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Sua Promessa: Os Filhos da Máfia

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Introdução

De cabeça baixa, o rubor nas minhas faces acesas, deixei o olhar descer até o volume pronunciado que pressionava seu jeans. "Que olhar?" Resolvi entrar no jogo, a mão deslizando para contorná-lo enquanto o encarava com fingida inocência. Ele afastou minha mão, só para me puxar com firmeza para a beirada da mesa. O coração pareceu parar no peito. "Ainda não respondeu à minha pergunta." Apoiei as palmas contra o muro sólido de seu peito, desejando que ele fosse além daquela expressão irritantemente impassível. "E então? Posso?" Uma risada nervosa me escapou, e desviei o olhar, sentindo o calor subir pelo pescoço. A risada grave e compreensiva de Christian ecoou na sala. Seus dedos percorreram minha face ardente. Então ele se inclinou. Antes que eu pudesse reagir, seus lábios — macios, mas exigentes — encontraram os meus. "Lembra", sussurrou ele, a voz rouca e próxima, com a testa ainda encostada na minha, "como destruí aquele seu ato de inocência no clube?" Seus olhos traziam uma promessa densa. "De agora em diante, farei isso sempre que quiser. Até você aprender a nunca mais me fazer uma pergunta tão tola." Dessa vez, o beijo não foi suave. Foi possessivo, agressivo. Uma marca. Meus braços se enrolaram em seus ombros, correspondendo à sua fome com a minha, a língua buscando a sua. Aproximei-o com urgência, desesperada para não haver espaço entre nós. Não soltaria. Após um momento longo e sem ar, ele interrompeu o beijo. Lenta e deliberadamente, tirou minha mão de seu ombro. Sem desviar os olhos dos meus, guiou-a pelo torso definido, sobre o quadril… Até, por fim, apertar minha palma firmemente contra a evidência inegável e dura de seu desejo, o olhar desafiador, desafiando-me a recuar.
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Chapter 1

Olhei para as poucas roupas que vestia e me perguntei, não pela primeira vez, como tinha chegado a esse ponto. Poderia ter aceitado um emprego num mercadinho ou seguido meu sonho de ser coreógrafa. Tirar a roupa? Os trajes? Nunca foram o problema. Cada um tem seu jeito de pagar as contas, e esse era um dos meus. Não sentia vergonha – era um dinheiro fácil. Mas, definitivamente, não era o que eu havia planejado para a minha vida.

"Vai vir, Esquilo, ou vai ficar admirando a própria sombra o dia todo?" Faith deu uma risadinha e passou por mim. Esquilo… O apelido me perseguia desde o jardim de infância, grudado por causa das minhas "bochechas fofinhas". E agora, aqui estava ele de novo.

Conhecia a Faith há anos, mas só ficamos próximas depois que comecei a trabalhar aqui. Minha história não era das mais glamourosas: depois de rodar por lares adotivos, acabei voltando para o orfanato onde fui criada. Sem pais, sem oportunidades. Na adolescência, jurei que daria a volta por cima. Meu plano era claro: concluir o ensino médio, a faculdade e me estabelecer como coreógrafa. Obviamente, as coisas saíram dos trilhos. Quem diria que, aos 21, eu estaria num clube de strip?

"Ouvi um boato… Os irmãos Lamberti vão estar no lounge VIP hoje. Até o Christian vem", cantarolou Faith, aplicando gloss nos lábios perfeitos. Joguei um olhar suspeito para ela, tentando descobrir se sabia de algo que eu tentava esconder. Suas tranças lindas caíam sobre os ombros. Faith era deslumbrante, e todos sabiam – inclusive os Lamberti.

Ao ouvir o nome Christian, senti o rosto pegar fogo e desviei o olhar rapidamente. Aquele Christian. O mesmo que me ouviu gritar seu nome, bêbada e desinibida, há apenas dois meses. Eu não era de casos de uma noite, mas naquela noite… ele me levou ao seu escritório e as coisas aconteceram. Se ao menos as outras garotas soubessem. Se ao menos o pai dele soubesse.

Nosso chefe, Lucio Lamberti, tinha vários negócios, e o clube era um deles. De vez em quando, ele e seus três filhos vinham para reuniões com parceiros. Sabíamos muito bem em que tipo de negócio estavam metidos, mas ninguém ousava falar alto. Lucio era gentil e caloroso, me deu emprego assim que me viu. Era uma figura paterna para todas nós.

Os filhos, no entanto, eram outra história. Gio, o mais velho, era frio e distante, nunca nos olhava nos olhos. Enzo, o do meio, era carismático e alegre, mas incrivelmente infantil – um conquistador nato que via tudo como um jogo. E depois havia Christian, o caçula. Mais frio que Gio, se é que isso era possível. Depois daquela noite, ele me conduziu para fora do escritório sem sequer um olhar. Era o herdeiro de tudo, conhecido por sua seriedade impiedosa. Enquanto as outras garotas se esforçavam por um pouco de sua atenção, eu fazia de tudo para evitá-lo. O jeito como ele me descartou, como se eu fosse nada, doeu – mas eu devia ter esperado.

"Pessoal, estão nos esperando!" Luna gritou, espiando pela porta. Além da Faith, só ela era realmente minha amiga aqui. As outras ou eram ríspidas ou só pensavam em si mesmas. Por sorte, Lucio não era rígido, então atrasos como o nosso passavam batidos.

"Já vamos!" gritei de volta, puxando o braço de Faith. Teimosamente, ela terminou de passar o gloss antes de se deixar arrastar.

Ao sairmos do camarim, nos juntamos ao grupo já formado no escritório de Lucio. Mas quem estava lá não era Lucio. Era Enzo, justo um dos caras que eu mais tentava evitar. Ele passou pela Faith e parou bem na minha frente. Com medo, baixei os olhos para os meus pés imediatamente. Ouvi uma risadinha baixa.

"Sempre chega atrasada?" A pergunta dele fez um calafrio correr pela minha espinha. Hoje não era meu dia. Nós duas estávamos atrasadas, mas ele resolveu mirar em mim.

"D-Desculpa, a gente… n-nós…" As palavras travavam na minha garganta.

"Olha pra mim quando eu falo com você", ele exigiu. Num instante, obedeci. Para minha surpresa, ele não estava bravo. Um sorriso brincalhão iluminava seu rosto enquanto ele observava cada detalhe do meu. Levou a mão à minha bochecha e deu um beliscão leve antes de soltar uma risada. Não era uma risada boa, era de pura diversão. As outras garotas riam também, enquanto eu ficava ali, completamente perdida.

"Tô brincando, Esquilinha. Mas acho que vou adotar um novo hobby: te provocar." Ele soltou minha bochecha e deu dois passos para trás.

"Você é sortuda", sussurrou Faith, enquanto eu massageava a bochecha, incrédula. Sortuda? Para muitas, aquilo era uma conquista. Para mim, que só queria passar despercebida, era um pesadelo. E agora ele ia fazer disso um passatempo?

"Como vocês sabem, temos uma reunião importante hoje com um potencial parceiro", anunciou Enzo, andando de um lado para o outro. "O objetivo é garantir que ele e sua comitiva tenham uma noite excelente e que a gente saia daqui com a assinatura no contrato. Vou precisar de algumas de vocês no lounge privativo. Se não chamar seu nome, desça e trabalhe como de costume."

Fiquei quieta, como sempre. Esse tipo de reunião era comum, e eu nunca era escolhida. Não queria ser. Meu plano era simples: dançar, servir drinques e ir para casa. Lucio sabia que eu não lidava bem com situações privadas e embaraçosas – minha falta de habilidade social era notória –, e por isso nunca me escalava.

"As garotas que vão comigo são: Luna, Aubrey, Dawn, Faith…" Enzo fez uma pausa dramática. Deve ser a Lorena por último, pensei, as escolhas de sempre.

"…e a Esquilinha!"

O choque foi instantâneo. Ergui os olhos e vi todos olhando para mim, inclusive Enzo. O que eu tinha feito para merecer isso?

"E-eu?" gaguejei. Enzo acenou com a cabeça, confirmando, e dispensou as outras garotas. Eu continuei paralisada no mesmo lugar. Eu? Ele podia ter escolhido qualquer uma, mas resolveu arruinar minha noite assim. Não tinha a menor vontade de servir drinks para homens que, com toda certeza, eram da máfia. Mas contestar Enzo? Jamais. Por mais descontraído que parecesse, ele ainda era meu chefe.

"Os homens de hoje à noite são durões e difíceis de agradar. Confio em vocês para não estragar nada." Enzo instruiu, com seu sorriso carismático de sempre. Até quando sério, ele sorria.

"Tá nervosa, Esquilinha?" ele me perguntou. Arregalei os olhos, sem saber como responder. Luna e Faith encostaram os ombros nos meus, num gesto silencioso de apoio.

"O… o senhor vai estar lá?" perguntei, antes que pudesse pensar melhor. De todas as pessoas, ele era a menos intimidante naquela sala – o que não significava muita coisa.

Enzo riu e deu um leve empurrão no meu ombro. "Não. Mas fique tranquila, o Christian vai estar."

No momento em que as palavras saíram da boca dele, só um pensamento ecoou na minha cabeça, desesperado e claro:

Por que justo eu?