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Meus Alfas Gêmeos Destinados

Meus Alfas Gêmeos Destinados

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Lobisomem/Vampiro

Meus Alfas Gêmeos Destinados PDF Free Download

Introduction

"Não... você não pode fazer isso comigo..." As palavras escaparam quase entre meus dentes, minha voz trêmula. Meu padrasto, bêbado, continuava indiferente; o peso dele me sufocava, dificultando minha respiração enquanto meu coração disparava. De repente, a porta se escancarou e duas figuras irromperam no quarto. "Saia de cima dela!", um rugido ensurdecedor ecoou. Jamais imaginei que os irmãos gêmeos que me atormentavam na escola surgiriam como deuses furiosos para me salvar. Depois que minha avó faleceu, fui obrigada a ir morar com minha mãe e meu padrasto, que me tratavam como uma empregada. Eu rezava todos os dias para que meus 18 anos chegassem logo, para finalmente ir embora daquele lar destruído. Mas, no meu primeiro dia na nova escola, dei de cara com os lendários gêmeos que todos temiam. E, como se não bastasse, a Deusa da Lua revelou que eles eram os meus companheiros. Após me salvarem do meu padrasto, um deles me encurralou, deslizou os dedos pelo meu cabelo e sussurrou, possessivo: "Você é nossa… nossa pequena companheira."
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Chapter 1

Ponto de Vista da Lilith

"Se você realmente quer avançar na vida, vai fazer isso, Lilith", disse Sylas, meu chefe, com o mesmo olhar predatório de sempre, como se eu fosse sua última refeição.

Revirei os olhos e fiz uma careta. Se eu ganhasse uma moeda cada vez que ouvia essa frase manipuladora, já teria pedido demissão faz tempo. Era só mais uma jogada para me empurrar as tarefas que ninguém queria. Há três anos ele tentava me puxar para a órbita dele — aquele corpo mole e envelhecido em total contradição com o ar de poder que ele insistia em ostentar. Nenhuma outra funcionária era tratada assim. Só eu.

Mas eu não era, nem jamais seria, a amante dele. Ele devia ter perdido esse memorando. Sinceramente, é um milagre eu ainda não ter matado esse homem.

"Pega sua entrevista e enfia no seu rabo, que é onde ela pertence. É a única ação que você vai ter comigo", rosnei, jogando o arquivo nele com força suficiente para deixar bem claro o meu ponto.

Futebol americano? Eu não podia me importar menos. Era coisa de bárbaro, e depois da faculdade ninguém dava a mínima. A liga profissional nem permitia metamorfos — potencial demais para caos. Imagina as vovós nas arquibancadas vomitando seus cachorros-quentes caros enquanto cabeças voavam pelo campo. Não, obrigada.

"Lilith, pega essa sua bundinha e vai até a república entrevistar aqueles jogadores", ordenou Sylas, arqueando a sobrancelha como se estivesse me fazendo um favor. "Futuros Alfas — o sonho molhado de qualquer loba. O jornal ia esgotar na hora. Nem acredito que ainda não cobrimos eles."

Bufei. Todo mundo sabia que os infames irmãos Ashford não davam entrevistas.

"Você beija sua companheira com essa boca aí?", retruquei, empurrando o pé dele para fora da mesa. "Idiota."

Sylas sorriu, ciente de que me tinha nas mãos. Eu precisava da recomendação dele, e ele sabia muito bem disso. Boas lobas deviam ser obedientes, terminar os estudos e se acomodar numa vidinha doméstica caso não tivessem encontrado o companheiro. Não eu. Eu queria uma carreira, meu próprio dinheiro, minha independência.

O Full Moon Times, o maior jornal de metamorfos, ia perder o editor júnior para a aposentadoria no ano que vem. Aquela vaga era minha. Eu quase podia sentir o gosto. Tudo que eu precisava era de uma chance — um estágio, qualquer coisa para provar meu valor. Eu tinha talento, garra e instinto como ninguém. Eu sempre conseguia a história.

Mas jogadores de futebol americano? Sério? Era o equivalente jornalístico de assistir tinta secando. Aqui está a manchete:

"Aspirante a repórter morre de tédio. Público confunde com performance artística."

"Olha, docinho", disse Sylas, se recostando com aquele sorriso seboso que dava vontade de vomitar. "Você faz isso pra mim e eu deixo você mesma escrever sua carta de recomendação. Pode colocar o que quiser, e eu assino. Fechado?"

A mão dele estava esticada, suada e fedendo a pizza velha e cigarro. Eu odiava esse escritório. O futon no canto só confirmava o que todo mundo suspeitava — a companheira dele tinha expulsado o inútil de casa, provavelmente porque ele estava trepando com a babá. Nojento.

Peguei um lenço, envolvi minha mão e apertei a dele. Quando tentei me afastar, ele me puxou para o colo. Minha mão se apoiou no peito dele enquanto eu tentava recuperar o equilíbrio.

"Tenho uma lista de perguntas que quero respondidas", disse ele, o hálito quente e fétido. "Não me decepciona, Lilith."

"Escova esses dentes, porra", sibilei, me levantando às pressas.

Ao me erguer, minha coxa roçou na virilha dele, e a prova da excitação dele fez meu estômago revirar. A vontade de esmagá-lo até virar pó tomou conta de mim, mas a ideia de encostar nele de novo — mesmo com o meu sapato — era insuportável.

Toc toc.

"Sylas, tenho aqueles anúncios para você aprovar", anunciou Sonia, a secretária, entrando e me pegando bem no meio da fuga do colo dele.

Perfeito. Simplesmente perfeito.

"Não é o que você está pensando", rosnei, pegando o arquivo da mesa. "Se ele estivesse pegando fogo, eu não desperdiçaria minha saliva para apagar. E, pelo amor da deusa, coloca um aromatizador aqui dentro."

A risada irritante de Sylas ecoou atrás de mim pelo corredor. "Também te amo, Lilith!"

Respirei fundo, querendo desesperadamente que o fedor dele evaporasse. Mas ele grudava em mim como uma praga. A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi arrancar o vestido e jogá-lo direto no lixo. Não tinha sido barato, e eu gostava muito dele, mas estava irremediavelmente contaminado. Contaminado em nível Sylas.

---

**Mais tarde naquela noite**

Quando a vida noturna do campus estava no auge, me preparei para a missão que tinha pela frente. Prendi metade do meu cabelo, deixando cachos loiros soltos caírem pelas minhas costas. A noite estava quente, e aproveitei isso ao máximo, entrando em um vestido que minha mãe conservadora descreveria como "a tentativa de modéstia de uma jezebel". Um salto alto completou o visual.

Minha mãe ainda se agarrava à crença ultrapassada de que boas lobas aguardavam pacientemente por seu companheiro. Segundo ela, só as virtuosas eram abençoadas com um. Tanto faz.

Talvez por isso minha primeira experiência sexual tenha sido um ménage — parte curiosidade, parte rebeldia. Resumindo, nenhum dos dois gêneros conseguiu me conquistar por completo.

Quatro anos depois da minha primeira transformação e ainda nada de companheiro. A maioria dos metamorfos encontrava o seu por volta dos dezessete. Talvez eu tivesse sido esquecida. Talvez meu destino fosse ficar sozinha. E talvez eu nem ligasse. Eu não precisava de um companheiro para me divertir — ou para aproveitar minha vida.

Peguei o arquivo na minha bolsa e conferi os nomes. Só uma foto. Eles eram irmãos. Quão diferentes eles poderiam ser? Enfiando o arquivo de volta na bolsa, atravessei o campus, tomada por nostalgia. Mais uma semana de aulas e depois as finais. Três anos chamando esse lugar de casa e, em breve, tudo acabaria.

Os irmãos Ashford moravam numa casa verde luxuosa que praticamente gritava riqueza. Os pais deles provavelmente tinham contratado uma equipe inteira só para mantê-la. Deve ser bom.

Lá dentro, o ar vibrava com música e burburinho de conversa. Fui até o barril e peguei uma cerveja sem pagar. Os caras que estavam "de guarda" nem perguntaram nada — estavam ocupados demais encarando meu decote.

Ah, eu ainda tinha o que precisava — como se algum calouro sem noção tivesse alguma chance com esse pedaço de beleza aqui.

"Você viu o Caden por aí?" perguntei, vendo o sorrisinho convencido do cara desaparecer no mesmo instante.

Eu nem me dei ao trabalho de falar o sobrenome. Todo mundo conhecia o Caden. Amavam, odiavam ou queriam ser ele — o cara era infame. Já tinha ouvido vários boatos sobre os irmãos Ashford, mas de algum jeito eu nunca tinha conseguido cruzar com eles até agora. Honestamente, era um pequeno milagre. A reputação deles de babacas arrogantes e egocêntricos os precedia, e eu não suportava atletas metidos.

O cara largado no sofá se levantou, inclinando-se perto demais enquanto suas mãos agarravam minhas cinturas.

"Eu tô bem aqui. Você não precisa de mais ninguém", ele disse, inclinando a cabeça como se fosse irresistível.

"Desespero não cai bem em ninguém", retruquei, fria, lançando um olhar que poderia descascar parede.

Antes que ele piscasse, torci o braço dele para trás, do jeito que meu ex — policial — tinha me ensinado durante o nosso namoro.

"Ele deve estar lá nos fundos!", ele guinchou, se encolhendo quando eu o soltei.

"O prazer foi todo seu", provoquei, virando o resto da cerveja e enfiando o copo vazio na mão dele.

A grama ainda estava úmida da chuva da noite passada, e meus saltos afundavam no chão macio a cada passo. Maravilha. Era exatamente por isso que eu não aparecia em festas de fraternidade. Só um monte de meninas correndo atrás de jogadores e egos superinflados.

"Repórter cai num buraco; festa continua como se nada tivesse acontecido."

Examinei a multidão e vi um cara que gritava "babaca pomposo". Ele tinha o visual completo: sorriso arrogante, um bando de puxa-sacos ao redor e uma horda de meninas prontas para se jogar nele. Se massagear ego fosse esporte olímpico, todos ali seriam medalhistas de ouro. Futuro Alfa, claro.

Quando ele finalmente virou na minha direção, eu soube que tinha encontrado o Caden. Os ombros largos e o corpo musculoso encaixavam perfeitamente na imagem, mas eu me perguntava como ele se sairia numa briga de verdade. Provavelmente se preocupava mais em quebrar uma unha do que em suar.

Paciência nunca foi meu forte, então esperei só um minuto antes de atravessar a multidão e ir direto até ele. Confiança era minha armadura — sempre deixava homens desconcertados e, às vezes, mulheres também.

"Oi, Caden", falei com naturalidade, como se fôssemos velhos amigos.

Antes que ele respondesse, um dos capangas dele se enfiou entre nós, com o braço estendido como uma barreira.

"Ei, você não pode simplesmente chegar e falar com o Caden", o cara disse.

Nossos olhos se encontraram, e foi aí que aconteceu. O cheiro. Enfumaçado, como uma fogueira acesa, com um toque de madeira queimada. Era inebriante, primitivo. Minha loba avançou, uivando em reconhecimento. Meu corpo reagiu na hora, me traindo da pior maneira.

*Companheiro. Companheiro!* Minha loba, Rose, praticamente uivava. *Finalmente! Vamos ser marcadas!*

Eu não conseguia desviar o olhar. Não ia desviar. Companheiro ou não, ele não ia saber o efeito que tinha em mim. Mas ele não estava reagindo. Por que ele não estava reagindo?

"Por que você tá encarando ele desse jeito? Quer pensão ou sei lá? Tá com cara de que ele te deve dinheiro", o capanga zombou

Finalmente desviando o olhar, dei um meio sorriso. "Eu pareço grávida, seu idiota?"

"Quer ficar?" A voz de Caden cortou a tensão, puxando minha atenção de volta pra ele.

As palavras me acertaram como um golpe baixo. O tom dele era calmo, frio, mas tinha algo mais—uma ameaça sutil que fez minha loba quase se virar de barriga pra cima em rendição

*SIM, NÓS QUEREMOS!* Rose praticamente ronronou.

Engoli seco, me esforçando pra manter a postura. Minha carreira tava em jogo ali. Três anos de trabalho duro no jornal da faculdade, e eu não ia jogar tudo pro alto—nem mesmo por um companheiro que incendiava cada centímetro do meu corpo.

"Infelizmente para você, não. Mas eu preciso falar com você. Em particular", falei, mantendo a voz firme.

Era um movimento ousado, pedir um favor enquanto o rejeitava. E logo a um futuro Alfa. Ah, isso com certeza ia dar super certo.

Antes que ele respondesse, outra voz cortou o ar.

"Você pode falar comigo."

O tom autoritário me deixou imóvel. Virei-me pela metade, prendendo o fôlego. Meu olhar encontrou outro homem, idêntico ao Caden em todos os detalhes.

*Oh. Ohhh. Ohhhhhh!* Rose estava surtando.

Minha boca se entreabriu enquanto eu tentava entender o que estava vendo. Gêmeos. Idênticos, perfeitos de um jeito quase impossível. Os ombros largos, os traços marcantes — era até difícil lidar com tanta imponência.

"Permita que eu me apresente. Caleb Ashford", disse o segundo gêmeo, exibindo um sorriso que poderia iluminar o campus inteiro. "Vejo que você já conheceu meu irmão."

Senti a garganta secar quando tentei responder. "Sim, eu… preciso falar com vocês dois a sós", gaguejei.

As palavras saíram desajeitadas, e eu me encolhi por dentro na mesma hora.

"Acho que você tinha acertado da primeira vez, companheira", Caleb disse com suavidade, aproximando-se. Seus lábios se curvaram em um sorriso cheio de intenção, e eu senti o peso total daquela palavra — companheira.