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Papai invencível

Papai invencível

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Realismo Urbano

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Introducción

A tribulação de um soberano celestial termina em fracasso, fazendo com que sua alma atravesse para outro mundo — apenas para se encontrar de repente responsável por uma adorável filha que mais parece uma boneca de porcelana. E para tornar tudo ainda mais surpreendente, essa pequena princesa tem uma mãe de beleza estonteante! Assim, o outrora poderoso imortal se transforma em um pai carinhoso e um marido totalmente dedicado. Mas aí vem o detalhe — esse pai sabe magia. E quando um mestre sobrenatural decide formar uma família no mundo moderno, o caos, a dominação e situações hilárias de "dar na cara" são inevitáveis. Prepare-se — essa é a história explosiva e sem limites de uma lenda inigualável trilhando seu próprio caminho na selva urbana!
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Chapter 1

Em um quarto úmido e mal iluminado, um jovem magro estava deitado em um colchão manchado. Seus olhos estavam bem fechados. Em seu estado semi-consciente, sentiu uma mãozinha arranhando suavemente seu rosto. Seu nariz coçou, incomodando, enquanto uma voz infantil murmurava ao lado de seu ouvido.

A cabeça de Ethan Carter mexeu levemente e logo se ergueu quando ele abriu os olhos assustado. Ele ofegou, seu peito subindo e descendo. Os olhos vermelhos de sangue se arregalaram, cheios de confusão.

"Onde... onde estou?"

Sua cabeça parecia ter sido esfaqueada centenas de vezes - uma dor lancinante que o fez estremecer. Ele levantou uma mão trêmula até a testa, levando alguns segundos para se recompor. Só então conseguiu realmente ver a pocilga em que estava.

Um quarto apertado, mal tinha vinte metros quadrados. Cortinas pesadas bloqueavam a luz, deixando o ambiente mais escuro que a noite. As paredes eram de um branco simples, sem azulejos, apenas pintura mal feita. Pôsteres antigos de celebridades desbotadas se descascavam. Todo o lugar estava um caos - apenas uma cama, uma mesa de cabeceira e um armário de tecido sujo. Só isso.

O chão estava um desastre: roupas, meias e sapatos espalhados por todo lado, bitucas de cigarro espalhadas como folhas caídas, garrafas de bebidas e latas rolando pelo chão. Caixas de comida e potes vazios de macarrão instantâneo abarrotavam a entrada. Não havia onde pisar sem sujar. O ar estava saturado com um cheiro ruim - fumaça, cheiro de pé, álcool e comida velha se misturavam em uma nuvem sufocante.

Ethan olhou para a bagunça incrédulo. Era pior que um chiqueiro. Quem conseguia viver em um lugar assim?

Ele examinou o quarto novamente e de repente parou, seus olhos se arregalando de choque.

"Isso... isso é a Terra?"

"Terra? Por que estou aqui... em um planeta que nem reconheço?"

"Lembro-me claramente de ter falhado na minha tribulação relâmpago. Meu tesouro protetor se despedaçou e eu não consegui deter aquele último Trovão Celestial..."

"Não me diga... eu transmigrei?"

Mesmo com mil anos de experiência no mundo da cultivação, Ethan se viu atordoado. Ele realmente não conseguia compreender o que havia acontecido com ele. Até Ethan Carter não conseguia aceitar, mas os fatos eram outros. Antes um gênio monstruoso no mundo da cultivação, que alcançou o Reino da Tribulação em apenas três mil anos e desencadeou a aterrorizante Nona Tribulação Celestial, foi destruído pelo último Trovão Divino porque sua base não era sólida o suficiente. Na frente de inúmeros cultivadores assistindo, seu corpo foi reduzido a cinzas. Mas sua alma não pereceu - atravessou para outro mundo.

Naquele exato momento, um homem chamado Ethan Carter na Terra - mesmo nome, mesma idade - morreu de tanto beber. E foi assim que a alma do Ethan original acabou no corpo deste homem.

“Papai, você finalmente acordou! A Bella está com fome, a Bella quer macarrão…”

Quando Ethan tentava juntar as peças do quebra-cabeça, uma voz suave e infantil interrompeu seus pensamentos. Foi então que ele notou uma menina deitada sobre seu peito, suas mãos gordinhas puxando levemente sua barba desgrenhada.

"Você... você me chamou de quê?" Ethan franziu a testa, questionando por instinto.

A menina piscou para ele com aqueles grandes olhos marejados, confusa. Com um tom infantil, repetiu: "Papai, você é meu papai."

Ethan olhou para ela, meio divertido, meio irritado. "Garotinha, eu não sou seu pai. Não saia por aí dizendo essas coisas."

Assim que disse isso, seus lábios tremeram, e ela olhou para ele como se ele tivesse acabado de chutar o filhote dela. Claramente, ela não conseguia entender por que seu amado papai não admitia que era realmente dela. Talvez ela tivesse feito algo errado? Talvez papai não a quisesse mais?

Seus olhos encheram de lágrimas, os cílios tremendo, seu rostinho todo se amassando como se fosse chorar a qualquer momento. Ela parecia incrivelmente desolada.

Ethan sentiu uma pontada aguda no peito. Algo se revirou dentro dele. Fazê-la chorar parecia cometer um pecado gravíssimo.

Ele a observou atentamente. A menina tinha cerca de quatro ou cinco anos, vestia um vestido rosa de princesa, o cabelo preso em dois coquinhos como chifres de carneiro. Seu rosto era perfeito como porcelana, nariz delicado, lábios pálidos e bonitos, longos cílios sobre olhos grandes como joias. Ela parecia uma boneca, fofa demais para descrever.

E depois havia o próprio Ethan. Um completo desastre. Seu cabelo parecia um ninho de passarinho, a barba crescida e desleixada, uma aparência doentia na pele, olheiras escuras sob os olhos. Ele vestia shorts largos demais e uma regata preta, exalando um cheiro azedo. Tinha apenas vinte e cinco ou vinte e seis anos, mas parecia já ter desistido da vida.

"Espera, será que essa é a filha do Ethan?" ele pensou.

Assim que a ideia lhe ocorreu, uma dor lancinante explodiu em sua cabeça. Seu cérebro parecia estar sendo dilacerado enquanto memórias daquele corpo invadiam sua mente de uma só vez.

Seu corpo se contorceu, as mãos voaram para sua cabeça, gemendo entre dentes trincados enquanto veias saltavam em sua testa. Seu rosto se retorcia de agonia.

"Aaagh—!" A menina olhou para Ethan Carter, o pânico crescendo em seus olhos enquanto o sacudia com força. Seus grandes olhos embaçados se encheram de lágrimas, e um tremor rasgou sua voz. "Papai... Papai, o que está acontecendo?"

Aquela palavra — “Papai” — cortou o nevoeiro na cabeça de Ethan como uma lâmina através da seda. Acalmou sua mente, suavizou a dor latejante em seu crânio. Naquele momento, o fluxo de memórias dos últimos vinte e poucos anos daquele corpo se fundiu a ele. Agora ele sabia de tudo.

Embora parecesse patético agora, as origens de Ethan eram nada menos que impressionantes. Ele foi uma vez herdeiro da família Carter — uma das quatro grandes famílias da Nação Xia. Seu pai, Henry Carter, não apenas detinha poder; com um único movimento, a nação inteira tremia. Mas, três anos atrás, Henry morreu subitamente. o caos eclodiu. Como medida desesperada, a família trouxe o antigo Sr. Carter recluso da aposentadoria para estabilizar as coisas.

Mas então veio a investigação — e o choque que abalou todo o clã. O assassino? Supostamente a própria esposa de Henry, mãe de Ethan, Lydia Whitmore. O motivo alegado? Garantir a herança do filho antecipadamente.

Ninguém esperava por isso. Até o velho quase teve um ataque com a notícia. Lydia foi trancada na prisão secreta da família, e Ethan — uma vez o herdeiro arrogante — foi expulso da noite para o dia.

O velho Ethan era um mimado. Inútil em tudo, exceto em esbanjar dinheiro e tempo. Após o exílio, ele não tinha sequer habilidades para se manter. Ainda bem que alguém continuava transferindo cinco mil por mês — apenas o suficiente para sobreviver.

Os olhos de Ethan agora estavam frios, afiados com a clareza. O cara que antes vivia neste corpo era confuso, mas ele não. E pelo que ele sabia... Lydia não era capaz de cometer assassinato. Ela era gentil até a alma, do tipo que pediria desculpas por pisar em uma flor.

Assassinar o marido? Nem pensar.

Nada disso fazia sentido. Ethan agora via claramente — não foi um acidente. Era uma armação. Um esquema brutal em ação. Eliminar o chefe da família, incriminar a esposa, expulsar o herdeiro — tudo para abrir caminho para outra pessoa assumir o controle.

Ele já havia visto situações piores no mundo das rivalidades — irmãos traindo, parricídio por poder. Os Carter? Estavam escondendo algo profundo. Segredos pelos quais valia a pena matar.