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Ensino Médio, Segunda Vida, Zero Misericórdia

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Realismo Urbano

Ensino Médio, Segunda Vida, Zero Misericórdia PDF Free Download

Introduction

William Scott renasce durante o último ano do ensino médio e adquire o sistema supremo. Acompanhe enquanto ele, com a ajuda do sistema, ascende ao topo e pisa nos inimigos de sua vida passada, um por um.
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Chapter 1

"Argh!"

William Scott sentia como se estivesse prestes a explodir. Um calor estranho percorreu seu corpo, indo direto para a cabeça. Sua mente estava à beira de perder o controle, quase consumida pela agitação crescente.

*Rasgo!*

O som de tecido se rasgando cortou o ar quando ele puxou abruptamente a camisa da garota à sua frente.

Num instante, a pele lisa e clara dela surgiu. Seus olhos desceram—aqueles longos e descobertos por shorts jeans curtos atingiram William como gasolina jogada em uma chama. O calor dentro dele saiu do controle.

Mas a garota cuja camisa ele acabara de rasgar? Ela não parecia entrar em pânico. Pelo contrário, havia um sorriso astuto no canto dos lábios dela—gritava "te peguei".

“Espera, tem algo errado...”

William sacudiu a cabeça de um lado para o outro, como se tentasse clarear a mente. Forçou-se a se segurar a algum vestígio de foco. Um olhar ao redor revelou que ele estava... em um quarto de hotel?

“O que diabos estou fazendo em um hotel?”

E a garota—agora quase sem roupa na frente dele—parecia estranhamente familiar. O calor embaçando seu cérebro dificultava o pensar claro. Mas então, algo caiu sobre ele com toda a força de um raio. Era Emily Byrd. Uma Emily Byrd mais jovem.

Seu peito apertou. A confusão instantaneamente substituiu o desejo ardente. Ele lembrou de tudo.

Ele havia morrido. Assassinado por seu inimigo. Mas estava ali agora. Vivo. De volta ao passado.

Renascimento?

“William, por que você parou? Vamos, vamos continuar...”

Emily se aproximou. Ela o beijou, as mãos buscando suas roupas.

“Me larga!”

Os olhos de William estreitaram-se com um brilho perigoso enquanto ele empurrava Emily com força bruta. Não perdeu mais um segundo, disparando em direção à porta e a abrindo antes de desaparecer na escadaria. Ele não pegou o elevador—sabia instintivamente que a segurança já estaria subindo por ali.

No quarto, Emily ficou paralisada. “O que tá acontecendo? Por que ele fugiu? O remédio não funcionou?”

Nesse instante, a porta do quarto ao lado se abriu. Um adolescente de rosto sombrio saiu, acompanhado por dois seguranças corpulentos. Ele olhou para Emily, que ainda estava sentada na cama, visivelmente abalada.

“O que aconteceu? Por que aquele moleque fugiu?” perguntou Cuthbert Taylor, a voz afiada de raiva.

“Eu—eu não sei!” Emily gaguejou, o medo brilhando em seus olhos.

“Droga! Passamos todo esse tempo armando pra ele, e mesmo assim ele escapou! Como vou explicar isso ao Sr. Scholefield?”

Com um estrondo alto, Cuthbert chutou a porta, a fúria transbordando.

Lá embaixo, William tinha corrido sem parar do quarto andar até o saguão do hotel. Então avistou uma fonte do lado de fora.

Sem hesitar, correu em direção a ela—e com um mergulho, se jogou de cabeça na água fria.

“O que é isso? Aquele cara... tá tentando se afogar na fonte?” Os seguranças assistindo através do vidro só conseguiam olhar, incrédulos. A fonte tinha pouco mais de meio metro de profundidade, mas a água fria conseguiu acalmar o calor fervente dentro de William Scott. Ignorando os olhares estranhos ao redor, ele saiu da água e partiu sem olhar para trás.

Guiado por suas lembranças, rapidamente encontrou o lugar que há muito havia desaparecido em sua vida passada—Comunidade Cuiyun, 4º andar, Apartamento 404.

Ele retirou um chaveiro úmido do bolso. Com um clique suave, a porta se abriu. Ao entrar na sala, o vislumbre dos móveis familiares provocou uma enxurrada de emoções contraditórias. Tudo parecia tão real, mas ao mesmo tempo distante. Porém, os restos da droga em seu corpo não lhe deram muito tempo para se perder em pensamentos. Ele se dirigiu diretamente ao banheiro, ficou debaixo do chuveiro e deixou a água fria embebê-lo completamente. Pouco a pouco, o calor foi desaparecendo.

Enquanto se refrescava, William começou a juntar suas lembranças. Ele nunca imaginou que voltaria à vida—renascido aos dezoito anos—bem no ponto mais crítico de sua vida. Em sua vida anterior, Emily Byrd havia o convidado para um hotel sob a desculpa de celebrar seu aniversário. Lá, os homens de Cuthbert Taylor o embebedaram, arrastaram-no para um quarto e forçaram uma droga goela abaixo.

Justamente quando ele lutava com as roupas de Emily, tão alterado que mal sabia o que estava fazendo, as autoridades irromperam e o arrastaram. O que se seguiu foi uma sentença de cinco anos que transformou sua vida completamente de cabeça para baixo. Os anos na prisão foram um inferno. Foi lá que ele ouviu a verdade de um dos homens de Cuthbert Taylor—tudo havia sido uma armação desde o início. Cuthbert tinha planejado tudo.

Quando finalmente foi libertado, o mundo já tinha seguido em frente sem ele. Seus pais haviam morrido em um acidente de carro durante seu segundo ano na prisão, e a propriedade da família havia sido vendida por seu tio, deixando-o sem teto. Tudo que seu tio lhe deu foram vinte mil, alegando que o resto havia sido gasto nos custos do funeral. Quanto a Cuthbert Taylor, ele já havia se graduado, assumido os negócios da família e se tornado uma estrela em ascensão na Cidade de Tianzhou.

William tinha pensado em vingança, mas com Cuthbert constantemente cercado por uma equipe completa de dezesseis guarda-costas, ele nem sequer conseguia chegar perto. A pior parte? No dia seguinte à sua libertação, Cuthbert apareceu pessoalmente, tão presunçoso como sempre, e admitiu que ele estava por trás do acidente de carro de seus pais também. Aquele sorriso distorcido no rosto de Cuthbert era algo que William nunca poderia esquecer.

Naquela cidade, a família Taylor tinha um poder que parecia intransponível, enquanto ele era apenas um ex-presidiário impotente. Mesmo que desejasse vingança, o que poderia ele possivelmente fazer? Cuthbert não parou por aí. Toda vez que William conseguia um emprego, era demitido em poucos dias. Desesperado e desamparado, tentou abrir um pequeno negócio com o que restava de seu dinheiro, mas assim que as coisas começaram a prosperar, Cuthbert atacou novamente, esmagando-o completamente.

A partir daí, William entrou em uma espiral. Ele se perdeu nas bebidas, indiferente à vida. Porém, em seus dias mais sombrios, conheceu a pessoa mais importante de sua vida. Com o apoio dela, ele conseguiu sair do desespero e finalmente vislumbrou uma esperança.

Ciente de que não poderia permanecer em Tianzhou, ele deixou a cidade com Claire Hayes—sua namorada naquela época—para escapar do tormento sem fim de Cuthbert. O que William Scott não previa era que, justo quando ele e Claire Hayes finalmente tinham construído uma vida juntos em outra cidade após três longos anos, e estavam se preparando para se casar, Cuthbert Taylor apareceria novamente.

Cuthbert invadiu o pequeno apartamento deles com um bando de seguranças, a arrogância estampada em seu rosto. Ordenou que seus capangas imobilizassem William e, friamente, mandou que outros agredissem Claire.

Ela se recusou a ser humilhada. Aproveitando um momento de distração, jogou-se de cabeça contra a parede. Assim, em um instante, ela se foi.

William perdeu o controle. Completamente. Lutou feito louco, desejando despedaçar Cuthbert com as próprias mãos, mas foi segurado firmemente pelos guardas.

Ao relembrar agora, lágrimas ardiam em seus olhos.

"Claire... Eu falhei com você naquela vida. Mas desta vez, eu juro, vou fazer de você a mulher mais feliz do mundo. E aqueles que nos destruíram, eles não saírão impunes."

Ele nunca entendeu por que Cuthbert foi tão cruel. Então, bem na hora de sua morte, a verdade escapou dos lábios de Cuthbert—a peça real por trás dos planos era alguém chamado Sr. Scholefield. Cuthbert? Apenas um peão.

Não importava quem fossem, Cuthbert ou esse Sr. Scholefield, William não deixaria nenhum deles livre.

Ele podia estar fraco agora, mas tinha algo que ninguém mais tinha—o conhecimento de oito anos no futuro. Se ele apenas aproveitasse suas chances, sabia que poderia se erguer rapidamente.

E naquele exato momento—

*Ding! Sistema Mais Forte vinculado com sucesso. Ativando. Por favor, aguarde, Anfitrião!*

"O que... um sistema?" Mesmo com tudo o que já havia passado, William não conseguiu manter a calma.

Meia hora depois.

Ele havia se trocado, vestia roupas limpas, e estava agora sentado no sofá de sua sala de estar, encarando uma tela virtual azul clara pairando na sua frente. Respirando fundo, ele levantou um dedo e, com determinação, tocou o botão cintilante de "Sorteio".

"Começou o sorteio..."

"Sorteio concluído!"

"Parabéns, Anfitrião! Você recebeu: Visão de Raios-X para Iniciantes."

O sistema vinha com sua própria função de inventário também.

Com apenas um pensamento, um livro de habilidades dourado apareceu em sua mão. Era simples—bastava usá-lo em silêncio.

Ele murmurou internamente, e imediatamente, uma dor intensa explodiu em seus olhos. Doía pra valer, mas ele cerrou os dentes e aguentou firme.

O processo se arrastou por mais de uma hora. Quando a dor diminuiu, uma sensação de frescor tomou conta, e o manual de uso da Visão de Raios-X se gravou claramente em sua mente.

"Ativar Visão de Raios-X."

Ele focou em uma parede de seu quarto. Seus olhos ficaram um pouco embaçados—então, puf, a parede desapareceu.

Ele agora estava olhando direto para a sala de estar de sua vizinha.

Seus olhos congelaram instantaneamente.

Uma mulher curvilínea e deslumbrante estava lá dentro, vestida casualmente com muita pele à mostra.

Ele a reconheceu—Sophie Bennett. Ela tinha acabado de se formar na faculdade e trabalhava em uma grande empresa na cidade. Sempre que a via do lado de fora, ela era distante e reservada. Quem diria que ela relaxava tanto em casa?

Sem querer bisbilhotar dessa forma, William rapidamente desativou a função e passou alguns bons minutos se acalmando.