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A Jovem Intelectual Preguiçosa dos Anos 70: Filha e Vitória Fácil

A Jovem Intelectual Preguiçosa dos Anos 70: Filha e Vitória Fácil

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A Jovem Intelectual Preguiçosa dos Anos 70: Filha e Vitória Fácil PDF Free Download

Introduction

Sophia Blair, uma socialite rica dos tempos modernos que administra uma fazenda, acaba desmaiando graças a uma combinação de Cefalexina com Jägermeister e acorda nos anos 1970, transformada em uma jovem enviada ao campo. Depois de atravessar o tempo, Sophia Blair, decidida a evitar qualquer trabalho agrícola, tenta de tudo para fugir da própria realidade — finge tentar se matar, tenta se envenenar e até planeja se jogar no rio. Suas armações são tão exageradas que até o líder da aldeia já está verde de frustração. Dificuldades? Impossível. Ficar deitada sem fazer nada é tradição de família! Minha ambição: comer e esperar a morte Meu hobby: comer e esperar a morte Meu talento: comer e esperar a morte... Enquanto isso, Philip Veal, acostumado a levar a vida como ela vem, observa a jovem excêntrica à sua frente e começa a refletir sobre o absurdo da situação. Será que neste mundo existe mesmo alguém tão fora da curva? Na primeira vez em que se encontram, ela salta por cima da cabeça dele e cai direto no rio Na segunda vez, ela pede sem vergonha alguma para ele amarrar uma corda numa vaca Na terceira vez, ela tenta encostar nele E na quarta vez? Ela simplesmente puxa a calça dele... Os protagonistas vivem como almas gêmeas briguentas, com uma dinâmica romântica cheia de provocação, personalidades parecidas e o mesmo impulso secreto de fugir para a cidade. A protagonista não é ambiciosa; é temperamental e não leva desaforo — se algo a desagrada, ela está pronta para brigar! Seu jeito de pensar é nada convencional, sua personalidade é ousada, e este resumo definitivamente não consegue fazer justiça a ela. Mergulhe na história completa para descobrir mais!
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Chapter 1

O ar do começo da primavera ainda carregava um frio cortante

Era época de muito trabalho no campo, e todas as equipes estavam ocupadas de um lado para outro

Ao longe, veio o som metálico do gongo sendo batido

Era hora de começar o serviço

Os moradores, como se atendessem a uma ordem silenciosa, saíam de todos os cantos, ferramentas nas mãos, caminhando em direção à encosta norte

A tarefa de hoje? Plantar soja por todos os campos do norte

No extremo oeste da aldeia, nos alojamentos dos jovens instruídos..

Sophia Blair não dava a mínima para o sino do trabalho

Estava pálida, largada na cama sem forças, com uma expressão completamente derrotada

"Sophia, já tá na hora de ir! Anda logo, senão o chefe da equipe vai começar a implicar de novo!"

Lillian Weston, sua colega de quarto, gritou enquanto disparava porta afora. Seus passos logo sumiram pelo caminho

Pouco depois, todo o alojamento ficou em silêncio. Só então Sophia, ainda meio entorpecida, começou a recobrar os sentidos devagar

Ela ergueu o olhar para as vigas de madeira cheias de teias de aranha sobre sua cabeça e o baixou lentamente para as paredes de barro. Numa delas, pendia um pôster do Presidente Mao

Aquilo não era um sonho. Três dias inteiros já tinham passado. Ela ainda não queria acreditar que era real

No fundo da mente, ecoava aquele ditado: Jägerbomb é pra gente ousada, mas a vida não vale tanto assim

Jäger com leite de criança? Receita certa para tragédia

Jäger com vodca? Pode esquecer de chegar em casa inteira

Diziam que Jäger misturava com qualquer coisa

E ainda assim, ela conseguiu misturar Jäger com antibiótico e simplesmente... se destruir

Não! Não se destruir — apenas ser lançada direto pros anos 70

Com troca de corpo incluída

Ela, Sophia Blair, a herdeira suprema do século XXI, nascida em berço de ouro, dona de uma fortuna de quase um bilhão de dólares, tinha acabado de sobreviver à faculdade

Finalmente estava de volta em casa, pronta para herdar a enorme propriedade rural da mãe, Emily Baker, e viver o sonho — dias preguiçosos, zero preocupações

A vida prometia ser tranquila dali pra frente

E então, do nada, ela é jogada num fim de mundo atrasado dos anos 70, onde comida é luxo e viver é uma batalha diária

O que ela tinha feito pra merecer um tapa cósmico desses

Na sua época, Sophia já era especialista na arte de viver sem preocupações desde os melhores anos da adolescência

Tudo graças à mãe, que era a verdadeira rainha do “pegar leve”

Emily Baker não teve uma vida fácil. Cresceu num orfanato e ralou até a vida adulta, pulando de bico em bico só pra conseguir sobreviver

Não tinha muita instrução, mas tinha um rosto que abria portas.

Isso lhe garantiu um emprego na recepção de um hotel chique, onde sua beleza chamou a atenção de um herdeiro rico

Não que Emily tivesse ilusões sobre se casar com alguém de posses — ela sabia muito bem como o mundo funcionava. Sabia perfeitamente que aquele playboy endinheirado não estava falando sério com ela

E, sinceramente? Ela também não estava levando nada a sério.

Então, quando Emily Baker descobriu que estava grávida, não hesitou — cortou relações e sumiu do mapa

Três anos depois, voltou discretamente, com a pequena Sophia Blair de dois anos nos braços e um teste de paternidade na mão

Foi direto ao herdeiro e saiu de lá com uma boa quantia de dinheiro.

Claro que conseguir aquele dinheiro não foi exatamente fácil

Do outro lado, com medo de que Emily usasse a criança para continuar arrancando dinheiro deles, fizeram-na assinar uma pilha de documentos. Acordos de confidencialidade, multas altíssimas por quebra de contrato, uma cláusula afirmando que estavam pagando de uma vez só a pensão equivalente a dezoito anos… tudo que você imaginar, tinha lá.

Emily não piscou. Assinou, pegou o dinheiro e foi embora sem olhar para trás

Sua determinação deixou a avó rica — que já estava pronta para uma guerra — completamente perplexa

A senhora temia que Emily fosse causar escândalo e atrapalhar o casamento arranjado de seu filho

Mas logo o choque virou desprezo. Para ela, Emily não passava de uma garota sem visão nenhuma.

Quanto ao jovem herdeiro, ele não conseguiu evitar entrar em parafuso, imaginando se Emily não estaria escondendo uma grande dor por trás daquela postura firme, apenas para não perder a compostura diante dele. Afinal, se não fosse sua boa aparência e um histórico familiar capaz de fazer até atrizes famosas brigarem por ele, não haveria muitas mulheres no mundo capazes de resistir… No entanto, a família Sophia jamais esperaria que Emily Baker simplesmente não tivesse o menor interesse naquele “mundo da alta sociedade”.

Só de pensar em lidar com incontáveis parentes, enfrentar o caos da família do marido, atender às necessidades de um homem — e ainda correr o risco de ser pressionada a ter um filho homem — já era suficiente para apavorá-la

Se não fosse seu jeito desencanado, ela teria largado a bebê Sophia Blair no mesmo instante.

E foi assim que tudo aconteceu

A própria rainha do “deixa pra lá”, Emily Baker, levou Sophia junto com uma fortuna capaz de garantir que nada lhes faltasse e se mudou para Lijiang. Lá, montou uma fazenda enorme que virou seu refúgio da realidade

Como ela mesma gostava de dizer: “Não tenho intenção nenhuma de trabalhar até morrer. Quero ser uma menina feliz agora, uma mulher animada na meia-idade e uma vovó contente quando for velha.”

Infelizmente, a vida não lhe deu esse luxo. Quando Sophia Blair tinha acabado de entrar na vida adulta, Emily Baker morreu tragicamente em um acidente de avião durante uma de suas viagens

Criada praticamente solta, Sophia voltou para casa depois da faculdade para assumir a fazenda gigantesca. A fazenda, que no início tinha custado milhões, havia se valorizado enormemente graças à administração de sua mãe ao longo dos anos

Assim, enquanto os colegas de Sophia Blair ainda estavam presos à rotina exaustiva, se matando em provas de pós-graduação e sonhando com doutorados, Sophia já tinha se aposentado cedo numa vida tranquila de churrasco, vinho e lagostim.

Seu lema? “Se todo mundo quer ralar, que rale. Eu não nasci pra isso.”

Graças a Emily Baker, que já havia preparado todo o seu futuro, Sophia não precisava lutar nem se desgastar. Sua missão era simples — cumprir o último desejo de Emily: “Leve a vida leve, seja uma garota feliz agora, uma tia animada daqui a vinte anos e uma velhinha cheia de vida daqui a quarenta.”

Mas

Justo quando ela estava começando a entrar no clima de aposentadoria relaxada, uma gripe forte e um gole — ou talvez vários — de Jägermeister a jogaram de volta no tempo, para a época de sua avó

De tirar qualquer um do sério

E pior ainda? Mal tinha chegado e já foi arrastada para o plantio da primavera. Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, alguém enfiou uma cesta cheia de esterco em suas mãos.

Ela acabou ficando em um grupo pequeno com dois homens e outra mulher. Um sujeito parrudo ia na frente cavando buracos com a enxada, a mulher jogava algumas sementes de soja em cada buraco e Sophia — para seu completo desespero — tinha a tarefa de seguir atrás deles despejando aqueles baldes fedorentos de esterco nas covas. Um segundo homem finalizava o processo cobrindo cada buraco com terra.

Era como se o destino tivesse decidido que seu curso intensivo nessa época seria o mais literal e bagunçado possível. Sophia Blair se esforçou ao máximo para não demonstrar desconforto, obrigando-se a continuar trabalhando quase no automático.

Quando sua mão esbarrou em um objeto pequeno e redondo enquanto mexia na terra, ela não resistiu e apertou. A bolinha coberta de sujeira se desmanchou entre seus dedos, espalhando por dentro uma substância pegajosa e amarelada que imediatamente grudou na sua mão. O cheiro acertou seu nariz como um caminhão e, em pânico, ela se virou para o colega ao lado, olhos arregalados de horror, perguntando nervosa o que era aquilo.

O morador que cavava ali perto lançou um olhar divertido para a garota da cidade. Com um sorriso maroto, ele provocou: “Isso aí é ouro mole, um verdadeiro tesouro.”

Só quando os outros ao redor começaram a rir é que Sophia finalmente entendeu. Seu rosto ficou pálido. Era fezes humanas.

A reação dela foi imediata e explosiva — ela largou a pá de lixo e disparou direto para o rio lá embaixo. Querendo desesperadamente lavar as mãos, nem percebeu a velocidade com que correu até ser tarde demais para parar. Calculou tudo errado e acabou mergulhando no rio de cabeça, com roupa, vergonha e tudo.

E assim, seu primeiro dia de trabalho manual terminou em completo desastre — com mal meio pá de adubo espalhado e ela sendo carregada de volta ao alojamento, encharcada e totalmente humilhada.

Sem jantar. Sem energia. Apenas Sophia caída na cama, questionando cada escolha de vida que a tinha levado até aquele momento, se agarrando por um fio ao que restava da sua sanidade.