mata de noite… às vezes nem de dia, se suspeitar de bicho grande.”

Mina parou o carro, e eu pulei para fora para pegar as mochilas da Lynn.

“Pega as facas também! Vamos ser tipo Tomb Raider por aqui”, Shawna pediu.

Mina olhou pra ela pelo retrovisor, franzindo a testa. “E o que você vai fazer com facas? Você sabe usar, mas também sabe que odeia violência.”

É verdade. Shawna evita conflito; é quieta e reservada. Mina é mais direta e sabe se defender. Eu, por minha vez, só falo quando necessário — devolvo a energia que me dão. Não gosto de briga, mas enfrento se precisar, e sempre nos protegemos, não importa o que aconteça.

Voltei para o carro e joguei a bolsa pesada no colo da Shawna. “Aqui, peguei a bolsa inteira. Não vou ficar lá fora catar coisa por coisa.”

“Caramba, isso tá pesado! A Lynn quer nos matar mesmo. Achei que teríamos uma folga nessas três semanas, mas ela trouxe metade do estúdio”, Shawna resmungou, soltando um suspiro pesado.

“Você sabe que ela não dá folga. Lembra do ano passado, quando fomos para as Bahamas uma semana? Quase morremos quando voltamos ao estúdio — principalmente porque tentamos acompanhar as aulas dela depois das nossas”, comentei.

Lembrei da dor que senti em cada centímetro do corpo, até nas unhas, e de como rastejávamos até o apartamento por duas semanas seguidas. Em pelo menos duas noites, acabamos dormindo no corredor, lá pelas duas da manhã.

Depois de mais meia hora de estrada, quase cochilei de cansaço. Estávamos acordadas havia três dias direto, preparando tudo para essa viagem.

De repente, Mina me cutucou. “Ei, acho que vejo uma guarita ali na frente.”

Fiquei alerta na hora, rezando para finalmente termos chegado.

“Graças a Deus! Espero que seja o lugar certo, ou que pelo menos nos digam como chegar. Shawna, deixa as armas à mão — nunca se sabe, se alguém tentar nos sequestrar, a gente reage rápido”, falei, meio séria.

Mas cá estamos. Não sei por quê, mas sinto que isso vai ser uma experiência fora do comum — esquisita até. Só espero que não seja daquelas comunidades alternativas onde todo mundo anda pelado e transa com qualquer um. Sou mente aberta e respeito a cultura alheia, mas não conte comigo para participar. Até porque a Mina e a Shawna, umas taradas, provavelmente topariam na hora.

Enfim… lá vamos nós.