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Trocados ao Nascer, Casados ​​pelo Destino

Trocados ao Nascer, Casados ​​pelo Destino

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Introdução

Trocadas ao Nascer, Casados pelo Destino Presos pelo dever, mas dilacerados pela traição, será que o amor pode florescer em meio à decepção? Ou seus passados entrelaçados destruirão o frágil vínculo entre eles?
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Chapter 1

A voz do padre ecoa. "Você, Celeste, aceita o Príncipe Cassian como seu legítimo marido?"

Eu hesito. Apenas por um segundo.

Então, me lembro por que estou aqui; minha família, suas dívidas, a promessa da rainha. Meu olhar se volta para a Rainha Morgana, sentada como uma marquin no tabuleiro de xadrez, me observando com um brilho vitorioso nos olhos.

Respiro fundo. "Aceito."

O padre se volta para Cassian. "Você, Príncipe Cassian, aceita Celeste como sua legítima esposa?"

Uma pausa. Um músculo se contrai em sua mandíbula. Seus dedos tremem levemente contra os meus.

Então, com um suspiro pesado, ele fala.

"Aceito."

Alívio. Finalidade.

O padre sela nosso destino. Cassian se inclina, pressionando um ligeiro beijo nos meus lábios; breve, frio, impessoal. A multidão irrompe em aplausos.

Está feito.

Eu olho para a rainha enquanto ela sorri. Ela venceu.

E de alguma forma, eu sei que isso é apenas o começo.

Espero.

Hoje deveria ser o dia mais feliz da minha vida. O doce sonho de uma garota.

O salão do palácio resplandece sob os lustres, milhares de rosas brancas perfumam o ar. Meu vestido, de renda e diamantes, com um véu incrivelmente longo, deveria me fazer sentir como uma princesa. Mas não me sinto assim. Não sinto nada.

Meus dedos apertam o buquê enquanto caminho pelo salão ao lado do meu novo marido, o Príncipe Cassian, herdeiro ao trono. Imponente. Bonito. E completamente indiferente.

Ele não me olha.

Seu maxilar está tenso, sua mão cerrada ao lado do corpo. Tudo nele expressa ressentimento. Isso faz com que sejamos dois.

A recepção termina, os convidados se foram, a música se dissolve no silêncio.

Ninguém mencionou uma lua de mel. Nem Cassian. Nem a rainha. Nem uma única pessoa.

Sento à beira da minha enorme cama, ainda com meu vestido de noiva, encarando o espaço intocado ao meu lado. A equipe do palácio preparou tudo; luz de velas suave, lençóis de seda e pétalas de rosa espalhadas como uma cena de uma história de amor.

Exceto que não há amor aqui.

O silêncio se estende.

Finalmente me levanto, meu corpo doendo de cansaço, e me dirijo à penteadeira. Tiro o véu, observando-me no espelho. A tiara brilha sob as luzes, mas não me sinto uma princesa.

Deveria me preparar.

Para o quê, eu não sei.

Vestindo uma camisola de seda, solto o cabelo, deixando-o cair pelas costas. Então sento novamente. E espero.

O silêncio no meu quarto é sufocante. Fico ali sentada por um tempo que parece uma eternidade, olhando para o lado intocado da cama, esperando por algo, qualquer coisa. Mas Cassian nunca aparece.

Em algum momento, a quietude se torna insuportável. Não posso simplesmente ficar aqui como uma tola.

Aperto mais o meu robe de seda em volta de mim e saio dos meus aposentos, entrando nos vastos e mal iluminados corredores do palácio.

As paredes estão cobertas com pinturas imponentes de governantes do passado; rostos severos com olhos frios e sem vida que observam cada um dos meus passos.

Passo por salas de estar grandiosas, salões de banquetes vazios e varandas com vista para os extensos jardins do palácio. Tudo é deslumbrante. Perfeito. Mas sem alma.

Nenhum sinal do meu marido. Nenhum sinal de ninguém.

O palácio está quieto demais.

Meus pais me avisaram que a vida real seria diferente, que eu precisaria aprender a me mover neste mundo. Mas eles nunca me disseram quão solitário isso seria.

Um barulho súbito me faz congelar.

Um sussurro abafado. Depois uma risada.

Viro a cabeça rapidamente, seguindo o som por um corredor. Meu coração acelera enquanto me aproximo das portas entreabertas de uma sala de estar luxuosa.

Lá dentro, duas damas nobres, vestidas com deslumbrantes vestidos de noite, descansam em sofás de veludo, bebendo de copos de cristal. A conversa delas é baixa, mas ouço o suficiente.

"Coitada, ela realmente achou que haveria uma lua de mel."

Uma risadinha suave.

"Ela não é a primeira menina a se casar por conveniência, e não será a última."

Sinto meu rosto esquentar, e meus dedos se fecham em punhos ao lado do corpo.

"Ela estava tão linda e esperançosa na recepção," uma delas continua. "Como um cordeirinho ingênuo."

Outra ri. "Ela vai aprender."

Não espero para ouvir mais.

Dou meia-volta bruscamente, me afastando, com o coração acelerado por algo que não consigo nomear.

Raiva? Humilhação?

Talvez ambos.

Não paro até chegar novamente aos meus aposentos, fechando as portas atrás de mim.

Deveria ser uma princesa agora. Uma rainha em formação.

Mas esta noite, sinto-me como nada mais do que uma peça no jogo de alguém.

Voltei para meu quarto e espero.

Minutos se transformam em uma hora.

Depois duas.

Depois três.

Mas Cassian nunca vem.

Em algum momento, o cansaço vence, e eu me afundo na cama, me enfiando debaixo dos pesados cobertores. Meu último pensamento antes de o sono me levar é amargo.

Meu marido nem se deu ao trabalho de olhar para mim hoje.

Em um horário indecente, ouço um barulho.

Distante. Abafado.

Eu me mexo, piscando contra a luz da lua que entra pelas janelas altas. Meu corpo parece pesado de sono, minha mente lenta para acompanhar.

Então eu ouço de novo.

Um baque alto. Uma voz profunda, arrastada. Risadas.

Franzindo a testa, retiro as cobertas e saio da cama. Meu robe de seda se espalha ao meu redor enquanto caminho descalça pelo piso frio de mármore, seguindo os sons.

Os corredores do palácio estão assustadoramente silenciosos a essa hora, mas o barulho fica mais alto conforme me aproximo de um corredor perto dos meus aposentos.

Outro baque. Um grunhido.

Viro a esquina e paro.

Cassian.

Ele está cambaleando pela entrada de sua ala privada, mal conseguindo se manter de pé. O terno da noite passada está desfeito, o paletó ausente, a camisa branca impecável, agora amarrotada e meio desabotoada. Uma mancha escura; talvez vinho, se espalha pelo peito dele.

Ele parece um desastre.

Bêbado.

Muito, muito bêbado.

Um mordomo e dois seguranças pairam por perto, claramente sem saber o que fazer. Cassian murmura algo ininteligível, dispensando-os antes de cambalear para a frente.

Ele não me vê.

Não até quase trombar comigo.

Seus olhos escuros, turvos e desfocados, encontram-se com os meus. Ele pisca lentamente, inclinando a cabeça como se estivesse tentando entender por que estou aqui na frente dele.

Então…

Ele sorri com malícia.

“Ah,” ele murmura, a voz rouca pelo que quer que ele tenha bebido a noite toda. “A esposa.”

A palavra é carregada de divertimento.

Zombeteira.

Como se tudo isso fosse uma grande piada para ele.

Abro a boca para dizer algo, não sei o quê. Mas antes que eu consiga emitir um som, Cassian se aproxima, seu cheiro de uísque, fumaça e algo sombrio me envolvendo.

Então, num movimento lento e calculado, ele se inclina, os lábios roçando bem perto do meu ouvido.

“É melhor se acostumar a dormir sozinha,” ele sussurra. “Vai ser um casamento longo.”

Prendo a respiração.

Antes que eu possa reagir, ele recua, passando por mim com uma risada descuidada.

E assim, do nada, meu marido desaparece em seus aposentos, as pesadas portas se fechando com um estrondo atrás dele. Fico ali, imóvel, meu coração batendo forte no peito. O silêncio que segue é ensurdecedor, pressionando meus ouvidos como uma tempestade prestes a estourar.

Algo está errado.

Um frio estranho desce pela minha espinha.

Então... um estrondo ecoa de dentro dos aposentos dele.

Ofego, minha respiração falhando.

O que acabou de acontecer?