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A falsa herdeira e sua lista crescente de pseudônimos

A falsa herdeira e sua lista crescente de pseudônimos

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Bilionário

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Introdução

Uma poderosa cultivadora de outro reino, Serena Whitaker, acorda renascida no mundo moderno—agora como a "garota pobre" que uma família rica trouxe do campo. Aos olhos deles, ela é um caso perdido: irresponsável com dinheiro, viciada em bebida e quase analfabeta. Até mesmo Veronica Whitaker, a adorada "herdeira" da família, despreza Serena dizendo que ela nem vai conseguir entrar na faculdade. Então, as máscaras de Serena começam a cair—uma após a outra. Uma virtuosa viral do guzheng. Uma médica milagrosa quase fantasmagórica. Um prodígio nas artes marciais. Uma rainha das telas de cinema de primeira linha, quebrando recordes... Academias de elite lutam para recrutá-la.
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Chapter 1

Uma dor aguda irrompeu em sua cabeça, fazendo Serena Whitaker se cambalear antes de forçar seus olhos a se abrirem. Ela estava em um lugar escuro e imundo, com um fedor intenso no ar. Suas mãos e pés estavam amarrados firmemente, a corda enterrada profundamente em sua pele a ponto de sangrar.

A dor ajudou a clarear um pouco sua mente.

Ela percebeu seu entorno—escuro, rançoso, com um cheiro nojento que embrulhava seu estômago.

Antes que pudesse processar tudo, seu couro cabeludo parecia estar sendo arrancado. Uma mão rude e pesada puxou seu cabelo, arrastando-a para fora da jaula como se fosse um nada.

Uma voz grossa ressoou acima dela.

“Ela já parece meio morta. Doente pra caramba. Quanto será que dá pra vender essa daí? Droga! Que azar. Se aquele cara não tivesse pagado tanto, jamais teria trazido de volta um cadáver ambulante!”

Com essas palavras, o olhar de Serena se tornou frio, suas sobrancelhas se franzindo por um breve momento.

Onde diabos ela estava? E por que esse cara estava vestido de forma tão... estranha?

Ela também notou algo estranho em seu próprio corpo—não parecia certo.

O homem a puxou para cima e a jogou de volta na jaula, franzindo a testa ao fazer isso.

Qual é o problema dela? Não estava tremendo de medo um segundo atrás? Por que agora está tão calma?

Ela exalava uma energia inquietante, gelada, como se fosse perigosa.

Isso deixou ele arrepiado.

Ele esfregou os braços enquanto os pelos se arrepiavam.

Mas tanto faz—ela estava prestes a ser vendida de qualquer maneira. Quem ligava para qual era a situação dela?

Com um aceno da mão, ele ordenou que alguém retirasse a "mercadoria".

...

Dentro da jaula.

Um pano preto grosso cobria o topo. Serena não conseguia ver nada do lado de fora.

Além da confusão e choque iniciais, ela rapidamente se acalmou.

Ela começou a juntar as peças, tentando entender o que havia acontecido.

A última coisa de que se lembrava era de estar meditando em isolamento em sua caverna.

Então, uma força estranha a puxou para algo que parecia um vasto e escuro vazio.

Quando se deu conta, estava... aqui. Nesta gaiola imunda, mais fraca do que nunca.

Seu corpo parecia todo errado. Era como se não conseguisse reunir força alguma.

Estreitando os olhos, Serena focou para dentro, tentando limpar os pensamentos. Este não era o mundo dela. De alguma forma, ela havia renascido no corpo de outra pessoa, em um reino diferente – com regras completamente diferentes das suas.

Ela enrolou os dedos em um velho símbolo manual, apenas para testar se alguma de sua energia interna ainda estava lá. Um traço fraco de energia agitou-se em seu abdômen, fraca e quase imperceptível.

Comparado aos fluxos sólidos de poder interior que costumava controlar, isso parecia uma faísca comparada a um incêndio descontrolado.

Serena Whitaker arqueou a sobrancelha em surpresa, embora seus olhos estreitos rapidamente voltassem ao seu estado usual de aceitação calma. Claro. Devia ser um daqueles chamados "sectos justos" que se aproveitaram dela quando estava vulnerável durante a meditação. Provavelmente usaram alguma técnica duvidosa para jogar sua alma neste corpo frágil de uma adolescente.

E pelo que parecia, essa garota tinha sido tratada como propriedade – vendida depois de ser armada por alguém.

De repente, as luzes se acenderam com um estalo.

Serena apertou os olhos quando a claridade penetrou neles.

Ela já estava no meio de um palco imenso. Um público sentava-se abaixo.

E ela?

Estava algemada às barras dentro de uma jaula, encostada quieta e desconfiada, vestindo uma roupa colada bizarra que gritava "objeto".

“Número do item: Primeiro Desabrochar do Botão de Rosa. Idade: Dezoito. Primeira vez no leilão. Ainda intocada. Compradores interessados, fiquem à vontade para dar seus lances. Preço inicial—”

O leiloeiro alongou a frase com a habilidade de um showman, com os olhos sorrindo. “Duzentos mil.”

“Ela é só pele e osso, nada acima ou abaixo, embora eu tenha que admitir—a carinha convence. Não é meu tipo, mas Sr. Silva, aposto que essa é a sua praia?”, um cara próximo soltou uma risada, dando ao homem ao lado um olhar cúmplice.

O Sr. Silva tinha um gosto... peculiar. Ele realmente gostava de garotas no começo do desabrochar.

Assim que Serena apareceu, os olhos dele praticamente brilharam.

“Ofereço meio milhão,” ele disse suavemente, ergueu os dedos rechonchudos com facilidade, como alguém que casualmente pede sobremesa. Seus olhos permaneceram fixos no rosto de Serena, uma mistura inquietante de interesse e diversão distorcida. Ele molhou os lábios devagar, já fantasiando o que faria com ela.

“Uau, Sr. Silva investindo alto, hein?” outro licitante soltou uma risada. A garota parecia doente e jovem demais para a maioria deles; feroz demais também—como um pequeno gato selvagem.

Não era o tipo deles.

Mas era isso que fazia o Sr. Silva vibrar—sua marca especial de conquista.

Ninguém ficou surpreso de quem acabaria com ela.