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Doce por fora, selvagem por dentro

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Bilionário

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Introduction

[Romance Doce + Adoração em Grupo + Lobo em Pele de Cordeiro + Sem Angústia + Vingança + Casal Poderoso] Renascida e de volta para se vingar, ela prometeu dedicar seu coração e alma ao homem que a amou incondicionalmente por cinco anos. Ela iria mimá-lo, amá-lo, se dedicar a ele—fazendo dele o homem mais feliz do mundo. E quanto àqueles que a atormentaram em sua vida passada? Ela garantiria que eles viveriam na mais completa miséria. O temido "Senhor Fu" do império olhou para sua pequena querida com ternura afetuosa. "Minha esposa é simplesmente adorável!" Então ele olhou para sua amada ensanguentada e feroz e prontamente fechou a boca. As cinco grandes famílias nobres e seus três irmãos superprotetores deram um aviso gelado: "Se nossa pequena princesa sofrer qualquer dissabor, você está acabado."
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Chapter 1

Escuridão.

Era como um inferno. O medo apertava o peito de Eliza White de tal forma que mal conseguia respirar. O armazém fedido à podridão e decadência a fazia sentir-se como um peixe na tábua, indefeso e prestes a ser mutilado pedaço por pedaço.

Ela não conseguia discernir qual era a dor mais intensa: seu corpo machucado ou seu coração partido.

Manca e ensanguentada, com os ossos como se estivessem esmagados, Eliza havia perdido até a vontade de viver. A parte mais cruel? O homem em quem ela um dia confiara sua alma—Leonard Carter—estava agarrado a Sophie Johnson enquanto ambos assistiam a tudo. Desfrutando. Sorrindo.

Então, botas ressoaram e alguém puxou seu cabelo bruscamente. O homem com óculos de aro dourado ergueu sua cabeça pelos cabelos, obrigando-a a olhar para a tela do celular em sua outra mão.

O sangue do corte em sua testa escorria para os olhos, chegava aos lábios, o gosto metálico inundando sua garganta. Ela piscou através da ardência, forçando-se a ver.

“Está vendo isso? Esse é o cara que largou tudo por você,” o homem zombou. “Perdeu tudo. Por sua causa.”

Na tela, Victor Thompson estava ao volante de um carro, o rosto como uma pedra. De repente, ele girou o volante, o veículo derrapando e se chocando direto contra um penhasco. As chamas explodiram, engolindo o céu. Seu rosto estava ensopado de sangue, mas era a tristeza em seus olhos negros como obsidian que despedaçava Eliza.

“Não…” ela ofegou, sentindo como se uma mão estivesse esmagando seu coração por dentro do peito.

Seu corpo tremia violentamente. Impotência. Raiva. Desespero. Era tudo demais. Ela havia sido uma tola—acreditar nas pessoas erradas, levando ele à ruína.

Olhando para o casal que a destruiu, sua respiração estava trêmula. Sua voz estava rouca, veneno impregnava cada palavra. “Sophie Johnson... Leonard Carter... mesmo que eu morra, vou assombrar vocês.”

O sangue em seu rosto havia secado e rachado, caindo nos cantos de sua boca enquanto seus lábios se curvavam em um sorriso distorcido. Ela parecia um fantasma saído do inferno.

Sophie hesitou por uma fração de segundo. Mas logo se recompôs, aconchegando-se nos braços de Leonard, rindo como uma rainha acima de tudo. “Esteja morta ou não, agora você está um lixo completo.”

Sua voz ficou fria. Ela olhou para os cinco homens ao redor de Eliza. “Chega de show. Joguem-na no mar.”

A água salgada gelada a sufocava, mas não conseguia anestesiar o sofrimento.

A água subiu pelo nariz, desceu pela garganta. Seus pulmões queimavam. Sua pele sentia como se estivesse sendo rasgada. Ainda assim, ela não lutou. Com os olhos bem abertos, deixou o mar negro engolir tudo dela.

Pouco antes de perder a consciência, suas mãos flutuaram até sua barriga.

Dentro dela... estava o bebê deles.

Perdido.

“Ah—!”

Eliza acordou sobressaltada, sem fôlego. Limpou o rosto encharcado, confusa.

Uma música suave entrou em seus ouvidos. As luzes ao redor piscavam em cores vertiginosas. Seus olhos ardiam.

Ela os fechou firmemente, tentando se ajustar. Quando os abriu novamente, estava em um quarto privado luxuoso. Uma enorme tela exibia um videoclipe intitulado "Renascimento", e cinco ou seis garotas estavam ao seu redor, rindo e conversando.

Então aquele rosto apareceu—traços doces e delicados, um sorriso falso, incrivelmente familiar.

Sophie Johnson.

Ela segurava um copo de água, agindo como se nada tivesse acontecido. “Mana, você realmente cochilou agora há pouco? Estamos apenas começando. Vamos lá, vamos brincar de Verdade ou Desafio!”

A mente de Eliza ficou em branco por um momento.

E então, enquanto a melodia triste tocava, tudo voltou para ela.

Ela estava de volta. Lembrava-se disso bem demais—era o terceiro mês depois que Sophie Johnson a "acolheu". Sophie disse que queria apresentá-la a alguns amigos. Naquela noite, ela também conheceu o homem que, sem querer, ela matou.

Ela realmente tinha voltado!

Até os céus não aguentaram o quanto ela morreu miseravelmente da primeira vez, né?

Depois que a mãe dela faleceu, ela deixou a montanha onde viveu por vinte anos, segurando a lembrança que sua mãe lhe deu, para procurar o pai que ela nunca conheceu.

Isolada do mundo desde o nascimento, ela estava perdida e quase morreu de fome nas ruas.

Naquela noite estava congelante. Ela estava encolhida em trapos ao lado de um bar quando Sophie a avistou e a levou para casa.

Naquela época, ela achou que era a garota mais sortuda do mundo - mal sabia ela que ali começava seu pesadelo.

"Ei mana, você perdeu. Verdade ou desafio?"

A voz animada de Sophie trouxe Eliza White de volta ao presente.

Eliza respirou fundo, forçando a raiva fervente dentro dela a se acalmar. Ela levantou a cabeça com um sorriso inocente. "Nunca joguei isso antes... Vou de desafio."

"Desafio é divertido! Alguém tem um bom?" uma garota com um coque bagunçado falou à direita de Eliza.

Eliza a havia visto talvez duas vezes antes, não conseguia lembrar o nome dela. Depois daquela noite em sua vida passada, Sophie nunca mais a levou a este grupo.

Passaram-se alguns segundos antes de alguém pular de pé. "Tenho um ótimo!"

"Manda!" Incentivou a garota de coque.

"Vai na próxima porta e beija um cara gato."

Lá vamos nós.

Mesma porcaria de sempre.

Um frio atravessou o coração de Eliza. Mas ela fingiu uma inocência com olhos arregalados, baixando o olhar timidamente. "Ah... isso soa meio... constrangedor?"

"Ah, qual é, o que tem de tão grave nisso? Quem sabe você não encontra uma boa oportunidade lá dentro." Sophie sorriu, puxando-a para cima e empurrando-a em direção à próxima sala.

Assim como antes, Sophie e algumas garotas a empurraram direto para a porta.

Eliza parou em frente à suíte privada, seu coração doendo. Foi ali que ela conheceu Victor Thompson... e aquele mentiroso do Leonard Carter.

Naquele tempo, Leonard lhe deu o sorriso mais suave, então ela caminhou em sua direção. Só para ser humilhada — o cara riu dela na frente de todos, até incentivou os outros a zombarem dela.

Mais tarde, ela ouviu o plano deles — tudo arquitetado por Sophie e Leonard.

"Vai lá, mana." A voz doce e falsa de Sophie irritava seus ouvidos.

Deixando o passado de lado, Eliza respirou fundo e abriu a porta.

E lá estava ele.

Aquele rosto frio e bonito que ela outrora não conseguia suportar olhar.

Victor estava recostado no sofá, pernas cruzadas. Seus olhos escuros brilhavam sob os cílios longos, afiando-se de forma indecifrável.

Ele deu uma olhada em Eliza e depois baixou o olhar, seus cílios varrendo para baixo para esconder sua expressão.

Para os outros, Eliza provavelmente parecia uma garota atordoada e sem noção. Quatro pares de olhos na sala pousaram sobre ela — exceto os dele.

Leonard sorriu para ela como o perfeito cavalheiro e perguntou: "Senhorita, posso ajudar em alguma coisa?"

Polido e suave. Essa era sempre sua máscara — um disfarce para sua alma egoísta e distorcida.

Eliza iria arrancá-la. Um dia, ela garantiria que todos vissem como ele realmente era falso.

Ela ignorou seu charme falso, fixando seu olhar apenas na figura fria e distante de Victor.

Então veio a voz do outro lado da porta.

"Eliza, o que você está fazendo? Não amarele — é desafio, lembra?"