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PROMESSAS QUEBRADAS: Apaixonada pelo inimigo bilionário do meu ex

PROMESSAS QUEBRADAS: Apaixonada pelo inimigo bilionário do meu ex

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Bilionário

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Introdução

No dia de seu aniversário de 30 anos, o mundo de Rachael desaba quando ela chega em casa e descobre que seu marido, Jack, foi embora, deixando um bilhete que diz: "Não posso mais fazer isso. Estou te deixando." Completamente chocada e de coração partido, Rachael é jogada em um turbilhão de confusão enquanto busca desesperadamente por respostas. Ela visita a fria e rica família de Jack, onde recebe os papéis de divórcio assinados pelo homem que lhe prometeu amor eterno. Enquanto tenta lidar com os destroços de sua vida, Rachael embarca em uma jornada de autodescoberta, lidando com a traição de um marido que pensava conhecer. Mas quando um encontro inesperado com um estranho misterioso chamado Jake a leva a uma noite de distração e conexão inesperada, Rachael começa a questionar tudo sobre amor, lealdade e seu futuro. Ao longo deste caminho, novos relacionamentos se formam, velhas feridas são reabertas e revelações chocantes ameaçam destruir tudo o que ela achava que sabia.
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Chapter 1

Ponto de Vista da Rachael

Sentada de frente para a Amy, com a luz do sol filtrando pelas janelas do café e lançando raios suaves sobre nossa mesa, eu estava imersa em nossa conversa, relembrando os bons tempos.

"Você se lembra daquela vez que fomos para Ibiza nos nossos aniversários?", Amy pergunta com um sorriso brincalhão nos lábios.

"Você quase perdeu o voo porque insistiu em entrar naquela loja." Eu rio, balançando a cabeça com a lembrança.

"Ei, eu precisava comprar aquelas botas! Elas eram maravilhosas."

Amy levanta seu copo, com os olhos brilhando de travessura.

"E agora olha pra gente. Com trinta anos e ainda bebendo de dia como se tivéssemos vinte e cinco." Eu bato meu copo contra o dela, sentindo um calor agradável me invadir, não só pelas bebidas durante o dia, mas pela alegria de compartilhar este momento com minha melhor amiga.

Passamos por tanta coisa juntas, desde noites loucas na faculdade e viagens espontâneas até corações partidos e novos começos. Hoje parecia uma saudação à nossa juventude, mas com um toque de algo mais profundo e significativo.

"Não consigo acreditar que você já tem 30", Amy diz, colocando o copo na mesa e pegando sua bolsa.

"Eu tenho algo para você."

"Ah, não precisava. Sua companhia já basta." Eu brinco.

Ela revira os olhos e tira uma pequena caixa de veludo. Eu pisquei, surpresa, enquanto ela me entregava. Abro a caixa devagar, e lá está: o colar. Aquele que eu tinha visto quando era jovem, o que tinha prometido a mim mesma que compraria assim que começasse a ganhar dinheiro, mas nunca comprei.

"Amy..." Minha voz se perde enquanto passo os dedos pela delicada corrente, cintilando na luz do sol. Era exatamente como eu lembrava. Simples, elegante.

"Eu sei o quanto você queria", ela diz suavemente, me observando. "Achei que era hora de você ter."

Lágrimas ameaçam brotar nos cantos dos olhos, mas eu pisquei rapidamente, não querendo ficar muito emocionada em público. "É perfeito. Obrigada."

Depois de apreciar mais alguns goles das nossas bebidas, a empolgação dentro de mim era impossível de conter.

"Sabe, estou com a sensação de que o Jack está aprontando alguma coisa hoje. Ele tem agido de maneira estranha a semana toda. Tenho certeza de que ele está planejando uma festa surpresa, e você está nessa também, não está?"

Amy tenta manter a inocência, mas um sorriso culpado aparece em seus lábios. "Eu? Não faço ideia do que você está falando, Rachael. Não vi o Jack a semana toda."

"Ah, por favor!" Eu rio. "Você tem tramado esse almoço de aniversário há dias. Aposto que você está só me enrolando para ele poder preparar tudo em casa." Amy dá de ombros, sem entregar nada. Terminamos nossas bebidas brindando aos trinta.

"Feliz aniversário, minha querida," diz Amy piscando ao me abraçar na despedida. Deixo o café um pouco tonta, com o colar que ela me deu balançando levemente contra o peito enquanto caminho até o carro. Meu coração bate forte de expectativa, minha mente gira com pensamentos sobre o que Jack poderia ter planejado.

Uma festa, talvez? Ou um jantar romântico a dois? Mal podia esperar para chegar em casa e descobrir o que fosse.

Quando cheguei à nossa cobertura, passei praticamente voando pela porta da frente, esperando ouvir risadas, música ou pelo menos algum sinal de vida. Mas, em vez disso, fui recebida por um silêncio absoluto.

Parei, ficando imóvel na entrada, meu coração cheio de esperança. "Será que estão se escondendo?" Sorrio para mim mesma.

Caminho na ponta dos pés pela sala de estar, meus saltos clicando suavemente no piso de madeira. Vou até a cozinha e a encontro vazia. Nenhum prato fora do lugar. Subo as escadas, meu pulso acelerando a cada passo, ansiosa pelo momento em que todos pulariam com um grande “Surpresa!”

Mas ao chegar ao nosso quarto, algo frio e inquietante toma conta do meu estômago. À minha direita, a porta do armário está aberta, e o lado do Jack... está vazio. Seus ternos, camisas, sapatos, tudo que lhe pertence havia desaparecido. Corro até a prateleira das malas, e noto que minha mala grande está sumida.

"Jack?" chamo, a voz agora trêmula. Viro-me e corro para o banheiro, abrindo a porta, e vejo.

Um bilhete.

Pregado no espelho, simples e cruel. A caligrafia é dele, inconfundível. Minha respiração se prende na garganta, eu me aproximo, lendo as poucas palavras rabiscadas no papel:

*Estou te deixando. PS: Desculpa fazer isso no seu aniversário.*

Por um momento, não consegui me mexer. O mundo parecia girar, e o silêncio que preenchia o apartamento agora ecoava no meu peito. Estendo a mão e toco o bilhete, o papel frio e afiado contra minha pele, como as próprias palavras.

Eu olho para o bilhete por mais alguns segundos, uma risada subindo pela minha garganta. "Tá bom, Jack! Essa foi boa. Pode sair agora." Minha voz ecoa pelo apartamento, mas não há resposta.

Minha risada aumenta, embora seja mais por nervosismo do que por diversão. Isso tinha que ser parte da surpresa. Alguma piada bem exagerada, dramática. De qualquer forma, o Jack sempre teve um jeito teatral. Talvez a Amy também estivesse envolvida. O bilhete é ridículo demais, né?

Dou um passo de volta para o corredor, esperando que ele pule de algum lugar ou ouça passos, mas o apartamento permanece assustadoramente silencioso. Meu coração começa a bater mais rápido no peito do que antes. A sensação de desconforto que havia torcido meu estômago mais cedo começa a voltar.

"Jack?" Chamo de novo, tentando soar mais confiante. "Vamos lá, você já se divertiu. Onde você está?"

Nada ainda.

Corro para baixo, meus saltos fazendo barulho contra os degraus enquanto procuro minha bolsa. Meus dedos se atrapalham lá dentro até encontrar meu telefone. Rapidamente, deslizo até o contato do Jack e aperto para chamar, meu pulso latejando mais alto nos meus ouvidos.

O telefone toca uma vez, seguido pela voz automática: "O número que você discou não está mais disponível."

As palavras me atingem como um soco no estômago. Pisquei, olhando para a tela do telefone, tentando processar o que acabei de ouvir. "Devo ter discado errado." digo para mim mesma. Apertei o botão de chamada novamente, mais urgentemente desta vez.

"O número que você discou não está mais disponível."

Meu coração afunda. Fico ali, congelada, enquanto a verdade começa a se infiltrar lentamente. Jack não estava se escondendo. Isso não era uma piada. O bilhete, o armário vazio, a mala desaparecida, tudo era real.

Deixo o telefone cair na bolsa, de repente me sentindo tonta. Minhas pernas tremem debaixo de mim enquanto cambaleio em direção ao sofá e desabo nas almofadas. Olho para a sala na minha frente, para as fotos na parede, as pequenas lembranças da nossa vida juntos.

Ele se foi.