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A Herdeira Mimada por Quatro Irmãos e um CEO Diabólico

A Herdeira Mimada por Quatro Irmãos e um CEO Diabólico

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Introdução

Em sua vida anterior, ela confiou nas pessoas erradas e traiu o único homem que verdadeiramente a amou. Cega por mentiras, foi a causa da ruína do noivo. Mesmo quando todos o abandonaram, ele a perdoou — e, no fim, eliminou cada um de seus inimigos… antes de usar a lâmina contra si mesmo, para segui-la na morte. Agora, renascida, ela jura reescrever o próprio destino. Desta vez, desmascara falsos inocentes, esmaga todos os traidores e se ergue em esplendor, com um único objetivo: reconquistar o coração daquele que um dia destruiu. Mas mal desconfia ela… Ele nunca partiu de verdade. Das sombras, já armou seu plano e teceu um mundo onde ela só tem uma queda possível — direto em seus braços. Um amor outrora sepultado em sangue e arrependimento está prestes a reacender, entre a vingança que queima, a redenção que desafia e o jogo cruel do destino. Ele a perdoou. Ele a salvou. Ele a seguiu até na morte. E agora… ele a espera.
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Chapter 1

Na escuridão e umidade de uma cela, uma figura frágil se encolhia num canto. Seus cabelos estavam emaranhados, as mangas vazias da blusa pendiam onde antes haviam seus braços, e o rosto permanecia escondido entre os joelhos.

Passos aproximaram-se — leves, alegres, quase saltitantes.

A porta rangiu ao abrir. Entrou uma mulher de vestido de renda marfim, apoiada no braço de um homem bem-vestido, que carregava uma caixa retangular.

“Mana, estou linda hoje, não estou?” Ela girou diante da mulher no chão, erguendo a barra do vestido com orgulho. A voz era doce e clara, como sininhos. “É seu grande dia, então achei que precisava de algo brilhante e festivo. Este marfim… combinou, né? Perfeito para um casamento! E adivinha? Wyatt e eu acabamos de pegar nossa certidão também. Tudo no tempo certo, não é?”

Lentamente, a mulher no canto ergueu o olhar. O rosto estava sujo, marcado por cicatrizes horrendas que pareciam parasitas a rastejar.

De repente, ela se atirou para frente, investindo contra a mulher de marfim com toda a força que lhe restava.

Mas, antes de se aproximar, levou um chute brutal. Seu corpo voou como um trapo, batendo contra a parede de pedra gelada.

Contorcendo-se de dor no peito, ela fez uma careta enquanto sangue fresco escorria por seus lábios costurados.

Seus olhos, injetados de sangue e carregados de ódio, fixaram-se no casal arrogante que a observava de cima.

O homem suspirou, limpou a calça como se sua presença o tivesse contaminado, puxou a mulher de marfim para perto e beijou-a.

Ele olhou para a mulher no chão como se visse lixo. A voz transbordava desprezo. “Megan, ainda fazendo pose de durona à beira da morte? Molly veio aqui pessoalmente para se despedir, e é assim que você a recebe?”

Molly agarrou-se à cintura de Wyatt, piscando os olhos marejados. “Ela sempre foi assim comigo… já estou acostumada.”

O coração de Megan doía. Ela soltou uma risada quebrada, que apenas esticou os pontos nos lábios e os fez sangrar novamente. A agonia física era nada perto da dor que a traição da irmã esculpira em sua alma.

Irmã? Molly nunca foi família.

Molly afastou-se de Wyatt, agachou-se diante dela e sussurrou com um sorriso: “Pensou que era durona? Tirei seus braços. Pensou que era bonita? Arruinei seu rosto. Tinha língua afiada? Costurei sua boca. Confesso… foi divertido.”

Pegou o celular e passou fotos lentamente. “Veja os últimos momentos da sua família amada. Tudo o que era dos Shaw… agora é meu.”

Megan a encarou, os olhos em chamas.

Molly não recuou. Inclinou-se e sussurrou, num tom que só Megan ouvia: “Até Tristan Reid, aquele homem que você nem valorizava… em breve será meu. Imagine a cara dele quando descobrir que foi você quem o destruiu…”

Deu uma risadinha. “Quem diria que você era uma hacker genial? Dava até inveja!”

Ao ouvir o nome de Tristan, uma culpa profunda agitou-se no peito de Megan.

Ela acreditara em todas as mentiras de Molly — acreditara que Tristan era um monstro que a prendera para torturá-la, sem nunca dar-lhe chance de se explicar. Molly até incriminara Tristan pela morte do avô delas. Aquela mentira cegara Megan de ódio.

Então, ela destruiu a empresa dele. Arrasou o legado centenário dos Reid.

Arrastou-o do pedestal direto para o abismo.

Ela o arruinara.

Seus olhos, opacos e sem vida, perderam lentamente o último vislumbre de luz.

De repente, Molly caiu no chão, fingindo-se apavorada e abalada.

Wyatt ajoelhou-se imediatamente para ajudá-la, puxando-a para trás de si com gesto protetor. Então, sem aviso, pisou com força na lateral da cabeça de Megan, torcendo o calcanhar com crueldade.

Deu uma risada sarcástica. “Adivinha? Todos aqueles negócios dos Reid que você tomou no final… caíram nas minhas mãos. Tristan não tem mais nada. Absolutamente nada.”

Abrindo a caixa estreita, tirou uma adaga militar e jogou a tampa de lado.

Sob a luz pálida que adentrava a cela, a lâmina brilhou friamente. Ele ergueu o braço e cravou a faca no lado de Megan. O frio cortante invadiu-a como gelo. A dor tornava cada respiração um suplício. Megan sabia que ambos os pulmões haviam sido perfurados. Seu tempo estava no fim.

Mesmo assim, nenhuma lágrima caiu. Ela já nem tinha ductos lacrimais funcionando.

Wyatt puxou a lâmina e continuou a esfaquear — uma, duas, várias vezes. O sangue jorrava na parede monótona da cela como flores de ameixa vermelha explodindo no inverno.

Megan permaneceu ali, entorpecida pela dor. Sua mente começava a desvanecer.

Ouviu vagamente o som de uma luta, depois — bang! bang! — dois tiros quebrando o silêncio.

“Megan! Megan!”

Uma voz chamava. Ela sentiu-se envolvida por um abraço quente.

Lutou para abrir as pálpebras pesadas, tentando ver quem gritava seu nome.

Quando a visão clareou por um instante, uma única lágrima escorreu do canto de seu olho.

Tristan segurava seu corpo ensanguentado, lágrimas escorrendo por seu rosto.

“Megan, acorde. Olhe para mim. Eu a vinguei.”

Com o pouco de força que tinha, Megan olhou para os dois que a torturaram minutos antes. Agora jaziam mortos, em poças de sangue, com balas na cabeça.

Tristan pressionava suas feridas, as mãos trêmulas tentando estancar o sangue — mas eram tantas.

“Megan… me perdoe. Cheguei tarde demais. Vou levá-la ao hospital agora,” disse ele, a voz falhando.

Megan sentia a vida esvair-se. Balançou a cabeça levemente.

Tentou abrir os lábios costurados e arruinados para dizer algo.

Tristan entendeu. Pegou uma faca e cortou com cuidado os pontos.

Sua voz saiu rouca e quase inaudível. “Des…culpe… Tristan…”

Ele segurou seu rosto machucado como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, lágrimas quentes caindo sobre suas cicatrizes. “Não diga isso. Você não tem que se desculpar.”

Ela desejava mais do que tudo poder enxugar suas lágrimas, tocar seu rosto bonito uma última vez. Mas já não tinha braços.

Sua visão turvou-se novamente. “Eu… não posso… Se houver… uma próxima vida… amarei você… melhor…”

Quando a luz se apagou nos olhos de Megan, Tristan pegou a adaga e, sem hesitar, cravou-a em seu próprio peito.

Os lábios de Megan moveram-se quase imperceptivelmente, sussurrando a última palavra: “Não…”

Tristan abraçou seu corpo sem vida, lágrimas inundando seus olhos enquanto desabava ao seu lado.

Com o último suspiro de força, estendeu a mão e fechou gentilmente os olhos dela.

Um sorriso suave tocou seus lábios. “Não pudemos viver juntos… mas pelo menos morreremos juntos. Se houver uma próxima vida… ainda vou amar você…”