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O Telefone que Viaja no Tempo

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Realismo Urbano

O Telefone que Viaja no Tempo PDF Free Download

Introduction

Gênero: Fantasia Urbana A namorada de Su Chen estava gravemente doente, e ele juntou 300 mil yuans, chegando até a pegar emprestados mais 300 mil de outras pessoas. Pelo bem dela, ele trabalhou desesperadamente. Mas nunca esperou que, assim que ela se recuperasse, ela terminaria com ele imediatamente. "Eu não quero pagar a dívida com você, não me incomode mais." "Um celularzinho vagabundo que vale só 3 mil yuans, e você ainda tem a cara de pau de dar isso de presente?" ela disse enquanto jogava o telefone no chão. Inesperadamente, esse arremesso ativou a função especial do telefone: notícias do futuro. "No dia 28 de junho, um homem ganhará um prêmio de loteria de 5 milhões de yuans!" "No dia 29 de junho, o Grupo Huaming anunciará o desenvolvimento de um soro antienvelhecimento, fazendo suas ações dispararem!" "No dia 30 de junho, uma verdadeira pintura de Tang Bohu aparecerá na Rua das Antiguidades na cidade do sul!" Su Chen ficou boquiaberto. Hoje é apenas dia 27! As notícias dos próximos dias já estão aparecendo? O que o chocou ainda mais foi que todas essas notícias eram verdadeiras!
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Chapter 1

"Assim que eu quitar a dívida de 300 mil, vou me casar com a Sophie. Finalmente, a vida vai melhorar." Michael Carter olhava para a foto de sua namorada no celular, sorrindo suavemente. Ele parecia exausto, tendo acabado de concluir mais um longo dia de trabalho.

Seis meses atrás, Sophie foi diagnosticada com uma doença séria. Desesperado para ajudá-la, Michael fazia malabarismos com um emprego de escritório durante o dia e entregava comida à noite. Ele juntou 300.000 yuan, mas nem isso era suficiente—eles precisavam de 600.000 para a cirurgia.

Então ele pegou emprestado mais 300.000.

Agora Sophie estava recuperada e pronta para ter alta em breve. Hoje era o aniversário dela, e Michael havia saído mais cedo do trabalho para comprar um celular novo para ela—3.000 yuan de sinceridade conquistada com muito suor.

"Ela vai adorar isso."

Ele se dirigiu para o quarto do hospital, pronto para fazer uma surpresa.

"Feliz aniversário!" disse ele alegremente ao abrir a porta.

Mas o que ele viu o deixou paralisado.

Sophie estava nos braços de outro homem. As mãos daquele homem não estavam exatamente comportadas, deslizando por ela.

Michael o reconheceu instantaneamente—Nathaniel Coleman, o famoso playboy dos tempos de faculdade.

Ambos pareceram surpresos quando ele entrou. Nathaniel ergueu uma sobrancelha. "Sophie, por que o Michael está aqui? Você ainda não terminou com ele?"

A expressão de Sophie ficou desconfortável. Ela não esperava que Michael aparecesse—ele não deveria estar fazendo entregas agora?

Pensando rapidamente, ela forçou um sorriso. "Não pense demais. Nós terminamos há muito tempo. Eu só pedi uma comida—não esperava que ele fosse o entregador."

Nathaniel assentiu, aceitando a desculpa. Afinal, Michael ainda estava usando o uniforme de entregador.

Sophie se sentia desconfortável. "Amor, eu vou dar uma saída rápida, tá? Só me espera aqui."

"Claro, mas me dá um beijo primeiro, ou não te deixo ir," disse Nathaniel com um sorriso travesso.

O rosto de Sophie corou. Ela olhou para Michael parado na porta e hesitou. "Para com isso, tem alguém olhando..."

Nathaniel deu de ombros. "Ele é só um entregador. Faz de conta que ele não tá aqui."

Sophie ficou tensa.

Ela olhou para Michael, depois para o uniforme surrado de entregador que ele vestia. Depois olhou de volta para Nathaniel, roupas impecáveis, relógio chamativo que provavelmente valia mais do que tudo que Michael possuía.

Ela se inclinou e beijou Nathaniel na bochecha.

"Não demora," Nathaniel riu, dando um tapinha brincalhão em seu traseiro.

"Você é tão irritante~" Sophie fez biquinho, com as bochechas vermelhas.

Michael viu tudo.

Cada segundo parecia uma faca cravada diretamente em seu peito.

Ele ficou congelado, coração despedaçado, percebendo que a mulher com quem planejava passar sua vida—não era quem ele pensava que fosse. Do lado de fora, no corredor, Sophie Lawrence falou de forma fria, sem emoção na voz. "Bom, você viu tudo, então não há mais nada a esconder. Vamos terminar."

"Motivo? Você está atolada em dívidas, e eu não vou passar minha vida pagando isso com você. Simples assim."

Ela disse de forma calma e direta, sem um pingo de hesitação.

Michael Carter ficou paralisado, com os olhos vermelhos.

Ele fez tudo por ela—esgotou seu crédito, mergulhou em uma dívida de trezentos mil só para cobrir o tratamento dela nos momentos mais sombrios da doença.

Mas agora ela estava melhor, e esse era o agradecimento—um término frio em uma linha.

Parece até piada ter sido usado e jogado fora.

Michael travou o maxilar. “Você acha que eu acumulei essa dívida por diversão? Foi para te salvar!”

Sophie revirou os olhos. “Não se iluda. Eu nunca te implorei nada. Você escolheu gastar dinheiro comigo—agora lide com as consequências disso.”

“O quê, achou que eu ficaria emocionada com esse ato de bondade? Por favor. Esse tipo de ‘gentileza’ inútil não significa nada.”

Ela acrescentou, quase como se estivesse sendo condescendente, “Michael, caia na real. Você e eu nunca iríamos durar.”

“Nathaniel me deu uma bolsa de trinta mil sem pestanejar. Ele me prometeu uma casa, um carro. O que você tem a oferecer? Os poucos presentes que você deu—você chama aquilo de presente?”

Ela olhou para o telefone na mão dele e soltou uma risada aguda e despreziva. “Sério? Você me deu esse telefone barato? O que é isso, uma piada? Eu teria vergonha de mostrar isso em público.”

Soltando um riso de desprezo, ela deu um tapa no telefone, derrubando-o da mão dele.

Michael não respondeu. Apenas se abaixou e o pegou em silêncio.

Não, ele não tinha comprado nada chique para ela—não porque não quisesse, mas porque cada centavo tinha ido para as contas do hospital.

Aquele telefone? Ele tinha trabalhado noite após noite entregando comida, juntando dinheiro por um mês só para comprá-lo.

Mas ele já estava cansado de explicar.

Que seja. Terminar provavelmente era a melhor coisa—pelo menos agora ele via quem ela realmente era.

Mesmo assim, depois de tudo, ele não queria vê-la cair numa armadilha.

Com um suspiro cansado, ele avisou suavemente: "Nathaniel não é o cara que você pensa que é. Na faculdade, a reputação dele era péssima. Muitas garotas foram enganadas—acabaram grávidas e abandonadas."

Sophie deu uma risadinha. "Ah, por favor. Tá com ciúmes, é? Só porque ele é rico e você não, começa a falar mal dele."

"E mesmo se ele for esse tipo de cara, eu ainda preferiria ser magoada por alguém como ele do que perder mais um segundo com um cara duro como você. Entregando comida à noite? Que vergonha."

"Pensa o que quiser." Michael não tinha mais nada a dizer.

Naquele momento, Nathaniel Coleman saiu do quarto do hospital.

"O que está acontecendo? Pegar uma entrega demora tanto assim?" ele perguntou, preguiçosamente.

A expressão de Sophie mudou. Ela ficou tensa, claramente nervosa com a ideia dele interpretar mal a situação. Com um sorriso, ela disse: "Só estava esclarecendo as coisas com ele, garantindo que não vai mais me incomodar."

"Você deixou claro?" Nathaniel Coleman perguntou.

Sophie Lawrence rapidamente puxou o braço dele, voltando para o quarto. "Deixei, amor. Vamos voltar."

"Espera aí," Nathaniel disse, num tom presunçoso. "Deixa eu falar umas palavrinhas com esse entregador pobre primeiro."

"Tá bom, vou te esperar no quarto," Sophie respondeu sem se importar muito.

Michael Carter ficou parado, olhos semicerrados. "O que você quer? Se veio aqui esperando me ver devastado ou algo assim, sinto te informar, mas isso não vai acontecer."

"Não sou do tipo de cara que desiste só por causa de uma garota."

Sim, ser traído dessa maneira foi um golpe duro. Seu peito parecia estar sendo esmagado, mas ele não iria fazer um show para alguém como Nathaniel.

"Não me leve a mal," Nathaniel disse, com um sorriso sarcástico nos lábios. "Só vim agradecer. Agradeço por ter cuidado tão bem da Sophie—você a deixou saudável de novo e ainda guardou a primeira vez dela pra mim. Bom gosto, a propósito. Ela é bem cuidada."

"Ah, e adivinha? Sabe como ficamos juntos? Fui visitá-la, por acaso mostrei meu relógio. Na próxima coisa que soube, ela me adicionou e começou a me chamar. No dia seguinte, já estávamos num hotel. Tenho quase certeza de que ela usou seu dinheiro também."

Nathaniel caiu na gargalhada e saiu andando sem esperar por uma resposta.

O corpo todo de Michael tremia, os punhos cerrados tão forte que suas unhas marcavam as palmas. Raiva e humilhação se misturavam dentro dele até que ele socou a parede com força—o sangue escorria dos seus nós dos dedos.

A Sophie que ele conhecia costumava ser tímida e inocente. Ela ficava atrapalhada se ele segurasse a mão dela por muito tempo.

E agora, Nathaniel a tinha levado para a cama em dois dias.

Este mundo não zomba da promiscuidade—zomba da pobreza.

Ela o largou simplesmente porque ele não tinha dinheiro. E então correu direto para os braços de Nathaniel.

Michael apertou os punhos com mais força. Ele prometeu a si mesmo—ele faria dinheiro. Ele se provaria.

Ele faria todos engolirem suas palavras.

Saindo do hospital, o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi devolver o celular no dia seguinte.

Um celular de 3.000 reais? Muito caro para alguém como ele.

Espera... a Sophie não jogou ele agora há pouco?

E se ele quebrou?

Essa preocupação não o deixava. Ele silenciosamente rezou para que o celular estivesse inteiro.

Mas a tela continuava preta. Não ligava de jeito nenhum.

Michael deu umas batidinhas leves. "Por favor, não me deixe na mão agora..."

Nesse momento, o celular vibrou e a tela acendeu lentamente.

Ele fez uma verificação rápida - felizmente, tudo ainda funcionava.

Que alívio.

Ding! Ding! Ding!

Assim que a tela voltou, uma enxurrada de notificações de notícias apareceu.

Michael estava prestes a descartá-las, mas quando olhou para as manchetes, ficou paralisado.