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Com Meus Quatro Meios-Irmãos

Com Meus Quatro Meios-Irmãos

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Introducción

"Ora, ora, a maninha está corando de novo. Esse tom rosa não é por causa do quarto, né?" Ele passou um dedo ao longo do queixo dela, devagar. "Me conta, suas calcinhas sumiram... ou você só queria que a gente percebesse?" Quando o coração de Thalia é despedaçado por uma traição, sua mãe a manda para longe—para uma mansão sombria e assustadora no meio do nada. Lá, ela deve viver com seu padrasto frio e os quatro filhos enigmáticos dele: Blaze, Jax, Rhys e Milo. Eles não são meninos. São selvagens, perigosos, irresistíveis de se olhar—e completamente proibidos. Todo mundo os chama de "problemáticos". Mas Thalia logo descobre que há algo ainda mais obscuro neles. Algo que não é humano. A mansão sussurra segredos, a lua brilha intensamente, e o ar parece vibrante demais. Então vem o aviso: um evento estranho chamado "Onda Lunar" está chegando. As pessoas estão mudando—ficando mais agressivas, mais primitivas. Mais... famintas. Thalia deveria fugir. Mas seu corpo não obedece. Porque seus meio-irmãos não estão apenas provocando-a. Eles estão de olho nela. Tocando-a. Sussurrando coisas que a fazem ficar com as pernas bambas. E seu corpo? Está reagindo de maneiras que ela não entende... ou quer parar. Ela veio para se curar. Não tem certeza se sairá sã.
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Chapter 1

Ponto de Vista da Thalia

A tela quebrada do meu celular brilhava no piso de vidro reluzente. Estava tão quebrada quanto meu coração. “Você não está falando sério”, eu disse. Minha voz era firme, sem nenhuma lágrima das que já tinha chorado. Minha briga com Ryan tinha terminado. Agora, também estava acabando nosso relacionamento. “Os seus filhos lobisomens esquisitos moram lá.”

Meu padrasto, Robert, nem olhou para o celular. Em vez disso, cerrou o maxilar e estreitou os olhos, me encarando com desdém em sua sala de estar chique. “Cuidado com o que fala, Thalia”, ele cortou. Seu tom era afiado. Ele nunca gostou que eu os chamasse assim. Soava irritado. “Eles não são lobos. Eles são… problemáticos. E você vai, sim. Sua mãe e eu conversamos sobre isso.”

Soltei um riso curto e seco. Não estava preocupada com as "decisões" deles. Minha mãe, Dra. Evelyn Vance, famosa especialista em plantas, se importava mais com plantas do que com meu coração partido. E Robert, seu novo marido "diferente", tinha mais segredos do que uma selva. Quando os dois se juntavam, não havia discussão.

Então, aqui estou eu, sendo despachada para uma casa de monstros, como eu acreditava. A ideia não me assustava. Me deixava irritada. Eu não sou uma garota frágil. Sou Thalia Vance, e não fujo de nada. Nem mesmo de uma visita obrigatória à família de esquisitos. Talvez esse desastre fosse exatamente o que meu coração entorpecido precisava.

---

O carro preto se movia silenciosamente por estradas estreitas cobertas de vegetação. Nos levava para longe da cidade.

Minha mala, que eu tinha feito enquanto estava brava e triste, estava ao meu lado.

Robert estava sentado à minha frente. Ele estava rígido e silencioso demais. Seu jeito habitual barulhento havia desaparecido. O ar ficou denso e pesado. Tinha um cheiro estranho — terra, folhas úmidas e algo selvagem e vivo. Havia um zumbido baixo no ar. Eu sentia mais do que ouvia. Pulsava através do meu corpo como um batimento cardíaco.

O carro parou diante de um portão de ferro velho e rangente. Era enorme e parecia enferrujado.

Ele se abriu lentamente, como as mandíbulas de um monstro. Revelou uma longa e sinuosa entrada de cascalho. Árvores altas e retorcidas cresciam por toda parte. À distância, erguia-se uma enorme casa de pedra, brilhando prateada sob a luz da lua.

Hera antiga cobria suas paredes como uma pele confortável. Parecia estar lá há séculos, observando tudo se deteriorar. As árvores ao redor estavam imóveis. Uma energia forte e assustadora vinha do local. Me dava arrepios nos braços.

"Bem, chegamos," disse Robert. Sua voz era brusca, como se estivesse aliviado por ter chegado. Ele saiu primeiro. Chamou-me para segui-lo. "Entre, Thalia. Os rapazes estão esperando."

Rapazes.

Eu estava prestes a estourar de tanto rir, mas me contive. O cheiro selvagem ficou mais forte, enchendo meus pulmões. Me deixou tonta. Era doce e ameaçador. Esta não era uma casa normal. Era uma toca de monstros.

Robert empurrou a enorme porta de madeira. Ela se abriu para um salão escuro e vazio. Meu ceticismo só aumentou.

Eles estavam esperando. Todos os quatro. Não eram rapazes. Nem um pouco.

Eram homens, de verdade.

Todos eram mais altos, mais fortes e emanavam mais poder que qualquer homem que eu já tivesse visto.

Eles esperavam nas sombras do grande hall. Seus olhos queimavam como brasas na escuridão. Todos me olharam no momento que entrei.

"Rapazes," anunciou Robert. "Esta é Thalia. Thalia, meus filhos. Blaze, Jax, Rhys e Milo." Robert os apresentou rapidamente, como se estivesse ansioso para terminar com isso.

Blaze foi o primeiro que vi. Era difícil não notá-lo. Ele estava à frente, uma massa de músculos e charme sombrio e perigoso. Seu cabelo preto estava bagunçado, mas de uma maneira controlada.

Seus olhos eram ouro derretido. Estavam fixos em mim. Eram tão intensos que pareciam sugar o ar da sala. Ele não sorriu. Ele não se moveu. Apenas me olhou. Como um predador olha para sua presa. Parecia inspecionar cada centímetro de mim.

Ao lado dele, Jax era mais magro. Mas também era forte. Ele tinha uma presença silenciosa e ameaçadora. Seus cabelos negros caiam sobre o rosto, dando-lhe uma expressão severa. No entanto, quando seus olhos dourados encontraram os meus, eles brilhavam com uma chama surpreendente, inteligente—Tranquila.

Rhys era mais quieto. Sombrio. Seus olhos também eram dourados, mas pareciam carregar uma dor mais eterna. Ele se movia ligeiramente, como se estivesse se protegendo.

E Milo, o mais jovem, parecia selvagem e nervoso. Seu corpo vibrava de expectativa. Seus olhos estavam arregalados e famintos, não tão fechados como os dos irmãos. Seu queixo tremia ligeiramente.

O que mais eu podia esperar de pessoas estranhas como lobisomens? Claramente, eles podem não querer que eu esteja aqui.

Eu não me importo — eu também não quero estar aqui.

Robert tossiu. Foi um som apertado, humano. "Thalia, vai. Encontra um quarto. Ocupa-te." Ele gesticulou vagamente pelo longo corredor.

Eu não tive tempo de responder antes de Jax avançar. Sua voz era suave, sem aspereza. Tranquilizante. "Eu posso levá-la a um quarto, pai." Seus olhos dourados travaram com os meus. Vi algo conhecedor em sua profundidade.

Robert assentiu. Parecia aliviado. "Ótimo. Thalia, estarei no escritório. Não cause problemas." Ele rapidamente desapareceu por outro corredor.

Eu poderia ter seguido Jax para qualquer lugar, mas ele me conduzia de qualquer maneira, minha bolsa pendurada sobre o ombro. O cheiro selvagem se tornava mais forte ao seu redor.

Ele me levou por um corredor sinuoso. Passamos por portas fechadas e silenciosas. O silêncio era estranho. Não havia som, realmente, exceto nossos passos. Ele parou diante de uma porta. Era robusta e clara, o que me surpreendeu.

"Aqui está," ele disse. Ele a abriu.

Minha mandíbula caiu.

O quarto era ofensivamente, nauseantemente rosa!

Jax virou-se para mim. Seu lento, conhecedor sorriso se espalhou pelo rosto. Revelou os planos afiados do seu queixo. "Bem-vinda, mana." Seus olhos brilhavam com diversão.

"Posso pelo menos ganhar um abraço?"

Fiquei cautelosa. Mas o sorriso dele era desarmante. E me chamar de "mana" era quase... familiar. Talvez ele não seja tão ruim assim, pensou uma pequena parte do meu coração despedaçado.

Me acomodei nos braços dele. Ele me segurou próximo e com calor. Por um segundo, me senti segura.

Mas então—

A mão dele, firme e decidida, deslizou pelas minhas costas. Ficou parada por tempo demais. Depois desceu, devagar e com certeza, e roçou meu traseiro. Soltei um suspiro.

Me afastei rapidamente. Meus olhos se apertaram. Eu estava desafiando ele.

O sorriso de Jax se alargou. Era puro, inocente—como se—Ele não tivesse tocado no meu traseiro. Meus próprios lábios esboçaram um sorriso confuso em resposta.

Foi estranho. Será que foi um engano?

Então ele se virou e foi embora.

Ponto de vista da Thalia

Estava parada no quarto rosa. Meu coração batia acelerado. Odiava minha mãe por me colocar nessa situação. Por me deixar nessa casa estranha e assustadora.

Mas a sombra de Ryan ainda obscurecia todos os cantos da minha mente. Talvez esse lugar assustador, louco, e esses homens muito perturbadores, fossem exatamente o que eu precisava. Pelo menos seriam uma distração.

---

Horas depois, o sol já havia se escondido no horizonte. A casa estava mais escura agora. Apenas a mesma luz do luar doentia escorria pelas minhas cortinas de renda rosa.

Meu quarto parecia uma cela de prisão. Apesar de suas decorações absurdas. Estava inquieta. Muito agitada e de coração partido para dormir.

Então, fui bisbilhotar.

Minha audição sempre foi mais aguçada que a das outras pessoas. Eu conseguia captar sons que os outros não conseguiam. Agora, nesta casa estranhamente silenciosa, cada pequeno rangido, cada farfalhar distante, parecia mais alto.

Desci pelos amplos e silenciosos corredores. Parei diante de uma pesada porta de madeira simples ao fim de um corredor longo e escuro.

Sons abafados e rítmicos vinham do outro lado — gemidos suaves e guturais. Minha curiosidade me puxou para mais perto. Encostei o ouvido na madeira e então abri a porta devagar, cautelosa, apenas o suficiente para espiar.

Minha respiração parou, meu suspiro ficou preso na garganta.

Era Jax.

Ele estava sozinho, iluminado pela luz prateada da lua que entrava por uma alta janela.

Ele estava sentado, com o torso nu, seu corpo esguio e musculoso reluzindo, músculos tensos.

Seus olhos estavam fechados, a cabeça jogada para trás, e sua mão envolvia o grosso e rígido membro, movimentando-o com uma desesperação rítmica e selvagem.

Seu rosto estava contorcido em uma expressão de prazer cru e sofrimento profundo. Seus quadris moviam-se debilmente a cada movimento. E de sua garganta, arrancado das profundezas de seu peito, saíam sons torturados que não eram gemidos, mas um baixo e gutural rosnar, repetidamente.

Meu nome.

"Thalia… ah, Thalia… por favor."

“Que porra é essa!!” eu sussurrei.

As palavras mal audíveis, uma mistura de horror e um repentino e incontrolável calor bruto passando por mim.

Eu devia ter me virado. Batido a porta, gritado. Mas meus pés ficaram. Meu peito queimava — não só de horror. Algo mais, algo mais sombrio, mais doentio...