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Quatro Bebês: Casamento Militar Doce

Quatro Bebês: Casamento Militar Doce

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Introdução

Emily Jennings transmigrou para dentro de um romance! Ela se tornou a vilã que, insatisfeita e inquieta, traía o protagonista. Determinada a mudar seu destino de infidelidade, ela viajou milhares de quilômetros até a ilha remota onde seu marido estava destacado — só para acabar dormindo com ele depois de beber demais! Uma vez foi um acidente, duas vezes virou hábito... E quando percebeu, estava grávida! Mas a vida na ilha militar era dura. Para melhorar as condições de vida, ela liderou os soldados no cultivo de verduras, no plantio de árvores frutíferas, na criação de porcos e vacas, na produção de vinho e até no desenvolvimento do turismo. Não apenas toda a base prosperou, como ela também convidou as esposas de outros militares para se juntarem a eles. Até os moradores das cidades próximas se mudaram para a ilha. A antiga ilha árida e desolada se transformou em um paraíso próspero, rico em recursos e cheio de vida. "Amor, vamos ter outro bebê!" "Papai." "Papai." "Papai." "Papai." Quatro criancinhas adoráveis olhavam para o pai com olhos grandes e cheios de esperança.
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Chapter 1

"Abels Blake, pode, por favor, me ouvir só um segundo?"

A voz de Emily Jennings já estava rouca de tanto gritar, e ela finalmente desabou, implorando para o homem.

"Foi você quem trouxe aquele maldito vinho, agora aguente as consequências!"

Com o berro irritado dele, a cama de madeira com estrutura de ferro voltou a ranger.

……

Quando Emily acordou, sentia como se tivesse sido atropelada por um caminhão — seu corpo inteiro doía.

Ela puxou o cobertor e ficou encarando os hematomas pela pele, furiosa, enquanto batia fraco na cama.

Mas seu braço não tinha força nenhuma, e a batida saiu mais como um gemido.

Quão azarada ela podia ser? Tinha acabado de conseguir um emprego público, saiu para comemorar com alguns colegas e, de repente, boom — um acidente de carro, e agora tinha vindo parar dentro de um livro.

Na noite anterior, ela tinha ido atrás de Abels Blake para fazê‑lo assinar os papéis do divórcio.

Achou que, depois de tudo resolvido, estaria livre para fazer o que quisesse nesse mundo dos anos 80.

Quem diria que o vinho do avô tinha alguma coisa estranha? Aquele vinho, misturado com todo o clima esquisito da noite, acabou levando àquilo.

Tá certo, eles ainda não tinham se divorciado oficialmente, mas estavam prestes a isso. Então o que aquilo significava?

"Creak—!" A porta antiga de madeira se abriu rangendo do lado de fora.

Um homem alto, de ombros largos, com mais de um metro e oitenta, entrou.

Ele usava uma camiseta sem mangas verde‑militar que deixava à mostra os braços musculosos — firmes e fortes.

Dava até vontade de esticar a mão para tocar.

Seu cabelo preto e curto ainda estava molhado, gotas caindo sem parar.

Emily Jennings encarou o rosto marcante dele, totalmente abobada.

"Quer ir de novo?"

O homem pegou uma toalha na mesa, secando o cabelo enquanto a olhava com um sorriso provocador.

Traços afiados, maxilar definido e um corpo moldado como o de um soldado — tudo nele gritava durão.

Emily secou, sem graça, o fio de baba no canto da boca.

Pois é, essa era ela — completamente desnorteada diante de homens sarados.

Uma trouxa total para boa aparência.

Sinceramente, ter rolado alguma coisa com um homem nota mil como aquele… ela não tinha saído perdendo.

Mas, falando a verdade, eles tinham exagerado um pouco na noite passada por causa da bebida batizada.

No fim, ela já nem lembrava quantas vezes tinha acontecido.

Percebendo o olhar fixo dele, Emily puxou o cobertor depressa e enterrou o rosto até o pescoço.

"Ai…"Ela não tinha certeza se tinha se mexido de forma errada ou forçado alguma coisa na noite anterior—doía bastante. Para ser justa, aquele homem realmente tinha qualidades impressionantes.

"Você se machucou?"

O tom preocupado dele só deixou Emily Jennings ainda mais constrangida. Afinal, eles mal se conheciam—tinham apenas dormido juntos na noite passada.

"Quando você vai assinar os papéis? Eu preciso voltar."

Ao ouvir a palavra "assinar", o rosto de Abels Blake escureceu de irritação.

"Você ainda quer se divorciar agora?"

Ele se aproximou, segurando o queixo dela e obrigando-a a encará-lo.

"A gente tinha um acordo. Eu vim aqui pelo divórcio. Você não pode simplesmente voltar atrás!"

Abels soltou uma risada fria, seus olhos afiados fixando-se nos lábios dela, ainda inchados da noite anterior.

"Você dormiu comigo. Não acha que deveria assumir alguma responsabilidade?"

Os olhos de Emily se arregalaram com as palavras dele. Ela murmurou, com os lábios fazendo um leve biquinho, "Homens precisam assumir responsabilidade agora?"

"Foi a minha primeira vez. Você me deu aquela bebida de propósito, só pra me levar pra cama. E agora acha que pode simplesmente ir embora? Emily, o que você pensa que eu sou?"

Emily ficou sem entender—essa não deveria ser a fala dela?

Tinha sido a primeira vez dela também!

"Abels Blake, você tá passando dos limites! Também foi a minha primeira vez! E eu nem te pedi pra assumir nada!"

Abels Blake se inclinou, seus olhos profundos presos em Emily Jennings. Eles estavam tão perto que seus narizes quase se tocaram.

"Eu tô assumindo, sim. Eu não vou assinar aqueles papéis de divórcio."

Emily não conseguiu evitar a sensação de que tinha caído direitinho numa armadilha daquele homem.

Mas ela nunca pediu pra ele assumir nada!

"Mas—"

"Sem mas. Eu tenho treinamento de manhã. Descansa mais um pouco."

Ele abaixou a cabeça e deu um beijo rápido nos lábios dela. Estavam ainda mais inchados. Parecendo satisfeito consigo mesmo, finalmente a soltou.

Como se nada tivesse acontecido, Abels abriu o guarda-roupa, pegou o uniforme e se vestiu num instante.

Assim, ele voltou a ser o soldado frio e disciplinado de sempre.

Tum.

A porta velha de madeira se fechou atrás dele novamente.

Emily se jogou de volta na cama e cobriu o rosto, frustrada.

Por que tudo estava saindo completamente do roteiro?

Isso mesmo. Ela tinha viajado para dentro de um livro.

Agora ela era Emily Jennings, a vilã azarada da história.

Anos atrás, Abels tinha salvado a vida do Vô Richie. Para retribuir, o avô insistiu que Emily se casasse com ele.Quem diria que Abels seria transferido para esta ilha remota na noite em que eles se casaram?

Três anos de casamento e ele nunca tinha voltado. Assim como a Emily original do livro, que nunca tinha aparecido por aqui. Mas depois de ficar sozinha por três anos, Emily Jennings acabou cedendo à solidão e traindo Abels Blake. Depois disso, eles se divorciaram e a vida dela desabou de vez.

Como ela era só uma personagem secundária, o livro só dava um resumo bem curto da situação dela — algumas poucas centenas de palavras. E acabou.

Já Abels Blake, por outro lado, acabou se casando com a neta de um comandante de alta patente, foi transferido de volta para um lugar melhor e viveu feliz para sempre.

Agora, porém, não adiantava se arrepender. O que aconteceu, aconteceu.

Enrolada no cobertor, ela pegou as roupas em cima da cama e começou a se vestir por baixo das cobertas.

Depois de dar uma olhada no quarto, ainda bagunçado por causa do caos da noite anterior, caiu a ficha: aquele lugar era realmente miserável.

Além de uma cama de ferro toda gasta, só havia uma escrivaninha de madeira lascada e um guarda-roupa com uma das portas faltando. E só.

"Aff, vou surtar."

Ainda assim, reclamar não servia de nada. Já que estava ali, teria que encarar.

Primeiro de tudo — ela precisava colocar alguma coisa no estômago.

Ela desceu da cama e ficou parada naquele quarto caindo aos pedaços, sentindo uma onda de tristeza tomar conta dela.

Suspiro. Ela nem conseguia imaginar o quanto os pais deviam ter sofrido ao receber a notícia de que ela tinha morrido naquele acidente de carro.

"Papai, Mamãe... sinto tanta falta de vocês."

Mas não havia caminho de volta. Tudo o que podia fazer era aguentar firme.

Ela enxugou as lágrimas rapidamente. A vida segue, querendo ou não.

Lembrou do livro dizendo que aquela ilha se chamava Nanfengdao. Fazia parte da fronteira do país, só tinha sido oficialmente povoada nos últimos anos, e a vida ali era difícil — muito difícil. Especialmente nos anos 80, quando as coisas não estavam boas em lugar nenhum, muito menos ali.

Ela calçou os sapatos — de pano costurados à mão pela mãe, segundo o livro.

A família Jennings era até bem de vida. O avô e os pais tinham empregos estáveis, então Emily nunca passou necessidade enquanto crescia.

Ela achou que, ao se casar com Abels, continuaria morando em casa, mas ao que parece, ele foi transferido de repente.

E agora? Olha só esse lugar. Ela não fazia ideia de quanto tempo ficaria presa num fim de mundo desses.

"Glub, glub."

O estômago roncava sem parar, então ela foi até a cozinha.

Meu Deus — parecia que alguém tinha saqueado o lugar.

Ou melhor, não. Provavelmente sempre foi assim mesmo.

Um fogãozão de ferro encostado na parede, com manchas de fumaça que tinham deixado as paredes brancas completamente pretas ao longo dos anos.

Do outro lado, havia um armário de louças. Lá dentro, ela encontrou dois conjuntos de tigelas e hashis arrumados direitinho, além de uma bacia grande de ferro.