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Após o Divórcio, Me Tornei a Luna Mais Rica

Após o Divórcio, Me Tornei a Luna Mais Rica

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Lobisomem/Vampiro

Após o Divórcio, Me Tornei a Luna Mais Rica PDF Free Download

Introduction

Chloe já foi o orgulho da alcateia — a Luna, a escolhida do Alfa, a rainha dele Mas tudo desabou no dia em que ela descobriu a traição. O cheiro de outra mulher nas roupas dele. A risada dela ecoando pelos corredores que Chloe construiu ao lado dele. Agora, com os papéis do divórcio nas mãos e um acordo de dez bilhões de dólares sobre a mesa, Chloe não está apenas indo embora Ela está planejando voltar — não mais como a Luna dele, mas como algo muito mais perigoso. Traída pelo amor, encurralada por lobos sedentos por poder e assombrada por rumores sussurrados, Chloe cansou de ser boazinha É hora de recuperar sua força, reescrever as regras e mostrar ao mundo o que acontece quando uma Luna se levanta.
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Chapter 1

Ponto de Vista da Chloe

O Alfa Blake Welton traiu.

No instante em que senti o cheiro dela — aquele perfume barato com notas florais pelo corredor do palácio — eu soube que algo estava errado.

Quando parei diante da porta do escritório do Alfa, senti como se tivesse sido mergulhada em água gelada. Fiquei entorpecida, congelada. Minha loba, Sera, andava de um lado para o outro na minha mente. Eu sentia o rosnado baixo vibrando na garganta dela, mas a obriguei a recuar.

Fique calma, eu disse. A gente não vai desmoronar.

Meus saltos pretos — os mesmos que o Blake certa vez disse que me faziam parecer "realeza de Luna" — pareciam estar derretendo no chão sob meus pés.

Levantei a mão e bati na porta.

"Entre." A voz dele era profunda e autoritária como sempre. A mesma voz que já tinha sussurrado promessas sob o luar. A mesma voz que um dia me chamou de Luna.

Apertei os documentos nas mãos até minhas garras quase romperem a pele, e usei a outra mão para empurrar a porta.

Blake não levantou a cabeça. Estava curvado sobre a papelada. Eu via o quanto ele estava exausto. Ele tinha voltado daquela "viagem de negócios" na Suíça naquela manhã, e a mesa estava abarrotada de contratos.

Eu sorri. Não queria que ele percebesse que algo estava errado.

"Ocupado?" perguntei com suavidade, caminhando até a mesa como se tudo estivesse bem. "Tenho uns documentos aqui que precisam da sua assinatura."

Ele não olhou para eles. Nem para mim.

Só pegou e escreveu o nome dele com aquela assinatura arrogante sobre as páginas que eu tinha colocado diante dele.

"Valeu", resmungou.

Sera rosnou. Ele nem sente a sua raiva. A sua dor. Olha pra ele. Nem está arrependido.

Recolhi as folhas assinadas.

"Você vai pra casa pro jantar hoje?" perguntei por hábito.

"Tenho planos. Não me espere."

Planos. Aham. Sei.

"Certo. Vou indo."

Virei para sair. A máscara no meu rosto só rachou quando saí do campo de visão dele. O sorriso nos meus lábios era frio. Morto. Do tipo que uma loba usa quando está caçando.

Eu quase tinha chegado ao elevador quando ouvi algo. O som era fraco, mas claro para os ouvidos de uma loba. Um barulhinho vindo da copa, como um animal pequeno pulando da cama e caindo desajeitado no chão.

Meus olhos buscaram a origem do som.

Ali, na copa, notei pacotes de snacks espalhados pelo chão. Vi um chá com leite pela metade, um salto rosa… tombado de lado como se tivesse sido arrancado às pressas.

Fiquei olhando aquela cena, horrorizada.

Naquele momento, tudo se encaixou. A viagem de negócios. As noites até tarde. O cheiro repentino — que não era meu — nas camisas dele. Tudo tinha sido real. Não era paranoia. Era ela.

Minha loba choramingou. Como ele pôde? Depois de tudo?

De volta ao meu escritório. Não, ao antigo escritório da Luna, desabei na cadeira e encarei a pilha de documentos nas minhas mãos. No topo, o acordo de divórcio.

Folheei até a última página. A assinatura dele estava lá, firme. Ele não fazia ideia.

Tracei o nome com o dedo. O mesmo nome que ele pronunciou com tanto orgulho no dia do nosso enlace, o mesmo nome sobre o qual a mãe dele tinha me alertado.

"She-wolf, não ache que um homem como meu filho vai permanecer fiel", ela me disse. "Alfas se desviam. Sempre. Você é tola se acha que ele não vai. Não pense que uma Luna consegue manter um Alfa leal. Companheiros raramente são o bastante."

Eu o defendi naquela época. Disse que éramos diferentes.

Soltei uma risada amarga, quase inaudível. Pois é.

No fim, ela estava certa.

Tirei uma foto dos papéis assinados e enviei direto para ela, junto com uma única frase:

Ele assinou.

Uma semana atrás, chegamos a um acordo.

A Luna Anciã queria que eu sumisse, mas queria que o escândalo fosse enterrado. Em troca, pedi dez bilhões de dólares. Um preço baixo pela paz, considerando o que eu sabia.

Em um mês, eu planejava apagar Blake Welton, o Alfa, da minha vida por completo.

Uma batida na porta interrompeu meus pensamentos.

"Entre", falei com calma.

Era Jared Cross, o Beta e assistente de Blake. Ele entrou com uma caixa verde de veludo nas mãos.

"Luna", disse ele, "o Alfa pediu que eu entregasse isto."

Peguei a caixa e a abri. Dentro, havia uma joia de diamantes luxuosa que brilhava sob a luz.

Minha loba se encolheu.

Minha mente imediatamente trouxe a imagem daquela garota — Jessica — cabelo curto bagunçado e um colar de diamantes no pescoço nu, rindo nos lençóis onde eu já dormira.

Senti nojo só de pensar.

"Obrigada pelo trabalho, Jared", falei com um sorriso falso.

Ele estremeceu sob meu olhar.

"Isto foi… escolhido pessoalmente pelo Alfa. Só existe um conjunto igual no mundo", acrescentou, quase como um pedido de desculpas.

Que doce. Era para eu agradecer?

Sorri ainda mais. "Nossa. Isso é… realmente tocante, de verdade. Muito atencioso da parte dele me dar presentes mesmo tão ocupado."

O sarcasmo escorria como mel. As costas de Jared ficaram rígidas e eu vi o suor brotar na testa dele. Ele tropeçou tentando achar uma desculpa e desapareceu antes que eu pudesse dizer outra palavra.

Olhei para a joia como se fosse algo repugnante, tirei uma foto e mandei para um colecionador de luxo:

"Venda isto. Doe o valor para o Fundo de Filhotes com Necessidades Especiais"

-

Às 17h, eu estava na garagem subterrânea. Vi meu carro, mas algo do outro lado me fez parar.

Vi um SUV preto. Alguma coisa nele chamou minha atenção, então olhei com mais cuidado. Pela janela escurecida, vi Blake no banco de trás.

E ao lado dele… estava ela.

Jessica. Eu podia ouvir suas risadinhas altas. A mão dela estava no peito dele, a cabeça inclinada para cima. Parecia jovem. Ingênua. Como se não fizesse ideia do tipo de monstro ao qual estava se aconchegando.

"Alpha—!" A voz de Jared falhou no banco do motorista.

O carro não arrancou rápido o bastante.

À distância, através do vidro, meus olhos se prenderam aos de Blake.

O tempo parou.

O Alfa dentro dele explodiu. Eu senti a dominância faiscando no olhar dele. Minha loba se ergueu para enfrentá-lo. Mas eu não pisquei. Não recuei.

Eu vi quem ele era. E eu sabia — aquilo era só o começo.

Ele achou que podia marcar outra. Mas esqueceu uma coisa.

Eu era a Luna.

E agora? Estou prestes a me tornar algo muito mais perigoso.