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No Dia do Divórcio, Me Casei com um Poderoso Magnata

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Bilionário

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Introduction

Por dois anos, Clara Walsh valorizou o que acreditava ser sua certidão de casamento — até o dia em que foi registrá-la oficialmente e descobriu que o documento era uma falsificação. Furiosa, ela foi atrás do marido, Richard Fraser, exigindo explicações. Mas, antes que pudesse confrontá-lo, ouviu a verdade: o homem que havia cuidado dela com tanto carinho por seis anos já era casado — com sua professora sênior — havia cinco. Clara não só tinha sido usada como fachada para o caso dos dois, como Richard também a havia difamado publicamente, dizendo que ela era infértil, forçando-a a criar o filho do casal como se fosse seu. Enojada, Clara pegou o telefone e ligou para o advogado que a havia contatado recentemente sobre uma herança. "Solteira. Sem filhos. Cada centavo — fica só pra mim." Com uma frieza absoluta, ela deixou a casa da família Fraser. Richard, certo de que ela não tinha para onde ir, esperou que ela voltasse rastejando. Mas então — as manchetes explodiram pelo país inteiro. Lá, estampada em todos os canais de notícias, estava Clara. Agora envolta em uma riqueza inimaginável, ela aparecia radiante sob os holofotes ao lado de um homem que comandava os mais altos escalões do poder. O mundo assistiu, deslumbrado, enquanto eles trocavam votos, sua união celebrada com inveja e admiração em cada canto do globo.
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Chapter 1

Dois anos depois de casada, Clara Walsh rasgou sem querer a certidão de casamento enquanto organizava uma gaveta.

Ela correu para o Departamento de Assuntos Civis para tirar uma nova, mas a funcionária do balcão franziu a testa e disse: “Senhora, não existe nenhum registro do seu casamento no sistema.”

Clara piscou. “Isso não pode estar certo. Estou casada há dois anos!” Ela entregou a certidão rasgada, confusa.

A atendente pesquisou pacientemente três vezes e, por fim, virou a tela para ela. “Não tem absolutamente nada no seu nome. E olha este selo, está fora do padrão... Isto aqui provavelmente é falso.”

Clara saiu do prédio como um fantasma, a mente completamente vazia. Nesse momento, seu telefone tocou.

“Senhorita Walsh? Olá, sou o advogado do seu pai. A senhora poderia vir ao Escritório de Advocacia Jun Cheng para assinar os documentos de herança dos bens?”

Que tipo de golpe era aquele? Clara estava prestes a desligar, mas a voz acrescentou: “O nome da sua mãe é Evelyn Walsh. Ela a deixou no orfanato municipal há vinte anos. Após a verificação, confirmamos que você é a única filha biológica de Patrick Donovan, o falecido homem mais rico de Haishi.”

Clara ficou parada onde estava — completamente atônita. Então ela se virou e foi direto encontrar o advogado.

E lá, ouviu a coisa mais absurda de toda a sua vida. Seu pai biológico, Patrick Donovan, era um magnata de altíssimo nível. Ele havia falecido no mês anterior, deixando ações, imóveis e empresas avaliados em mais de cem bilhões — e ela era sua única filha biológica.

Enquanto sua cabeça ainda girava, o advogado perguntou de repente: “Você é casada? Tem filhos?”

O rosto de Richard Fraser surgiu na mente de Clara Walsh como um tapa.

Pensando na certidão de casamento falsa e rasgada dentro da bolsa, ela apertou a caneta com força e disse: “Me dê duas horas. Preciso resolver uma coisa antes.”

Ela saiu do escritório de advocacia e foi direto para a empresa de Richard.

Do lado de fora da sala dele, a porta estava entreaberta. Quando levantou a mão para empurrá-la, uma voz feminina, baixa e sedutora, atravessou o ar:

“Richard, já faz cinco anos que estamos casados. Quando você vai tornar isso oficial?”

Clara congelou, cada célula do corpo em alerta.

Aquela voz, sem dúvida nenhuma, era de Lydia Watson, a antiga orientadora deles na faculdade.

Lydia era seis anos mais velha que Richard, mas além da diferença de idade, praticamente definia a palavra impecável — rosto lindo, corpo de tirar o fôlego.

Na época da faculdade, Lydia era absurdamente popular. Rapazes, moças, todo mundo gostava dela. Ela era praticamente o modelo perfeito de orientadora.

Clara prendeu a respiração, sem ousar piscar. Logo veio a voz familiar de Richard, suave e com aquele tom magnético que antes a confortava:

“A empresa está prestes a abrir capital. Ainda precisamos que ela cuide de muita coisa. E não se esqueça de que o testamento do vovô dizia que você não podia entrar na casa. Se abrirmos o capital agora e minha avó implicar com você, eu… eu odiaria ver você se machucar...”

Um toque ensurdecedor explodiu nos ouvidos de Clara Walsh. Ela levou a mão à boca, apertando-a com força, engolindo as lágrimas que ameaçavam escapar.

Aquela certidão de casamento falsa e rasgada — ela a tinha remontado com cuidado, como se fosse algo precioso, e guardado na bolsa como se significasse o mundo.

No fim, ela não passava de uma idiota presa numa mentira.

Clara saiu da sala como uma tempestade e discou um número depressa. Respirou fundo, a voz tão calma que parecia outra pessoa.

“Sr. Wright, estou pronta para assinar os papéis da herança agora.”

“E só para deixar claro, estou solteira, sem filhos. Então toda a herança fica comigo.”

Depois de finalizar a papelada, Clara dirigiu para casa. Mas estava tão distraída no caminho que acabou sendo atingida por trás no trânsito. Seu rosto sofreu um pequeno corte.

Após levar curativo no pronto-socorro, algo fez sentido em sua mente, e ela passou pelo setor de ginecologia.Quando ela finalmente recebeu o resultado dos exames, sua última esperança desmoronou.

"Então você está dizendo... que não há nada de errado com meu útero, certo?" ela perguntou."Exatamente. Seus resultados estão completamente normais. Você está com boa saúde", confirmou a médica.

"Então eu posso engravidar?"

"Com certeza."

"E isso não afeta... a intimidade também?"

Diante disso, a médica mais velha, com aquele jeito de quem já viu de tudo, ainda pareceu um pouco constrangida ao responder: "Isso é meio óbvio, não é?"

Na época do exame pré-nupcial, Richard Fraser segurou o relatório médico dela nas mãos e disse que ela tinha um problema sério no útero — que não poderia engravidar e que até mesmo a intimidade regular poderia causar danos permanentes à saúde dela.

"Mesmo assim, eu ainda vou me casar com você." Ele apertou firme a mão dela, os olhos cheios de amor e convicção. "Você é a mulher que eu escolhi pra vida toda."

Essa frase virou a razão pela qual ela aguentou firme, mesmo quando a família dele surtou.

Ela viu o pai dele estourar uma xícara de chá de tanta raiva, gritando: "Você vai trazer pra casa uma mulher que não pode continuar a linhagem da família?"

Ela também ouviu a mãe dele desabar em lágrimas num encontro de família, chorando para os parentes: "O Richard enlouqueceu completamente por causa daquela garota."

E todas as vezes, ele só dava uma risadinha e dizia para ela: "Ignora. Enquanto eu estiver aqui, nada disso importa."

Mas, ao longo daqueles dois anos, as coisas que a mãe dele dizia — como chamá-la de "galinha inútil" ou zombar, "Nem um filho ela consegue dar, pra que serve?" — ficaram presas na cabeça dela. Eram como espinhos, entrando cada vez mais fundo, tirando seu sono noite após noite.

*

Quando Clara Walsh sofreu o acidente de carro, Richard apareceu no hospital num instante.

Ele entrou apressado, de camisa branca, alto, com toda aquela urgência. Só de vê-lo, flashes dos seis anos em que se conheceram passaram pela cabeça de Clara.

Eles se conheceram pela primeira vez no escritório de Lydia Watson — ela só estava entregando uns papéis para uma colega. Richard estava lá conversando com Lydia. Quando levantou a cabeça e cruzou o olhar com o dela, fez um aceno educado, sem falar muito.

Depois vieram quatro anos dele correndo atrás dela como se fosse missão de vida.

Richard Fraser sempre foi o queridinho da escola — bonito, inteligente pra caramba e de família rica.

Além disso, ele não fazia joguinho. Quando gostava de alguém, se entregava de verdade. E tinha aquele jeito gentil que tornava quase impossível qualquer garota dizer não.

Clara Walsh não foi exceção.

Mesmo tendo crescido sozinha e mantendo distância da maioria das pessoas, sua casca fria acabou cedendo diante da dedicação afetuosa dele.

Richard já estava falando com ela fazia um tempinho, mas Clara quase não reagia. Ele achou que ela ainda estivesse em choque e, instintivamente, tentou puxá-la para seus braços. No segundo seguinte, Clara o empurrou como se tivesse tocado em algo repulsivo e se levantou.

"Vamos."

Ela soltou as palavras de forma seca e passou direto por ele.

Aquele peito que antes parecia tão quente e seguro agora lhe revirava o estômago.

No carro, Richard não parava de lançar olhares preocupados para ela.

"O que aconteceu? Você dirige super bem, sempre toma cuidado. Aconteceu algo que te assustou hoje?"

"..."

Clara não respondeu. Os olhos dela ficaram presos na própria palma, onde o anel de diamante brilhava de um jeito doloroso.

Ela o ignorou, e Richard não insistiu. Em vez disso, tentou pegar a mão dela naturalmente.

Mas ela desviou de novo.

"Que foi, tá me dando gelo agora? Tá bom. Se você não quiser falar, não vou forçar. Hoje temos visita em casa. Pedi pra governanta preparar todos os seus pratos preferidos. Pensei que talvez isso te animasse um pouco."

Richard Fraser estava estranhamente carinhoso, mas quanto mais suave ele era, mais difícil ficava para Clara Walsh segurar um sorriso.“Vamos lá, não fica mais chateada. Quando essa fase corrida passar, juro que vou passar mais tempo com você. A empresa vai abrir capital em breve — tem sido uma loucura ultimamente.”

Ele achou que ela finalmente tinha relaxado e acabou rindo também.

“Claro, tô radiante,” Clara respondeu, a voz leve, mas cheia de camadas. “Minha vida tem sido uma montanha-russa.”

Richard não percebeu a ironia.

A mansão deles ficava na área mais cara de Haishi — o Jardim Binjiang. A casa tinha mais de 500 metros quadrados, construída graças ao fato de Clara ter largado a carreira depois da faculdade para ralar ao lado dele e ajudar a empresa a decolar.

Assim que chegaram, Clara ouviu risadas vindo do andar de cima.

A voz de um menino misturada ao riso suave e doce de uma mulher.

O garotinho era Matthew Fraser, o filho que ela e Richard adotaram logo depois do casamento. Agora ele tinha cinco anos.

Clara olhou para cima e, sem surpresa nenhuma, viu Lydia Watson — alguém que ela não via havia cinco anos.

Lydia usava um vestido de tricô verde-azulado, o cabelo em ondas largas. Mesmo já passando dos trinta, seu rosto ainda parecia o de uma universitária, e cada gesto seu tinha uma elegância natural.

“Clara, adivinha quem tá aqui?”

A voz de Richard interrompeu, grave e cheia de empolgação.

Pela primeira vez, Clara percebeu o quanto ele podia soar animado. Ele nunca tinha ficado tão agitado assim, por mais gentil que fosse com ela normalmente.

Aquilo não era apenas carinho — era desejo puro, instintivo.

“Srta. Watson?” Clara Walsh ergueu a sobrancelha, fingindo surpresa.

Por dentro, estava quase enjoando.

Lydia Watson agora parecia toda certinha e comportada, totalmente diferente da figura insinuante que Clara tinha visto no escritório mais cedo.

“Quanto tempo, Clara,” Lydia disse alegremente, pegando a mão de Matthew Fraser e descendo as escadas para cumprimentá-la.

O olhar de Clara foi direto para Matthew.

Pouco depois de ela e Richard Fraser se casarem, ele tinha sugerido adotar um menino do orfanato onde ela costumava fazer trabalho voluntário. Disse que isso diminuiria a pressão dos pais dele para que tivessem um filho biológico.

Clara achou que ele estava fazendo aquilo por ela. Então concordou.

Mas criar Matthew nos últimos dois anos tinha sido um inferno.

O garoto tinha um gênio difícil e jogava coisas nela sempre que se irritava. Ficava claro que ele guardava uma mágoa profunda contra ela.

E o pior: uma vez, bem na frente dela, Matthew exigiu que Richard devolvesse a “mãe de verdade”.

Clara perdeu a paciência e até cogitou devolver a guarda, mas todas as vezes Richard a convencia do contrário.

Ele dizia que Matthew era um coitado por não ter mãe, pedia para ela ter paciência. Até fazia ela lembrar que também tinha sido abandonada pelos próprios pais.

Mas agora, vendo Matthew agarrado à mão de Lydia e lembrando de tudo o que Richard tinha feito, tudo finalmente fez sentido.

Eles estavam casados há cinco anos. Matthew tinha cinco anos.

A família Fraser não queria Lydia por perto, então... Richard tinha usado Clara como fachada, colocado Lydia para trabalhar como empregada e se esconder?

Durante o jantar, Richard e Matthew não paravam de colocar comida no prato de Lydia, conversando como se fossem uma família perfeita. Enquanto isso, Clara comia em silêncio, completamente deslocada.

“Clara,” Richard disse com delicadeza, finalmente pousando os hashis. “A Lydia tá trabalhando num livro sobre criação de filhos e precisa de um lugar tranquilo pra escrever. A gente anda atolado de trabalho, então eu pensei…”Momento perfeito, ele pensou.

"Eu achei que talvez a Lydia pudesse ficar com a gente por um tempo. Ela poderia ajudar com o Matthew e, pra ser sincero, ele gosta muito dela."

Sério?

Cinco anos se escondendo não bastavam? Agora eles queriam oficializar tudo e ainda colocar ela dentro de casa?

Clara agiu como se não tivesse ouvido, continuou comendo devagar, tranquila.

A sala ficou em silêncio.

Richard pareceu um pouco desconcertado e baixou a voz. "Clara, eu tô falando com você."

Clinc. Clara colocou a tigela na mesa. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Lydia se apressou em intervir, a voz cheia de desculpas.

"Me desculpa mesmo. Isso é tudo culpa minha. Eu não queria deixar ninguém desconfortável. Clara, o Richard só tava pensando alto. Ele sabe o quanto você se desdobra — seu trabalho, a casa, cuidar do Matthew — é exaustivo. Ele só pensou que talvez eu pudesse ajudar um pouco..."

"Eu não ligo! Eu quero que a tia Lydia fique!"

Antes que ela terminasse, Matthew, sentado ao lado de Lydia, fez um escândalo.

Sem hesitar, jogou os hashis na mesa e bateu as mãos com força.

"Matthew, para com isso—"

"Matthew, se comporta!"

Lydia tentou acalmá-lo, mas sua voz se chocou com a bronca instintiva de Clara ao mesmo tempo.

Matthew lançou um olhar feroz para Clara e, completamente fora de si, pegou o copo e jogou a água direto nela—